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sexta-feira, 8 de abril de 2011
Mea Culpa
O que aconteceu ontem no Rio de Janeiro é uma dessas tragédias que nos fazem pensar o caminho que temos percorrido, mas de um modo maior, como cidadãos.
Sem hipocrisia, o grande culpado morreu ontem, mas todos nós temos nosso percentual de culpa, alguns mais, outros menos. Você pode não concordar com as minhas colocações, mas, o fato é que, se desmembrarmos algumas verdades chegaremos em como somos todos culpados.
Desmembremos:
PERGUNTA: O rapaz estava armado, certo? Quem vendeu a arma a ele? Se hoje, só pessoas com porte de arma e policiais/forças armadas podem possuir tal artefato, como o rapaz conseguiu?
RESPOSTA: Tráfico de armas, via fronteiras desprotegidas ou até mesmo a arma que um cidadão de bem compra para se defender e após um assalto a arma legal vai pra ilegalidade. Todos sabemos da facilidade que é entrar com armas no país e a facilidade que é de comprar um dessas na ilegalidade, mas se alguém compra é porque tem mercado para isso.
VEJA Como funciona o tráfico de drogas
PERGUNTA: Qual seria esse mercado?
RESPOSTA: O tráfico de drogas. As armas chegaram ao Brasil ou até são fabricadas por aqui e caem na mão dos bandidos, mas o que isso tem a ver com peguinha inocente seu, do seu amigo, do seu conhecido? Se isso é um mercado ilícito, o vendedor precisa se proteger da polícia, dos fiscais de fronteira, entre outros, que muitas vezes são até seus sócios nesse negócio.
PERGUNTA: Mas quem é o responsável por inibir o livre acesso de armas, drogas ao país e impedir que os traficantes tenham seus clientes?
RESPOSTA: Os políticos, policiais, agentes e outros funcionários públicos. A partir de políticas públicas é possível inibir algo tão grandioso? Na verdade, cada um dos políticos desse país, que são pagos para serem nossas vozes nessa democracia, tem a obrigação de se empenharem ao máximo para impedir cada revólver, cada biriba, cada grama de cocaína, ou cada punhado de maconha de entrar e ser vendido ilegalmente no país.
PERGUNTA: Mas quem coloca essa gente no Governo?
RESPOSTA: Todos nós. Cada vez que o governo falha, você falha, eu falho. Falhamos por não cobrar, falhamos por votar sem saber, falhamos por nos isentar da responsabilidade de sermos cidadãos. E cada vez que o nós falhamos, um traficante se aproveita...
A história se repete porque nós preferimos prestar atenção no próprio umbigo.
terça-feira, 28 de julho de 2009
Vale a pena o Vale-Cultura?
Para analisarmos isso de uma forma mais simples, vamos estipular uma comparação: imagine que a internet fosse criada hoje, com toda a modernidade possível, com todos os recursos que já temos, e toda a população jamais tivesse tido contato com ela, e de repente a internet é disponibilizada para TODOS.
O que teríamos seria um bocado de gente tentando entender do que se trata, sem saber como usar, e muito provavelmente a grande maioria estaria utilizando de maneira errada este recurso. Pois bem, ai você me pergunta: o que isso tem a ver com o vale-cultura? e eu te respondo: tudo!
Isso porque, este programa pode estar disponibilizando a cultura para pessoas que não entendem a cultura como ela realmente é, desenvolvendo o intelecto e formando uma sociedade, e não quero passar aqui a imagem de que eu seja mais capacitado que qualquer outra pessoa que possa receber o auxílio, e na verdade o que eu quero dizer é antes de chegarmos a dispor ao público esse tipo de acesso, temos que primeiro prepará-los, com a educação de qualidade que o povo em sua totalidade merece.
