Páginas

Mostrando postagens com marcador Música. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Música. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Investimento musical

O segundo semestre de 2009 está repleto de atrações musicais internacionais. Quando as vendas dos ingressos são anunciadas, a certeza de que você finalmente verá aquele cantor/artista/banda incrível dá início a um ansioso período de espera.

Junto com a ansiedade para que o dia do evento chegue logo, as dívidas no cartão de crédito também começam a lhe preocupar. Claro, porque só pode haver um acordo comercial entre produtoras para impedir que as turnês dos artistas sejam divididas igualmente entre os meses do calendário. Assim, o seu salário nem sempre tem fôlego para pagar três compras de ingresso no mesmo mês.


Se você fosse comprar um par de ingressos (valor de entrada inteira) para alguns dos próximos shows internacionais confirmados em São Paulo, você gastaria, R$ 6.200 (escolhendo Planeta Terra) ou R$ 6.320 (indo no Maquinária 2009), sem contar bebidas, estacionamento e afins. E olha que ainda nem coloquei o AC/DC na lista...



Ir ou não ir, eis a questão:
02 a 13/09 – Blue Man Group
11/09 – Beirut
12/09 – Children of Bodom
6/09 – Lily Allen

18/09 - Jerry Lee Lewis
03/10 - Jojo 06 e 07/10 - Laura Pausini
15/10 Living Color
20 e 21/10 - Sarah Brightman
27/10 - IL Divo
7/11 - Planeta Terra: Macaco Bong, Móveis Coloniais de Acajú e Primal Scream
7/11 - Maquinária Festival 2009 - Faith No More, Jane's Addiction e Deftones
14/11 Twisted Sisters
21/11 - The Killers



Os grandes entendedores do mundo das finanças não cansam de repetir que o mais indicado é que você mantenha uma reserva monetária para casos emergenciais. E um show imperdível se enquadra no contexto. Por isso, para poder conferir todas essas atrações, nada mais sensato do que a criação de uma Poupança Show.

Eu, que não tenho este cofrinho musical, esperei receber uma graninha para comprar ver o Whitesnake de novo e me dei mal. Demorei tanto que os ingressos acabaram e eu fiquei chupando o dedo. Agora o Titio Coverdale está com laringite e cancelou vários shows pelo mundo. Já pensou se ele pára de fazer shows para todo o sempre? (Bate três vezes na madeira).

Portanto, se você não quiser perder algum dos shows listados; não quer ficar com a conta negativa ou com o nome do SPC, é bom tirar a poeira daquele cofre de pouquinho que ganhou da sua tia/vó/mãe e poupar a grana de algumas cervejas até o fim do ano. Eu já abri mão do Living Color e estou fazendo as contas para poder ver Faith No More e AC/DC. E você, em qual desses shows vai torrar o doce dinheirinho?

terça-feira, 25 de agosto de 2009

A Arte da Paz

Se você é de São Paulo já deve ter reparado que no Metrô existem máquinas que vendem livros. Um desses livros leva o título de A Arte da Guerra, escrito porSun Tzu. Um livro que conta as estratégias adotadas para um combate racional, mas uma guerra que mata inocentes não pode ser racional. Assim como a literatura, uma outra arte escreve sobre a guerra e promove a paz: a música.

Principalmente pela linguagem do Rock´n´Roll, já vimos uma série de canções que cantam os absurdos de uma luta armada. One do Metallica mostra a dor acima de tudo e em determinado momento fala O campo minado levou minha visão. O Dire Straits criou uma pérola, Brothers in Arms relata o companherismo em um combate "e apesar de terem me ferido gravemente, em meio ao medo e ao pânico, vocês não me abandonaram, meus companheiros de batalha", mesmo quando eles acreditam em outra coisa "somos tolos de guerrear contra nossos companheiros de batalha".



O Sistem of a Down, conhecido por suas letras de protesto, tem em seu currículo uma letra bastante audaciosa tratando de terrorismo, suas causas e fatores. O refrão leva para um grande e sonoro "BOOM! BOOM! BOOM! BOOM! Toda vez que você solta a bomba, Você mata o Deus em que o seu filho nasceu. BOOM! BOOM! BOOM! BOOM!". Agora, poucas músicas tem uma composição tão bela quanto Carta aos Missionários da banda Nenhum de Nós, que menciona a crueldade "Missionários em missões suicidas/Crianças matando crianças inimigas/Generais de todas as nações, fardas bonitas, condecorações/Documentam na nossa história/O seu rastro sujo de sangue e glória"



Mas nem tudo é horrível, algumas músicas tratam exatamente do oposto, a mais famosa delas é Imagine de John Lennon que canta assim "Imagine todas as pessoas/Vivendo a vida em paz/Talvez você diga que eu sou um sonhador/Mas não sou o único/Desejo que um dia você se junte a nós/E o mundo, então, será como um só, o Rei do Pop, Michael Jackson também deixou sua marca e Heal the World é a marca de que ele queria fazer alguma coisa pelo mundo "salve o planeta/Faça dele um lugar melhor/Pra você e eu/E toda a raça humana/Tem pessoas morrendo/Se você se importa o suficiente com os vivos/Faça do mundo um lugar melhor/Para você e para mim". Você pode até discutir se isso realmente faz alguma diferença, mas é indiscutível que se há tantas músicas que levam essa mensagem, algo ou alguém já deve ter sido influenciado por elas.

