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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Os 7 Pecados Capitais - Inveja - Eu queria ser você

Queria tanto ter um blog igual ao seu, só para escrever igual a você, e ter os mesmos comentários na minha página. Você é demais!!!

Existem alguns tipos de invejosos pelo mundo. Vejamos os exemplos :

  • O Seca-Pimenteira - Aquele que atravessa com o olhar e cobiça até sua surpresa do kinder ovo.

  • O Desdenhador - Sujeitinho nojento, que a cada palavra que você diz retruca dizendo qualquer coisa, só pra te deixar por baixo, mas no fundo ele está doidinho pra ser igual a você. Pode ser identificado pelo movimento de cabeça utilizado pela Fat Family. (Por favor, não faça esse movimento)

  • O Banco Imobiliário - Esse é mais "profissa", mas pode ser encontrado em qualquer tipo de relação. O objetivo dele é vencer você. Ele quer suas 4 casas com hotel no Morumbi e fará de tudo pra te mandar pra prisão.

  • O Prozac - Facilmente identificável pelo tom de Depressão e o termo "Ahhh! se...". Ahhh! Se eu tivesse uma internet de 100mb igual a sua eu seria mais feliz, e poderia deletar o meu discador do IG... Pegou o Espírito?

  • O Transformer - Não importa o que você tenha, o dele é melhor. Ele não pode ficar por baixo.  - Legal que você tenha uma Porsche, a minha Maserati se transforma num liquidicador com 5 velocidades.
 


Esse tipo de pessoa tem, na verdade, um grande complexo de inferioridade e por isso, despreza suas conquistas e passa a cobiçar o alheio. Sendo totalmente democrático, este pecado pode ser notado entre irmãos e familiares, entre amigos e colegas, entre classes sociais e ultimamente uns agressores, principalmente na avenida Paulista, tem demonstrado sua inveja pela escolha sexual dos outros.

Para afastar o invejoso vale de tudo: colírio diet galho de arruda na orelha, vaso com espada de são jorge na porta de casa ou vaso de pimenteira dentro de casa, sal grosso atrás da porta e mais um monte de outras crendices...

Até Shakespeare fala sobre esse tipinho. Em sua obra Otelo, referiu-se à pessoa de olho-gordo como "monstro de olhos esverdeados". Mais tarde a idéia foi adaptada ao popular e hoje falamos a frase "verde de inveja".

Como eu sei que você já está morrendo de inveja da minha astúcia, vou ali me benzer... Sai Zica!!!

Os 7 Pecados Capitais - Preguiça - Preg

Do latim pigritìa, estado de prostração e moleza, de causa orgânica ou psíquica, que leva o indivíduo à inatividade; desânimo, esmorecimento, indolência.
Resolvi começar esse post copiando do dicionário por pura preguiça, afinal de contas dá muito trabalho começar um post, tem que pensar, tem que digitar, tem que ler...
O preguiçoso é na verdade uma pessoa que não gera expectativas e sempre desvia de qualquer culpa que possa recair sobre ele. Pense naquele cidadão, eu nunca disse baiano, que por querer procrastinar, deixa todas as suas tarefas pra depois. Alguns dias passados elas se acumulam e este ser humano é cobrado. Para a psicologia, quando um pecador destes é importunado ele passa a pensar que o estão retirando do seu estado de inatividade gerando ira (outro pecado capital) e teimosia, afinal de contas, o sujeito vai arranjar mil desculpas por não ter feito e pra não fazer.

As desculpas são as mais esfarrapadas possíveis. Você já deve ter ouvido:
Desculpa - Não fiz o relatório porque não deu tempo.
Verdade - Não fiz o relatório porque fiquei no orkut fuçando a vida da minha ex-namorada.

Desculpa - Não te liguei porque minha bateria acabou.
Verdade - Não te liguei porque estava vendo meu time na TV jogando contra o Avaí.

Desculpa - Eu me atrasei por causa do Metrô.
Verdade - Eu me atrasei porque, ontem, eu fiquei assistindo Domingo Maior que passava um filme do Chuck Norris e que por sinal já tinha visto umas 18 vezes.