Segundo o site do próprio Ministério da Cultura o Vale-Cultura funcionará assim:
"Trata-se de um cartão magnético, com saldo de até R$ 50,00 por mês a ser utilizado no consumo de bens e serviços culturais. As empresas que declaram Imposto de Renda com base no lucro real poderão aderir à iniciativa e posteriormente deduzir até 1% do imposto devido.
O Projeto de Lei que institui o Programa de Cultura do Trabalhador e cria o Vale-Cultura foi encaminhado ao Congresso Nacional por meio da Mensagem Presidencial nº 573, com pedido de tramitação em regime de urgência urgentíssima."
Fiquei indignado com duas coisas: primeiro a "urgência urgentíssima" que pra mim dá a impressão de fins eleitorais e em segundo lugar o próprio programa em si sugere uma troca infeliz, pois com esse dinheiro poderíamos incentivar a cultura de outra maneira: educando! Gilberto Dimenstein, ontem, em sua coluna para o Catraca Livre foi mais adiante e relatou que nós, contribuintes, pagaremos por isso!
E continuamos com o programa de assistencialismo do governo, onde diminui-se o valor das coisas cobrindo buracos ao invés de refazer a estrada. O bolsa-família é um exemplo onde o valor da dignidade é substituído pela assistência "dada" pelo governo, e que acaba gerando um papel que outros setores deveriam preencher, como o Ministério do Trabalho, incentivando a criação de postos de trabalho, colocando a disposição desta população empregos ao invés de entregar o dinheiro. Finalizando, o empresariado acaba tendo que tomar as mesmas medidas, quando oferece assistência médica, pois a saúde pública é deficitária ou quando oferecem vale alimentação, pois o salário é baixo pois paga os impostos atrelados a empregabilidade deste cidadão. Em outras palavras vivemos num país que cobre a cabeça e descobre os pés!
PS.: Coloco aqui, neste espaço, a minha opinião, talvez não seja de todos do blog.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Futebol Global!
Quem me conhece sabe que sou Sãopaulino, campeão dos campeões, porém dessa vez tenho que relatar minha tristeza, mas tomando as dores de outro time. O Palmeiras, o time que eu mais odeio, não pode ter seu jogo decisivo pela Libertadores da América televisionado pelo único canal aberto que tem os direitos de transmissão.
Já não é de hoje, que a Rede Globo coloca qualquer que seja o time para trás para mostrar os jogos do Corinthians, e torna-se ridiculamente injusto mostrar um jogo de Copa do Brasil com mais prioridade do que um da Libertadores. Qualquer imbecil, em relação a futebol, sabe que trata-se do toneio de maior importância das Américas e a definição deste campeonato levará a decisão do maior clube do mundo.
Diante disso, fica minha consternação, não por esse ou por aquele time, mas pelo futebol, pela justiça.
E que venha a próxima fase da Libertadores!!! Meu rádio nunca falha!!!
domingo, 18 de maio de 2008
Tradição Oriental
O Bairro da Liberdade, que tem esse nome desde 1858, abriga em plena harmonia três diferentes cultural orientais, os Japoneses, os Chineses e os Coreanos que apesar do olho puxado possuem vertentes bem diferentes.
O pitoresco lugar de São Paulo traz entre suas diversas atrações uma feira que funciona aos finais de semana, com gastronomia, artesanato e outras relíquias da cultura oriental. Junto com alguns amigos, sempre fomos um dos freqüentadores da barraca do magnífico Guioza. Para nosso espanto, hoje, ao voltar ao local com o intuito de degustar a iguaria tivemos uma desagradável surpresa? Cadê a tradicional barraquinha?

O Guioza, segundo nossa fonte e profundo conhecedor do assunto, foi, bem nos primórdios, introduzida à culinária pelo povo indonésio, que separava em trouxinhas de massa de arroz pequenas porções de carne de vaca, porco e uma pequena porção de legumes. Isso porque, era um alimento feito para não existir divisão, colocado a disposição em um momento de escassez de comida.