Pra finalizar, a música que virou um hino a paz, principalmente, porque foi ttrilha sonora do MARAVILHOSO filme Bom Dia, Vietnã. A voz marcante de Louis Armistrong cantando"Eu vejo os céus azuis e as nuvens tão brancas/O brilho abençoado do dia, e a escuridão sagrada da boa noite/E eu penso comigo/que mundo maravilhoso".



Love and Peace!

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Lily Allen: irreverência, bom-humor e muita, mas muita polêmica

Lily Allen já fez topless por aí e deixou escapar suas partes íntimas durante o Festival de Cannes de 2008. Lily Allen já saiu bêbada e carregada das baladas tantas vezes que até já perdemos a conta. Lily Allen já teve cabelo preto, loiro, cor-de-rosa e até lilás. Lily Allen já namorou Ed Simons, do Chemical Brothers, engravidou e sofreu um aborto espontâneo. No entanto, essas polêmicas não foram as responsáveis por tornar a cantora britânica famosa. Já as polêmicas causadas pelas letras de suas músicas foram mais do que suficiente para fazer com que Lily se tornasse sinônimo de sucesso rapidamente.



Em 2007, a cantora estourou logo com o primeiro single do CD de estreia.
Smile, de Alright, Still, conquistou o público com o clipe divertido e a letra irreverente e se tornou praticamente o hino das meninas que já foram vítimas de homens canalhas - que não devem ser poucas. Em seguida, Lily se manteve nas paradas com a divertida LDN e, ao mesmo tempo, lançou a moda do, até então, improvável look tênis esportivo + vestido.

Dois anos e alguns escândalos depois de Alright, Still, ela voltou com It's not me, it's you. Mais elegante, mas não menos crítica. E só para dar um exemplo, um dos singles do álbum, Fuck you (Very much), pode ser considerado quase um movimento contra o preconceito. Lily ainda fez questão de gerar mais polêmica ao oferecê-la ao ex-presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, durante um show. E, como não poderia ser diferente, o clipe da canção já conquistou o público com seus efeitos especiais e muita criatividade.

E se a veia crítica continuou a mesma, Lily também não fez grandes inovações musicais no segundo CD. As doses de ska e reggae, que deram ao primeiro álbum o tom de originalidade e bom-humor, aparecem mais discretas em It's not me, it's you. Mesmo assim, quem ouvi-lo não terá dificuldades em saber que o som descontraído e irreverente, que esconde um ar de certa revolta, pertence à espivetada e polêmica por natureza Lily Allen.

E para a felicidade dos fãs da cantora, que fez sua primeira - e, por enquanto, única - passagem pelo Brasil em novembro de 2007 durante Planeta Terra Festival, a segunda visita já está mais do que confirmada: nos dias 16 e 17 de setembro, ela faz shows em São Paulo e Rio de Janeiro. E se você ainda não conhece o som de Lily, o ComTatos preparou uma lista especial, que reúne 5 faixas de cada álbum da britânica. Divirta-se e prepare-se para o espetáculo:

Alright, Still

1. Knock'em out
2. Everything's just wonderful
3. Not Big
4. Shame for you
5. Littlest Things

It's not me, it's you

1. Not Fair
2. Back to the start
3. I could say
4. Never gonna happen
5. 22

Em tempo: A título de curiosidade, você pode conferir também o cover que Lily Allen fez para Womanizer, de Britney Spears.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

United fail




O fato do Youtube abrigar os maiores hits do momento não é novidade para ninguém. Qualquer pessoa que não tenha chegado de Marte ontem conhece alguns destes fenômenos da internet, como: Dança do Quadrado, Atórooooon um perigo, Jeremias, Sanduíche-íche, A Ga-a-ga e Ilhéus e a “absoluta Stephany do Crossfox”. Agora o mais recente fenômeno é gringo: Dave Carroll com seu hit United Breaks Guitars.

Era uma vez....
Tudo começou na primavera de 2008, (o que em solo nacional significa março/abril) quando a banda Sons of Maxwell viajou de Nebraska até Chicago em uma turnê de uma semana. Para a surpresa do vocalista Dave Carroll eis que os funcionários da United Airlines simplesmente arremessaram as bagagens para dentro do avião. Resultado: quebraram seu violão Taylor de 3.500 dólares. Quando Dave foi reclamar seus direitos, a companhia não negou o fato, mas deu uma canseira de 9 meses. Depois de conversar com Deus e o mundo, a United finalmente se negou a recompensá-lo.

Fulo da vida, o vocalista arquitetou um doce plano de vingança. (ua há há = riso maligno) e prometeu à Sra. Irlweg (a última pessoa da companhia em questão que o atendeu) que contaria sua história em três canções, cada uma com um vídeo, e disseminaria no mundo online. (veja a história completa aqui).