A preguiça corrompe, e num nível elevado compromete várias áreas de uma vida. Se pensarmos um pouco mais a fundo, podemos colocar, como hipótese, o fato dos relacionamento de hoje serem superficiais pela preguiça de se aprofundar e se empenhar em algo. Afinal de contas é muito mais fácil ser uma pessoa que "fica" do que uma que namora, é muito mais fácil ser um cafajeste do que ser um pessoa de princípios.
Segundo a igreja católica trata-se de um do 7 pecados capitais (que são merecedores de condenação) que se caracteriza principalmente pela pessoa que vive em estado de falta de capricho, de esmero, de empenho, em negligência, desleixo, morosidade, lentidão e moleza. Aversão ao trabalho, freqüentemente associada ao ócio, vadiagem.

Curiosidades:

- Preguiça é o 3º crime no filme Seven - os sete pecados capitais;
- O Demônio relacionado a Preguiça é Asmodeus;
- A virtude que contrapõe este pecado é a Diligência;
- O Baiano é considerado preguiçoso porque todo nordestino (chamado instantaneamente de baiano) quando chegava na região sul do país não tinha emprego, consequentemente era um preguiçoso.
Por favor, não fiquem com preguiça de comentar.
Tira retirada do site Tirinhas.com

Os 7 Pecados Capitais - Vaidade - Espelho, espelho meu...




Vocês, leitores, sintam-se privilegiados ao ler o melhor post do especial 7 Pecados Capitais. Presunção a minha? Imodéstia? Vanidade? De modo algum. Isso é apenas para contextualizar o segundo dos defeitos fatais a serem retratados no ComTatos.

A vaidade supervaloriza o ego, seja na aparência, ou em quaisquer outras qualidades físicas ou intelectuais, de modo que elas sejam reconhecidas, e de preferência, admiradas pelos outros. Gera grande admiração pelo próprio mérito, um excesso de amor-próprio e extrema arrogância. O vaidoso sente imenso prazer a respeito de seus méritos. Acha-se tão admirável que despreza os feitos dos demais e vangloria a si mesmo como obra-prima do esmero divino.

Geralmente, a vaidade está ligada à aparência, aos excessivos esforços na manutenção da beleza e à supervalorização da própria harmonia de formas, à lá Narciso. Porém, aqui se enquadram também a soberba e as demais ações de prepotência e desprezo com relação aos outros.

Na atual sociedade, a vaidade é um dos sete pecados mais em voga. Há uma ditadura da beleza, que prega às mulheres que ser bela é obrigatoriamente sinônimo de magreza; cabelos longos e lisos, de preferência claros; corpo definido; cintura fina e seios fartos. Os homens não escapam da categoria e já têm até um rótulo a respeito, os metrossexuais, indivíduos ligados à beleza, que em geral são depilados, têm abdômen tanquinho, ombros largos, peitoral definido e demais atributos.


Vivemos em uma sociedade de bonecos, na qual as mulheres são a Barbie e seus parceiros, o Ken, tudo é voltado ao consumo e ao manter-se belo. A auto-estima torna-se um reflexo tido apenas nos olhos dos outros, e para se sentir bem há que ter o aval do próximo, legitimando a perfeição. Neste âmbito, a beleza é suficientemente boa em si mesma e a inteligência, a sagacidade, o bom-humor, a instrução, tornam-se itens opcionais a serem conferidos na lista depois das prioridades.


Há estudos científicos que descrevem a seleção natural darwiniana de acordo com os padrões da beleza Barbie.

Hoje em dia, há que ter cuidado ao lidar com a vaidade e com a ditadura da beleza. Seguindo está ética, o numero de cirurgias plásticas aumentam; cada vez mais, afina-se o nariz, aumentam-se os seios, diminuem a cintura. As dietas malucas viram lugares-comuns. Alisamento, descoloração e mega-hair são os principais tratamentos nos salões de beleza. Anoréxicas e bulímicas se multiplicam e isso é considerado normal e natural, e não como um comportamentos doentio. Estamos ultrapassando os limites, perdendo o poder de diferenciar os nossos reais desejos do que é importo pela mídia como ideal de beleza.

Assim, um outro significado de vaidade se faz presente, a qualidade do que é vão, vazio, firmado sobre uma aparência ilusória. Como diria o velho ditado: por fora bela viola, por dentro pão bolorento. Será que compensa dedicar tantos esforços para legitimar a própria superioridade?