A Dona Yoko Nakamura, veio de Itapecerica para São Paulo há mais de 30 anos, em busca de melhores condições de vida. Aqui ela encontrou a oportunidade que precisava aprendendo sobre culinária e lapidando um dom que fez dela referência. Logo depois de passar por um restaurante, resolveu colocar uma barraca na tão famosa feira da Liberdade para vender e divulgar o Guioza. Pelo menos durante seus primeiros 10 anos só tomou prejuízo, como ratificou Frank Nakamura.
Honorável Frank que viveu praticamente sua vida fechando os tão famosos bolinhos, teve como grande mestra e incentivadora a mãe. Dona Yoko estreitou seus laços com seus filhos, ao manter seus rebentos ao seu lado, formou neles um espírito que vai muito com a raiz daqueles imigrantes que vieram para o Brasil para manter a dignidade de suas famílias. Ensinou princípios e acima de tudo respeito pelas pessoas.
"Eu não vendo só guioza ou nikumanju, eu vendo os fundamentos da cozinha" - falou com propriedade Frank, que aos 30 anos se vê num dilema. Após o falecimento de sua mãe o direito de manter a barraca na feira foi perdido, e as três décadas de história foram colocadas de lado por causa da burocracia das leis municipais.
O que espanta é que uma pessoa que empregava 17 pessoas diretamente, além, de várias outras indiretamente, perde o direito de trabalhar. E na contra-mão você encontra milhares de empresas capitalistas que para se manterem no mercado e baixarem seus custos mandam centenas para o olho da rua e os prefeitos dão seus tapinhas nas costas sempre dizendo que é de uma grande empresa assim que a cidade precisa.
O que a cidade precisa é de gente como a Dona Yoko e o Frank, que tem dignidade e honra, o que a cidade precisa é de alguém que realmente governe.
Perpetuando o ideal passado por Dona Yoko, Frank estabelece laços com as pessoas que o prestigiam na cozinha. As mãos de Frank, marcadas pelos cortes das facas, que simbolizam seu aprendizado na cozinha são a prova de que o mais tradicional guioza paulistano é feito com muita tradição, e acima de tudo, COM TATO, com cuidado e carinho.
O bairro da Liberdade traduz no nome a essência da convivência pacífica de diferentes povos e o respeito pela multiplicidade de culturas e nós, como freqüentadores assíduos deste celeiro cultural fizemos questão de registrar nossa indignação com esta situação revoltante.
Há nove meses um dos representantes da cultura oriental de um evento tão múltiplo perdeu o direito, seu por herança e por mais de vinte anos de trabalho e dedicação, de não apenas vender "bolinhos japoneses", mas de propagar o verdadeiro espírito de honra e tradição, tão marcantes na cultura japonesa e tão invejados por nós, brasileiros sem passado e sem laços de honra com nosso folclore.
Cultura não se traduz apenas em visitar museus, pinacotecas, estantes de literatura e feiras de artesanato das rendeiras no sertão do nordeste. Cada um de nós somos agentes da cultura, nós a propagamos. Portanto, cultura é passar para seus filhos, amigos e familiares os ideais herdados de nossos antepassados, e desta maneira, interferirmos no meio em que vivemos, criando a cultura local na qual todos somos inseridos.
Nossa consternação não ficará muda, porque queremos que a filha de Frank, que virá em agosto próximo, possa perpetuar o legado de sua "Batchan"(Avó em japonês). Queremos que os visitantes da Feira da Liberdade possam conhecer histórias de vida de família de imigrantes japoneses, como a de Frank, e queremos que a história não se encerre com uma tradicional feira de cultura oriental vendendo acarajé, como acontece atualmente.