Resultado, o vídeo virou sensação no Youtube e no canal oficial da banda a versão original tem mais de 4.697.269 (and counting) exibições em um mês. Além do site, Dave Caroll contou sua história no Twitter, no Facebook e no Myspace e seu sucesso ganhou a televisão.

A história foi contada pela CBS , CNN e The CityNews List e a música é uma das mais das mais baixadas da Apple Store. Até a Taylor, empresa que fez o violão de Dave, postou um vídeo ajudando-o a evitar esse tipo de contratempo.

Depois do leite derramado, opa, do violão quebrado, a United procurou a banda para recompensá-los, mas Dave os mandou catar coquinho, quer dizer, pediu para doar a grana a uma instituição séria. Bem feito!

Com uma boa estratégia, colocar a boca no trombone, ou o assunto em redes sociais é sempre um bom negócio. Histórias como essa mostram que a vingança é um prato doce, mas que se come lentamente e pelas beiradas. A atitude de Dave serve de lição para a United e de alerta para TAM, Gol, Vivo e demais empresas alvo de reclamações. Pessoal, cuidado com o tratamento que vocês oferecem ao consumidor, porque em alguns casos, não há assessoria que dê jeito. Já pensou se a moda pega?

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Shakira: born in Colombia, made in USA

Shakira sempre foi exótica. Em 1996, quando as paradas musicais eram dominadas por mulheres loiras e atrevidas, como Madonna e Mariah Carey, cantando músicas em inglês e dançando coreografias ousadas, a cantora apareceu. Ainda menina - no auge de seus 19 anos, com cabelos encaracolados, volumosos e negros e dona de uma voz forte e única, a colombiana conquistou as paradas com o single Estoy Aqui, do terceiro CD, Pies Descalzos, e seus versos em espanhol quase impossíveis de reproduzir. Mas, atire a primeira pedra quem nunca arriscou uma versão, ainda que um pouco enrolada, do trecho "ahogándome entre fotos y cuadernos entre cosas y recuerdos que no puedo comprender"?



Após o estouro de Pies Descalzos e seus quatro megasucessos (Pies Descalzos, Sueños Blancos, Estoy Aqui, Un Poco de Amor e Dónde Estás Corazon?), o prestígio de Shakira apenas aumentou. Em 1998, a cantora, em versão mais madura e com dreads na cabeça, lançou o quarto álbum, batizado Dónde están los ladrones?. E os singles Ciega, Sordomuda e Ojos Así se encarregaram de fazer dela muito mais do que "a cantora de Estoy Aqui".

Em 2001, os cabelos negros, que anos atrás haviam ganhado dreads e mechas coloridas, deram lugar aos cachos loiríssimos, e a cantora resolveu apostar nas canções em inglês. Em Laundry Service, Shakira mostrou para quem ainda não conhecia suas habilidades com a dança e presentou os fãs com uma mistura impecável dos estilos latino e norte-americano. Não deu outra: a cantora virou sucesso absoluto, mais uma vez, com a dançante Whenever, Wherever.

Apesar do sucesso incontestável de seu primeiro álbum de músicas em inglês, Shakira não abandonou as origens. Quatro anos após Laundry Service, ela lançou Fijácion Oral e Oral Fixation, que contam com sucessos como Don't Bother, Hip's Don't Lie e o dueto com Alejandro Sanz, La Tortura. Já em 2007, Shakira assumiu de vez o lado sexy e fez bonito na parceria com Beyoncé no hit Beautiful Liar.

Shakira sempre foi exótica. Porém, hoje, o exótico se tornou comum. E, agora, Shakira parece ser só mais uma. No último mês de julho, quatro anos após o lançamento do último CD de inéditas, a cantora causou frisson com a estreia do clipe de She Wolf, faixa-título do novo álbum. Oversexy, ela apostou em um figurino mostra-não-mostra e em coreografias extremamente provocativas. Teve gente que achou que ela perdeu o estilo original "Shakira de ser" e se inspirou em cantoras como Britney Spears e Lady Gaga para continuar fazendo sucesso. Verdade ou mentira, fato é que She Wolf tem tudo para ser hit e manter a cantora de onde ela jamais saiu desde Estoy Aqui: no topo dos paradas.

Qual momento de Shakira você prefere?

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Nada se Cria, tudo se Copia

Toda vez que fazem a regravação de uma música, ou até mesmo quando essa música é sampleada, muita gente torce o nariz, primeiro porque pode soar como falta de criatividade e segundo porque pode parecer que o artista está se aproveitando do status que uma música já tem para ganhar crédito sobre a sua canção.

Mas eu penso diferente. Dentre todas as possibilidades de música, uma das que me deixam mais impressionado é a capacidade das pessoas visualizarem algo novo naquilo que já foi criado. Isso porque, imagine que uma música já tem seu sucesso reconhecido e tem seu valor musical, neste momento, vem um outro artista e cria algo diferente com a mesma essência e não se trata de uma cópia e sim de algo novo e que realmente tem talento!

Exemplos temos aos montes, mas são em duas categorias músicais que esse recurso é altamente utilizado: o hip-hop e a música eletrônica. Vou colocar aqui 4 bons exemplos, mas nos exemplos não relacionei versões, preferi mostra o quanto uma obra pode ser modificada e passar a ter sua representatividade renovada com a nova roupagem.