terça-feira, 6 de maio de 2008
Pagando dívidas e outras coisas
Primeiramente gostaria de relatar que nem tudo está perdido. No dia 24 de março fiz aqui uma reclamação sobre o sistema de transportes, colocando em anexo um email em que relato o problema. Pois bem, após algumas consultas frustradas ao site onde é cadastrada formalmente a solicitação, no dia 11/04 obtive a resposta, vista por mim tardiamente e já sem esperança. Segue:
"Em atenção a sua comunicação gostaríamos, primeiramente, de agradecer a gentileza de seu contato, pois a manifestação dos usuários é de extrema importância para o aprimoramento constante dos serviços de transportes públicos por ônibus na cidade de São Paulo. Sobre o assunto, informamos que os funcionários envolvidos foram identificados e advertidos, ficando cientes que em caso de reincidência, serão adotadas medidas mais severas."
Quem sabe não é o momento de acreditarmos um pouco mais em nossas reclamações e opiniões? Será que elas não podem ser levadas a sério?
No Brasil utilizamos serviços de péssima qualidade e nem pensamos que é obrigação dos prestadores de serviços se prestarem ao mínimo de dignidades de oferecer um serviço que preste. Não há mais espaço para instituições que só sabem oferecer vantagens no momento em que se está prestes a perder seus clientes como forma de compensação pelos erros cometidos no passado. Os mais sábios e antigos já diziam: "quem não tem competência não se estabelece", pois então, cumpra você com o dever de rechaçar empresas que te deixam 3 horas no telefone para um atendente te "atender" mal e porcamente, cumpra com o dever de denunciar as empresas que dizem que te atenderão em X dias e te atendem com X+1 dias, cumpra com o dever de relatar o que está errado e exigir que seja corrigido, e não tenha medo de utilizar os serviços de proteção ao consumidor como o PROCON e o IDEC.
Mete a boca no mundo! Manda ver! Chuta o Balde! Você pode estar perdendo a oportunidade de fazer a sua vida e de toda a sociedade mais simples e mais justa.
No meu caso, utilizei a linha Cemitério da Cachoeirinha ontem, e realmente está funcionando como deveria.
Fica, aqui, meu agradecimento a resposta dada pela SPTrans.
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Desabafo
O que leva um cidadão normal, provido de trabalho, família, casa e outros afazeres a interromper essa rotina para ir na frente de um prédio para olhar para uma janela fechada e especular, pensar, protestar e gritar.
É por esse lado que eu tento entender como funciona a cabeça do ser humano. Este que aceita que apareçam denúncias e mal uso do dinheiro público(algo que é dele) e que não move uma palha para que isso mude, mas que resolve protestar contra uma família que mal conhece e por uma menina que nunca viu na vida. O que move isso?
Me parece que é gostar de ser chamado de bobo.
Quantas meninas como Isabella morrem por dia? Quantas pessoas são assassinadas e nada acontece. E no Rio de Janeiro, onde morrem vários por dia, vítimas do confronto entre traficantes e policiais. Você foi ao enterro de todos eles? Brigou por justiça? Visitou a casa deles? Então porque fez o mesmo por Isabella?
A questão não é apenas julgar o que está certo ou errado. É julgar nossa atitude perante alguns fatos. É entender porque a gente sempre escolhe o caso que está na mídia em detrimento do que é mais importante para nossas vidas.
Pensemos nos nosso filhos, o que podemos nos orgulhar mais ao contar para eles:
1- Meu filho, eu ajudei a derrubar os políticos que desviavam dinheiro e agora esse dinheiro constrói escolas e hospitais para que você use.
2- Meu filho, eu fiquei 5 dias na frente da casa dos Nardoni e briguei por justiça, agora eles estão presos e cumprem pena.
No que o seu filho teria mais orgulho de você?
Fica fácil não é?
Reflita!
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Notícia é 1 real!
Eu só queria entender o que faz com que as Emissoras de TV explorem tanto a notícia da menina Isabela, como meu amigo Rogério de Moraes, do blog Obscenum, discordo da exploração da notícia, discordo da falta de ética do jornalismo atual, discordo que jornalistas conceituados se submetam ao editorial ditatorial que determina que seus funcionários exponham dessa maneira um crime.
Que a justiça deve ser feita, é mais que a obrigação de qualquer sociedade que se preze, mas não é possível que ninguém se dá conta de quanto isso é nocivo para um povo.
Algo que é dotado como o 4º poder dentro de uma estado democrático de direito deveria usar esse poder para algo construtivo, algo realmente importante que nada mais é que dar a notícia, ou seja, apenas e tão somente sua obrigação e basta. Digo isso porque não é o que tem acontecido. É cada vez pior a qualidade do jornalismo nacional e cada vez melhor a qualidade das notícias publicadas em blogs, por quê será?
Será que seria pelo fato de não existir rabo preso com nenhum patrocinador, que exige que o jornal tenha tantos pontos de audiência para que sua propaganda seja veículada naquele horário, ou porque a rede de TV tem a necessidade de usar sua capacidade de formar opinião a seu favor, levando até as últimas consequências.
A ética virou utopia e para Sibele Martins (Observatório da Imprensa, 10/07/2007 - A ética no Jornalismo "Denuncismo" e "Achismo"), isso é evidenciado quando ela escreve: "A verdade é que vivemos numa época em que o importante não é trazer informações relevantes desprovidas de preconceitos e pré-julgamentos para que o público possa avaliar de acordo com suas convicções. As palavras leitor, ouvinte, telespectador etc. foram substituídas pela palavra "consumidor" e o que importa é produzir, independentemente da relevância, da qualidade ou da confiabilidade da fonte. O importante é competir, é vender, é ter ibope, é atender e superar as demandas."
Concordo inteiramente com ela e antes de terminar esse post gostaria de pedir que deixem a Isabela em paz! Fora de Cena!
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Nuncam Sobium

terça-feira, 25 de março de 2008
Dengue no Rio de Janeiro
Quando viajei para o carnaval no Rio de Janeiro, pensei em tomar a vacina contra a febre amarela. Mas o que não me faltou foram pessoas dizendo que era bobagem, exagero. Os jornais noticiavam que não havia epidemia, o que exista eram casos isolados e tudo estava sobre controle.
Pois bem, hoje cheguei mais cedo do trabalho e assistindo o Jornal Nacional fiquei perplexa. Os casos de morte registrados no estado do Rio pela dengue não são poucos. E pior, muita criança carioca morreu desse mal.
Coincidentemente a febre amarela também é uma doença transmitida pela picada do mosquito Aedes Aegypti.
Lendo alguns jornais sobre o assunto me deparo com o seguinte parágrafo que saiu hoje na Folha on line "Em tese, era de se esperar que não houvesse nenhum caso de morte", disse o médico clínico e infectologista da Fiocruz Antonio Sérgio da Fonseca. "Havia um despreparo completo da rede de saúde do Rio".
Aí eu me pego pensando: O que é que estão fazendo as autoridades responsáveis pela saúde pública, onde está o dinheiro dos nossos impostos, cadê o comprometimento com o povo brasileiro?
Não queria terminar o texto assim, mas quantas epidemias serão necessárias até que alguém olhe para saúde pública?
Sem mais,
segunda-feira, 24 de março de 2008
Para começar bem a semana
Bom dia!
Ronaldo Junior
terça-feira, 11 de março de 2008
Para pensar....
PARA REFLETIR
Quando não se pode falar bem de uma pessoa, o melhor mesmo é que não se diga nada, porque a atenção que dedicamos a observar ou criticar os defeitos alheios deve ser dada aos nossos próprios defeitos, tentando corrigi-los."
Tereza Guerra
domingo, 2 de março de 2008
Desabafo
É, definitivamente, uma leitura obrigatória nos tempos atuais. Mas não é um livro feito para todos, é somente para raros. Afinal, nem todo mundo gostaria de lê-lo, pois não é um livro proposto a agradar ninguém, nem para agradar a si mesmo.