Aqui no Brasil temos alguém que faz isso muito bem: Marcelo D2. Na primeira música vemos Cláudia, que foi uma grande "concorrente" de Elis Regina na época, e Marcelo D2 soube aproveitar muito bem a voz potente da cantora!

Cláudia x Marcelo D2



As próximas músicas seguem uma mesma linha, onde a músicalidade é o que se aproveita. Imaginem que Stevie Wonder concebeu a música que gerou uma das mais conhecidas trilha sonoras do cinema. E depois vemos o Rapper 2Pac colocando como base pra sua música uma ótima base de Piano tocado por Bruce Hornsby.

Stevie Wonder x Coolio



Bruce Hornsby x 2Pac



Pra finalizar, separei algo realmente diferente, Imaginem Frank Zappa, um ícone do Rock´n´Roll, revolucionou o estilo e acabou virando tango eletrônico do maravilhoso grupo Gotan Project que é uma referência neste estilo, pois foi pioneiro.

Frank Zappa x Gotan Project



Feitas as comparações, aproveito pra mostrar que Michael Jackson deixou sua marca também neste conceito. Vazou na mídia, não faz muito tempo uma cancção inédita do astro, onde ele aproveita a música A Horse with no name da Banda America e cria A Place Without no name. Compare com o trecho que foi divulgado.

America x Michael Jackson



Agora é com vocês. Conhece algum exemplo desses? Comente. Diga se o Antes ou o Depois ficou melhor! Queremos ouví-los!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

O novo de novo

Não demorou muito tempo, depois que apareceu vestida de colegial cantando Baby One More Time, para que Britney Spears fosse intitulada a Princesinha do Pop. Ou a Nova Madonna, em outras palavras. O mesmo aconteceu com Justin Timberlake, assim que deixou a boyband N’sync para dançar e cantar em carreira solo e ser, para muitos, o Novo Michael Jackson.

A mídia e, muitas vezes, os próprios fãs dos “novos-alguém” gostam desse tipo de comparação e não perdem a chance de rotular as bandas e cantores que aparecem. E exemplos não faltam. Quando os britânicos do Oasis estouraram com a música Wonderwall, muitos disseram que eles eram o Novo Beatles. Recentemente, é o Mcfly que tem sido comparado aos reis do yeah, yeah, yeah. Janis Joplin também ganhou sua versão moderna, que atende pelo nome de Joss Stone.

Nem mesmo o universo grunge ficou isento das comparações. A mais comum tem como protagonistas o Pearl Jam e o Stone Temple Pilots em começo de carreira – na época do lançamento de Core, o primeiro álbum da banda de Scott Weiland. Até Amy Winehouse, que tem apenas dois CDs lançados – Frank e Back to Black – já ganhou novas “versões”! São elas a inglesa Adele, que fez sucesso com a baladinha Chasing Pavements, e a galesa Duffy, que conquistou o público e as paradas com a dançante Mercy.

Aqui no Brasil, as comparações ficam ainda mais forçadas. Fãs assumidos de Weezer, os barbudos do Los Hermanos já foram comparados à banda norte-americana. Já no caso da garota prodígio Mallu Magalhães, ela mesma confessou que se inspira em mestres como Bob Dylan e Johnny Cash para compor suas canções. Graças a essa afirmação, a cantora ganhou o apelido, muitas vezes em tom de ironia, de “Bob Dylan de saia”. Mas a verdade é que a música de Mallu faz o mesmo estilo do som da francesa Soko. Essa, sim, é uma comparação viável. Ah, também tem quem considere Legião Urbana a versão nacional de Smiths. Será?

E além de todos os já citados, ainda tem quem considere The Killers o Novo U2, gente que compara Coldplay e Radiohead, e pessoas que acham que Jonas Brothers é a versão do Hanson nos anos 2000. E poderíamos ficar o resto do ano fazendo comparações musicais...

Mas, agora é sua vez de opinar: esse tipo de comparação é exagero ou faz sentido?

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Só hoje?

Roqueeeeeee! Ma oeeeeeem! É hoje, meu filho! Vem pra cá! Dançando e rodando, em ritmo de festa! Não, não estou falando do assistente do Sílvio Santos, e sim do ritmo mais cultuado do globo. Afinal, dia 13 de julho é o Dia Mundial do Rock e o CONTACT, digo, ComTatos não poderia deixar esta data passar em branco.

A oficialização do aniversário do bom e velho rock and roll se dá graças ao Live Aid, festival em prol da Etiópia que reuniu shows simultâneos nos Estados Unidos e na Inglaterra. Entre os artistas estavam Elvis Costello, Freddie Mercury, Led Zeppelin, The Who, Paul McCartney, Black Sabbath, The Beach Boys, David Bowie, The Pretenders e Kool and The Gang, em 1985, ano em que esta que vos fala nasceu (com uma trilha sonora dessa eu não poderia deixar de ser ROCKER, né? BLAME IT ON THE LOVE OF ROCK AND ROLL!)


Apesar de ser quase um sexagenário, não se sabe ao certo quantos anos o Vovô Roque completa este ano. ( A Wiki pode te ajudar http://pt.wikipedia.org/wiki/Rock) mas há quem diga que o ROCK AND ROLL nasceu de vários ícones, como Beatles, Jimi Hendrix e Elvis Presley.

O que não muda mesmo é a legião de adeptos do NOTHING BUT A GOOD TIME que o rock consegue atrair. Seja em festivais, shows, reuniões, bares, baladas ou festas. Se a idéia é juntar muita gente, boa música e agito, a trilha sonora tem que incluir rock and roll.

O que não é nada difícil já que o R N’ R é tão versátil que estendeu suas vertentes para as mais diversas variações musicais, como o folk rock, o blues rock, o jazz rock, o samba rock, mistura brasileira que traz um gingado especial à batida tupiniquim, e o pop, afinal o Rei do Pop, Michael Jackson (que Deus o tenha em bom lugar), esperto e competente como ele só, chamou ninguém menos que Eddie Van Halen para assinar o solo de Beat It e Slash de Black or White.

Poser pride

Seja com letras politizadas marcadas pelos protestos políticos, ou pelos versos repletos de WORDS OF LOVE e cheios de malícia e volúpia, a FEVER do rock transita entre todas as nacionalidades e classes sociais. Desta maneira, o poder de abrangência estrapola a esfera musical e marcando presença no comportamento social e também na moda.

Neste quesito a moda rock já ganhou a indústria e a tríade: camiseta preta, jeans e tachas, sempre acompanhada das longas madeixas ostentadas pelos amantes do SOM, ganhou as passarelas. Grandes marcas como Herchovitch, Cavalera, Colcci (e segue a lista) trazem referências roqueiras em suas produções. Mas não é só o rock que está na moda, agora está na moda ter um pé no rock and roll, tanto é que cantores que nunca estariam presentes em um festival de rock não se rendem aos encantos de grandes hinos do ritmo como I LOVE ROCK AND ROLL, entoado pela polêmica Britney Spears (OH, MY GOD tenha piedade!), ou YOU SHOOK ME ALL NIGTH LONG, que já teve seus versos na voz de Shania Twain.

Mesmo que minha MAMA SAID que o rock é coisa do capeta e que seus seguidores têm SYMPATHY FOR THE DEVIL, I BELIEVE que foi QUICKSAND JESUS, LORD OF LIGHT, ou melhor, GOD GAVE ROCK AND ROLL TO YOU e que ele está sempre ALIVE no ANGRY HEART dos BAD BOYS.

DETROIT, digo, São Paulo ROCK CITY!

Não há fronteiras para a abrangência do rock, seja nas STREETS OF LONDON, na AVENIDA PAULISTA em HOLLYWOOD, ou GOING TO BRAZIL. Aliás, quem é paulistano sabe que os roqueiros parecem ANGELs que caíram do HEAVEN diretamente para as ruas de São Paulo, por isso o que não falta é balada dedicada ao ritmo por essas bandas. Como traz a matéria do Guia da Folha, aqui tem point para agradar os "headbangers", os topetudos do rockabilly, a tribo "toca-Raul" e até os indies mais coloridos. C´MON EVERYBODY!

Outro bom passeio para os TURBOLOVERs do rock é conferir um Elvis Presley em tamanho real feita pela artista Leila Boas, na Galeria do Rock, região central da cidade. COME ON e LET´S GO, pessoal!

HEY, BABY, mas não é somente o rock que pode bradar em alto e bom som um sonoro grito de: ENVELHEÇO NA CIDADE. A Kiss FM, a única rádio rock paulistana, também comemora aniversário e lança uma promoção que sorteia uma guitarra Fender por dia, até o fim do mês.

Deu pra perceber que comemoração é o que não falta neste dia do velhinho, né?! Que esta data se repita por muitos e muitos anos e LONG LIVE ROCK AND ROLL!



P.S: E aí, descobriu quais bandas cantam as músicas escritas em caixa alta ao longo do texto? Então deixe as respostas nos comentários. ;)

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Michael, You Are Not Alone!

Esqueça o lado DANGEROUS de Michael Jackson, não foi este o que o fez ascender no mundo da música. Logo os nove anos, mal sabia o ABC, e já cantava com os Jackson 5. Porém, sua carreira solo foi o que fez toda a diferença. Em uma parceria maravilhosa com o maior produtor musical do planeta, Quincy Jones, fez quatro de seus cinco álbuns de estúdio que se tornaram os mais vendidos mundialmente em todos os tempos: Off the Wall (1979), Thriller (1982), Bad (1987), Dangerous (1991) e, produzido com nomes como R. Kelly, HiStory: Past, Present and Future – Book I, saiu do forno em 1995.