É uma obra de auto-ajuda, no verdadeiro sentido da palavra. Trata-se de um livro com o qual você questiona a sua postura perante a vida e se pergunta o que, realmente, vale a pena. O que merece os seus esforços com dignidade? Você se pergunta se daqui a algum tempo você vai se sentir orgulhoso de ter sido acomodado, de ter se dedicado, sem paixão, hora a fio em um trabalho do qual você não gosta.
Demian é um livro sincero, feito para os corajosos. Não é para aqueles que querem soluções prontas em pílulas, dessas receitas genéricas que se aplicam à vida de qualquer um. Por isso, nem todos gostariam de lê-lo. Só gostam de ler Demian quem não quer mais mentir a si mesmo, não quer mais fingir, nem interpretar o mesmo personagem insosso no teatro nosso de cada dia.
Em um mundo cheio de cretinos não é qualquer um que deseja deixar de ser um calhorda. Acostuma-se a não ter caráter, a furar fila, a tirar certas vantagens, a ser favorecido com alguns benefícios só porque é mais endinheirado ou mais bonito.
Para um cretino, isso é o segredo de um caminho que o levará ao pote de ouro no final do arco íris. O pote pode ser qualquer beneficio que lhe traga uma vida boa. Hoje em dia é tão natural tirar vantagens para ganhar um emprego melhor, seja sabotando o colega ou dando pro chefe. É tão natural ser um cretino e achar que os outros não têm sentimento, enquanto você engana aos outros e a si mesmo, só interessado no dinheiro e no status.
Desta forma, os fins justificam os meios e os cretinos se esquecem que o mais importante na vida é a beleza da paisagem, é o que você constrói durante o caminho e não o local onde ele termina.
Deus meu, livrai-me de todo o mal e não em deixeis cair em tentação, mas acima de tudo, afasta do meu caminho, com todas as tuas forças, esses malditos cretinos. Amém!
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
É só dessa vez...
Nosso desvio de caráter é tamanho que ao ver situações como essa achamos comum e não nos importamos. Isso faz parte de uma sociedade que dá valor a resolver as coisas com o "jeitinho brasileiro", ou seja, da forma menos burocrática. Muito se deve ao nosso sistema emperrado que faz com que cada vez mais as "facilidades" tomem a vez daqueles que enfrentam filas de espera.
A auto-estima do brasileiro deve ser elevada, afinal de contas todos nós nos achamos importantes o suficiente para termos vantagens em qualquer situação. Mas o que nos diferencia hoje deveria ser o que nos iguala, ou seja, deveríamos ser éticos e respeitar o direito dos outros. O termo ética vem sendo esquecido e negligenciado na boca dos hipócritas.
O fato é que não medimos as conseqüências de uma atitude, lendo uma reportagem Super interessante, da revista que leva esse nome, me deparei com uma situação que pode acontecer com qualquer um. A reportagem desse mês fala sobre os presídios e o sistema carcerário do país, por toda a matéria fica claro que há pessoas tentando tirar proveito, mas o que mais chama a minha atenção é iniciar com um relato de um homem de classe média, pai de família, que ao tentar manipular o sistema e evitar tomar multa e tão pouco se privar de usar o seu veículo, modifica a placa de seu carro.
O desfecho é bem simples, ele se depara com uma blitz policial e foge. Mais adiante é preso por falsidade ideológica (adulteração da placa) e resistência a prisão (fuga). Se tivesse levado a multa teria pago por volta de 150 reais, mas teve que pagar quase a mesma coisa pra poder não dormir perto da privada da cela onde ficou.
Se você assistiu ao muito bom filme O Gângster deve ter notado que a maior piada do filme foi um investigador, em meio a toda corrupção, devolver HUM MILHÃO de DÓLARES, pelo simples fato, de como ele mesmo diz: "era o mais certo a fazer".