Michael Joseph Jackson era um artista completo, cantava maravilhosamente BEN, dançava como se não houvesse gravidade, como em SMOOTH CRIMINAL, além de ser um ótimo compositor, mas foram os vídeoclipes que, literalmente, mudaram o modo de ver a música no mundo. Cheio de efeitos visuais, Michael fez o mundo parar em 1982 com o lançamento de seu maior single, THRILLER, conseguiu algo que ninguém até hoje atingiu: vendeu mais 105 milhões de cópias. No clipe THRILLER a superprodução colocou o mestre do Terror, Vincent Price, para falar no finalzinho da música, aquela voz tenebrosa é dele e o rosto que aparece no final também. A coreografia é até hoje copiada e faz parte do inconsciente coletivo.

Você deve REMEMBER THE TIME em que o mundo aguardava ansioso por um novo hit do cantor, e assim foi por toda a sua carreira. Os fãs são os protagonistas das mais incríveis demonstrações de louvor a um ídolo. No DVD HIStory é possível ver essas manifestações de carinho e loucura ao som de Carmina Burana.

Por mais que alguns exaltem o lado BAD do artista, prefiro ver o quanto ele lutou pela HEAL THE WORLD, como em WE ARE THE WORLD, música feita em parceira com Lionel Richie e que tinha a intenção de arrecadar fundos para combater a fome na África, ou em THEY DON´T CARE ABOUT US, onde claramente falava sobre a violência, citando Martin Luther King. O clipe desta música, por sinal, tem uma versão filmada no Brasil.

Você pode não gostar de Michael Jackson, mas não pode culpá-lo por ter sido o maior ícone da música, se quer culpá-lo por algo BLAME IT ON THE BOOGIE, seja ele BLACK OR WHITE. Michael merece um post mais elaborado que esse, que farei futuramente, mas não podia deixar de homenageá-lo.

Michael, o mundo continuará ROCK WITH YOU!

TOP 5 - Esse é o meu, comente com o seu!



5º Remember the time
4º Rock With You
3º Blame it on the boogie
2º Don´t Stop ´Till You Get Enough
1º THRILLER

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Let´s Groove!

Saudações, ouvintes! Ou melhor. Digo, olá, leitores! Estamos de volta com mais um texto do ComTatos. Mas, hoje, a sua leitura vai ser diferente. Primeiramente, desligue-se de tudo à sua volta. Plugue o fone de ouvido ou aumente o volume das suas caixas de som, porque este post vai mexer com você, literalmente.

*** Clique no play e deixa o podcast rolar ***


O texto está devidamente acompanhado com o nosso primeiro podcast (portanto, dá um desconto, hein?!), para você sentir o clima da nossa visita à gravação do programa JazzMasters. Sim, estivemos lá!

Eu não sei dizer, exatamente, quando conheci o JazzMasters, mas é um dos poucos programas de rádio que tocou fundo minha alma musical e me ganhou de vez. Na primeira vez em que ouvi, na Rádio Eldorado, me identifiquei com as músicas e durante o expediente de trabalho visitava o site e ouvia as edições já gravadas, uma após a outra. Pô! Trabalhar ao som de groove, disco, acid jazz e R&B deixa as tarefas do dia muito mais agradáveis. Experimente! Depois que adquiri este hábito, tenho feito descobertas deliciosas, como “Squeeze me”, canção de Krack & Smack, que ganhou o posto de toque do meu celular. (às vezes até demoro a atender só para ouvir a levada dançante).

Já declarada adicta, estava em casa ouvindo mais uma edição quando o Ronaldo sugeriu que eu mandasse um e-mail para o site, a fim de entrevistar o Paulo Mai e o Sérgio Scarpelli, responsáveis pelo programa. E não é que, para minha surpresa, os caras não só toparam como convidaram eu e o Ronaldo para acompanharmos a gravação do programa?! Pois bem, agora vocês saberão de tudo o que rolou na fria manhã de domingo passado, no bairro da Vila Olímpia, em São Paulo.

Quer ver como foi? veja nossa galeria de fotos clique aqui


Notas explicativas do encarte

Você sabe o que é o JazzMasters?

Essa pergunta não é muito complicada de responder. Basta pensar que os anos 70 tiveram uma grande importância e influência na música que ouvimos hoje, e o que o JazzMasters faz, com excelência, nada mais é que colocar KC and Sunshine Band, Chic, Earth, Wind and Fire, Marvin Gaye, Aretha Franklin, Michael Jackson, entre outros que foram marcantes nesse período, juntamente com grandes artistas de hoje como Jamiroquai, Gnarls Barkley, DJ Meme, Amy Winehouse, e muitos outros nomes que utilizaram a black music como referência, depois, pôr tudo isso num liquidificador e bater com uma dose de clima descontraído. O resultado é um ótimo programa de rádio que serve uma porção por semana, mais precisamente nas noites de sábado, às 20h em sampa, além dos tira-gostos durante a semana às 10h30 e 14h15 também na capital paulista.

A qualidade do programa é notória pela sua audiência e alcance. Hoje, são mais de 10 cidades atingidas pela boa música: Salvador (BA), São Lourenço (MG), Campina Grande (PB), Lambari (MG), Araçatuba (SP), Fortaleza (CE), Curitiba (PR), Estrela (RS), Rosário do Sul (RS), São Paulo (capital) e o litoral paulista, fora o “Internet´s World”!

Faixa 1

Nada melhor para quebrar um gelo do que um café quentinho, não é mesmo?!. Chegando lá, após as devidas apresentações, começa o bate papo informal e somos recebidos com muita simpatia e com um cafezinho expresso. Depois do aquecimento (literalmente, porque era cedinho e o frio matinal não dava trégua) rumamos aos estúdios para conhecer a essência dos Jazzmasters, sem saber que, na verdade, o programa já havia começado lá mesmo, na conversa descontraída, enquanto o cafezinho estava sendo preparado.

Chegando no estúdio, o clima de bom gosto, refinamento e boa música é denunciado pela porta decorada com fotografias em preto e branco de ícones, como Miles Davis, dando as boas vindas aos visitantes.


Som na caixa

É a vez de conhecer o que o Sergio Scarpelli separou para as duas edições do Jazzmasers, um levado no swing da disco music e outro fincado nas batidas do R&B. Esta é a hora dos Masters mostrarem, realmente, ao que vieram. Eles não têm o título de máster à toa. O programa é feito por dois apaixonados: Paulo pelo rádio e Sergio pela música. “Eu compro muita música, na verdade, todo dia eu compro pelo menos uma músic. Hoje, às 7h da manhã eu já tinha comprado duas músicas.”

O que ouvimos nas noites de sábado, quando o programa vai ao ar aqui em Sampa na 92,9 FM (Rádio Eldorado), é mais do que um compilado de músicas: é uma aula para os aficionados por boa música. É impossível ficar indiferente depois de ouvir as dicas dadas pelos Jazzmasters, como esta do Sergio: “depois do Gnarls Barkley a música pop tem que ser repensada”. Fala sério, e não é verdade?!

O site tem 7 mil ouvintes cadastrados e já lançou dois CDs com alguns dos sucessos tocados no programa. Segundo os idealizadores, atualmente, o site já é referência em termos musicais voltados à black music.

Quando questionado sobre como monta o setlist, Sergio responde com um simples gesto: passa a mão no braço no sentido da corrente sanguínea, retratando a emoção ao escolher as músicas . “Eu monto o setlist na veia, no feeling. Ouço uma música e vou montando o programa em cima dela. Com esse foi assim. Eu ouvi uma música da Jennifer Hudson e logo pensei: preciso terminar o programa com essa”.

Sergio é um “fuçador filho da puta”, segundo sua próprias palavras. Parte de um gosto musical e vai linkando, linkando, até achar as raridades retratadas nos alto-falantes do se
u som, pelos Jazzmasters. Um dos mais recentes achados é Tamika Nicole, talentosíssima cantora entrevistada pelo Sergio no site do JazzMasters.


Até para gravar as sonoras o clima leve e descontraído continua, em meio a gaguejadas, risadas e engasgadas que a gente não tem o privilégio de ouvir no ar. Estar presente no estúdio e perceber a sintonia dos dois apresentadores e os divertidos recados mandados a Marco Crozera (diretor executivo) foi uma experiência, simplesmente, prazerosa e memorável. Até esqueci que havia dormido somente duas horas, depois de ter tomado tequila com os amigos no aniversário da Déia (nossa colunista) até as 4 da manhã.

De volta pra casa

Tristes com a hora de dar tchau e ter que deixar a divertida companhia dos Masters, Paulo me surpreende com sua gentileza ao oferecer uma carona até a Zona Nobre, digo Zona Norte de Sampa City. E é no caminho de volta pra casa que eu conheço toda a história dos Jazzmasters, diretamente da boca de seu idealizador.

Foi incrível ver como Paulo Mai, ao mesmo tempo que toma uma postura altamente profissional, também é apaixonadíssimo pelo que faz. Isso é visível pela evolução de sua carreira, que iniciou-se aos 12 anos, no interior de São Paulo e hoje é referência nas ondas do rádio, assim como outros ícones da área, como Julinho Mazzei.

Bônus track

Irreverente e despojado, calçando um estiloso All Star amarelo, Sergião (como é chamado pelos amigos de estúdio) convida a todos para a festa dos Jazzmasters e avisa que já separou o figurino que vai usar na comemoração do aniversário de 5 anos do site, no Asia 70. Uma camiseta com a estampa de... Ops.. Quer saber? É só se cadastrar no site e garantir o desconto do seu ingresso para a balada do dia 30 de junho. Nos vemos lá!

Agradecimentos

Antes de encerrar com um “quê” de quero mais, gostaria de agradecer imensamente não só a receptividade, o carinho e a simpatia com a qual Paulo Mai e Sergio Scarpelli nos receberam naquela manhã fria e dançante de domingo. Conhecê-los de perto só me fez admirar e recomendar ainda mais o ótimo trabalho tão cuidadosamente feito por eles.


*P.S: Texto escrito ao som de Signed, Sealed, Delivered – versão de Blue & Stevie Wonder, no repeat ad eternum mode on.

terça-feira, 19 de maio de 2009

A Grande Voz

Alguns artistas são conhecido por um único trabalho e depois caem no anonimato, mas dessa vez vamos falar de um "multifuncional" do mundo audiovisual: Isaac Hayes.