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
A culpa é do Fidel!
Fidel Castro renuncia, após 49 anos em Cuba, declara o Estado de S. Paulo.
Fidel renuncia após 49 anos, informa a Folha de S. Paulo.
Fidel pede para sair, exclama o “engraçadinho” Destak.
Mas o que um senhor já com muita idade e que estava afastado do poder há alguns anos desperta tanta curiosidade e tanta informação?
Simples, Fidel é o único grande mito ainda vivo. Sua representação para a história se equivale ao dos grandes ditadores e líderes políticos mundiais. Se fossemos comparar com a realidade brasileira, ele seria um JK ou Getúlio Vargas que foram ícones políticos de uma nação.
Não entrarei no mérito do legado que ele deixa para Cuba, pois sei que cada um enxerga de uma maneira o que ele fez para aquele povo. Uns argumentam que a revolução na Saúde e educação mostra que o socialismo é a melhor coisa, outros dizem que o embargo sofrido deixa a população em estado de miséria, que o melhor a fazer é abrir as fronteiras para o investimento americano.
Fato é que cada um tem suas ideologias...
O mais interessante é como Fidel conseguiu se manter durante tanto tempo no poder com um modelo que se mostrou fracassado pela URSS durante a guerra fria e mesmo com o embargo que os EUA promoveram, ele manteve-se forte e com um aura de único guerreiro anti-yankee, até a chegada do chavismo na Venezuela. Chávez que é o principal investidor cubano atualmente. Por este detalhe, Fidel merece ser louvado, pois com uma nação pequena e insignificante do ponto de vista mundial conseguiu colocar de quatro a nação mais poderosa do planeta em diversas oportunidades.
Acenda um charuto para Fidel e o aplauda, pois ele merece!
sábado, 12 de janeiro de 2008
Born to be Wild!
Pela longa estrada da vida e num ato de protesto que pararam duas faixas da avenida paulista, ontem pela manhã, os motoboys e motoqueiros de SP fizeram muito barulho, além de contribuirem para aumentar o trânsito de São Paulo.Mas o que ninguém deve estar sabendo é que não foi só o trânsito que aumentou, nossos colegas de asfalto ganharam de papai noel um aumento de 200% no seguro obrigatório.
Este sendo obrigatório, não tendo para onde correr, só fez com que a manifestação fosse inevitável.
Falando com um policial que "cobria o evento" perguntei a ele o porquê da passeata e ele me disse:
- 200% é muito, não?
Se até o a lei está falando, quem sou eu pra dizer o contrário...
Agora a ironia do destino, adivinhem onde acabou o motosseata? Na Consolação!!! que isso não sirva de consolo e faça com que alguma coisa mude para estes contribuintes.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Indigna Nação
Até quando eu e você vamos ficar sentados esperando alguém fazer alguma coisa por nós?
Um exemplo:
No fim do ano de 2007 foi aprovado o fim da CPMF. Com essa definição o governo mais do que depressa recorreu a outros meios para fechar o "rombo" orçamentário: embutiu uma tarifa sobre empréstimos e aumentou a alíquota de IOF.
Ótimo!
Agora você já pode ficar feliz... Deu na mesma? Não, pode até piorar em alguns casos.
Mas o que eu queria falar mesmo, era sobre uma campanha bastante honesta que a Rádio CBN tem veiculado na TV. Fala principalmente sobre nossa postura em relação ao que acontece a nossa volta.
Somos desinformados, além disso somos omissos e deixamos o barco rumar sem mesmo tomar a consciência de que esse rumo é a nossa vida, dos nossos filhos e dos nossos netos.
A grande sensação de: "vamos deixar pra lá" ou " eles que decidam, são muito bem pagos pra isso" não pode mas ficar rodeando nossa mente.
Bom, o comercial fala por si.
O Comtatos agradece sua presença! um bom filme!