Nascido em 20 de agosto de 1942 na cidade de Covington no Tennessee, começou sua carreira como instrumentista de várias bandas para a gravadora Stax Records onde também lançou seu primeiro disco: Presenting Isaac Hayes de 1967. O disco foi um fracasso comercial, talvez porque Isaac se utilizou da improvisação num momento Jazz de sua carreira.

Foi em 1971 que Isaac se consagrou com um grande artista compondo e interpretando a trilha Shaft. Filme que ganhou uma regravação em 2000 estrelado por Samuel L. Jackson e por Christian Bale (mais conhecido como Batman), a película vem de uma época bastante peculiar, pois um movimento fez crescer a cultura negra, era a Blaxploitation, num sabe o que é isso? movimento cinematográfico norte-americano feito por negros e para esse público, passou por ela, além de Issac Hayes, que chegou a interpretar alguns papeis para esse tipo de filme, nosso grande James Brown. Quentim Tarantino, diretor, ator e um exímio criador de trilhas para o cinema, utilizou-se da música Run Fay Run de Hayes para o fime Kill Bill, mostrando o quanto o Blaxploitation influenciou gerações.



*** curiosidade sobre Shaft de 2000 é que: o tio de John Shaft (interpretado por Samuel L. Jackson), o ator Richard Roundtree, foi o primeiro Shaft na versão de 1971. ***

A trilha sonora de Shaft redeu a Isaac não só a indicação ao Óscar mas a estatueta, além desta consagração Hayes recebeu também o Golden Globe e o Grammy Awards.

O sucesso para um artista talentoso era questão de tempo e a sua carreira teve grande propagação depois disso. Ficou conhecido pela música com marcação forte de baixo e guitarras wah-wah e como toda boa soul music um bom conjunto de metais.

Para tudo! E a voz de Isaac? Conhece a voz de Barry White? para mim a de Isaac é bem mais marcante com um timbre bastante grave, em um tom absurdamente único.

Sua voz era tão extraordinária que foi convidado pela Central Comedy para estrelar o personagem Chef do South Park, o personagem era dos mais engraçados do programa e fazia a diferença quando começava a cantarolar. O sucesso desse personagem, que era o chefe de cozinha de um colégio da cidade, foi tanto que a canção "Chocolate Salty Balls (P.S. I Love You)" chegou ao primeiro lugar no Reino Unido.

Lamentavelmente, o nome Isaac Hayes não é tão conhecido quanto deveria ser. A carreira brilhante desse compositor, arranjador, interprete e ator, deveria ser mais lembrada e tocada. Por isso resolvi não colocar uma música dele e sim duas. Pára o que você está fazendo e ouve...


sexta-feira, 8 de maio de 2009

Sala dos Alunos

O que você está fazendo as 19:00h? Pode ser qualquer dia. Se você quiser ouvir boa música eu sugiro sintonizar o seu rádio na Eldorado FM.

O programa é a Sala dos Professores e como o próprio nome diz trata-se de uma aula de música. Apresentado por Daniel Daibem, um estudioso de música, formado em rádio e tv pela FAAP, já trabalhou na 89fm e passou pela Brasil 2000, hoje na Eldorado apresenta de forma bastante didática e descontraída como ouvir Jazz, Blues e outros ritmos que talvez não nos atentamos da forma correta de "realmente ouvir".

Algo curioso que ele sempre ressalta em seu programa é a forma de ver a música como uma conversa, um bate-papo entre todos os músicos através de seus instrumentos. Além disso, o programa conta com algumas palhinhas do próprio Daibem no estúdio, sem falar nas vocalizações muito bem colocadas por ele. A facilidade de lidar com a música e explicá-la faz com que ele realmente se torne um professor, daqueles de cursinho que você nunca mais esquece a aula.

Eu já acompanho o programa dele faz um certo tempo, porém para minha surpresa pude vê-lo tocar ao vivo com seu trio de órgão Hammond na Virada Cultural que aconteceu entre os dias 02 e 03 de maio. Em que palco? Na rua Conselheiro Crispiniano (a rua dos fotógrafos, meu reduto, e por ironia não levei minha camerinha como diria seu Lili).

O trio formado por Daniel Daibem na Guitarra, Daniel Latorre no Órgão Hammond e Vitor Cabral na Bateria fez bonito na virada, mas teve um problema: foi muito pouco, por isso eu aproveitei para fazer um pequeno vídeo do show e você pode acompanhar um breve momento do show e além disso ouvir boa música.



O diferencial deste trio de Jazz é o Órgão Hammond, um intrumento criado por Laurens Hammond em 1934 com a intenção de levar uma alternativa para as igrejas que usavam aqueles órgãos de tubos enormes e caros. Mas foi Jimmy Smith, em 1950 que levou esse instrumento para Jazz. Tem um som peculiar e inconfundível o que traz um toque especial à música.

Vocês podem notar no vídeo, primeiro o charme dos cabos na frente, mas era a única forma de não ficar tremido, além disso o controle total da música e de grupo. Em algumas passagens era muito interessante ver o entrosamento entre eles.

Vale a pena acompanhar o Hammond Trio e todos os dias às 19:00 na Eldorado a Sala dos Professores.