No cinema, já fomos alertados de que o pecado não compensa. Lúcifer é o demônio que representa o orgulho e o próprio coisa-ruim, na pele de Al Pacino, em “O Advogado do Diabo”, afirma que a vaidade é seu pecado favorito, tentando seduzir o filho, metidão convicto, Keanu Reeves.

Para descer do salto, a virtude que contrapõe a vaidade é a humildade, que nos traz à tona a realidade de que somos todos farinha do mesmo saco e que, quando o único mal irremediável chegar, ao pó retornaremos.



ComTatos recomenda:
Um conselho de Décio de Almeida Prado, teatrólogo, escrito em 1949, o texto continua atual.
"Carta a uma jovem atriz"
A vida fútil nutre-se da aparência. Quer somente parecer. Parecer interessante, inteligente, bela, instruída.... Às vezes, quer parecer até boa, altruísta, corajosa. Para pessoas fúteis, ser não é importante, o importante é parecer.
Estas palavras, que eu gostaria que você guardasse, só tem um defeito: pecam pelo excesso de generosidade.
A vida fútil, na sua forma mais moderna e atual, não quer parecer inteligente, bela ou boa. Quer parecer somente. Quer aparecer de qualquer forma e a qualquer preço. Sob um ângulo favorável, se possível, ou desfavorável, se não houver outra alternativa.
É a sede de propaganda, de publicidade, que é uma das características mais fortes do mundo moderno. O perigo em tais casos é que começando por enganar os outros acabamos fatalmente,
através de uma lei bem conhecida, por enganar nós mesmos.

Os 7 Pecados capitais - Luxúria - O prazer é todo meu!

Joãozinho era um rapaz solitário, tímido e inteligente.

Mas, Joãozinho não tinha amigos, muito menos uma namorada.

Era orfão de pai e mãe e foi criado pela vizinha que não tinha filhos, apenas um cachorro.

Joãozinho com sua timidez, logo era isolado na escola, porém isso lhe rendia frutos, era aplicadíssimo e só tirava notas boas, com isso começou a fazer os trabalhos dos colegas e em troca recebia dinheiro por isso. Como tinha vergonha em se expressar, não cobrava muito, apenas o que o colega estivesse disposto a dar.

Porém os anos passavam e Joãozinho ia ficando cada vez mais sozinho. Sua tutora, a vizinha, tinha falecido e ele vivia agora em um apartamento emprestado por uma prima rica. Ele Trabalhava com computação e ganhava razoavelmente bem e como morava sozinho gastava com tudo o que quisesse.

O paradoxo disso, é que ele gastava tudo com prazeres...Uma parte na Augusta( a parte boa mané, aquela do Roberto Carlos), outra parte em lanches do MC Donald´s e a terceira parte em computadores, já tinha 5 em sua casa, um de cada tipo.

Vamos deixar o MC Donald´s de lado e os computadores também. O foco é no prazer carnal que Joãozinho procurava.

Não importava o que era: Loira, Morena, Mestiça, Oriental e qualquer tipo de pessoa, fosse homem ou mulher. Por trás daquele sujeito tímido havia um maníaco por sexo, uma pessoa dependente do prazer carnal, do prazer a todo custo. De tanto sair com elas acabou ficando amigo e nessa ainda ganhava desconto.

O tempo passou e Joãozinho virou um empresário do ramo. Começou com uma pequena casa no centro, com 5 mulheres. Passou a duas casas e depois quatro, quase em progressão geométrica.

Mas isso não era tudo, ele fazia uma seleção das moças que queriam trabaLHar naquele local, o famoso teste do sofá. E que teste...

A obsessão pelo prazer era tanta que aquele homem tímido tinha se tornado um maníaco. Se você falasse de política ou futebol com ele, provavelmente seria ignorado, agora bastava falar sobre sexo que ele se abria todo e começava a contar quantas capas de revista tinha pego e quantas ele iria convidar para próxima festinha pessoal em sua suntuosa mansão no Morumbi.

Era praticamente um Asmodeo(O Deus da Luxúria)

Mas o tempo, senhor da razão chegava e Joaõzinho de uma hora para a outra começou a ficar doente, se sentia mal, fraco e seu corpo começava a apresentar machas de diversos tipos. Foi ao melhor médico desse país que o analisou e disse: João da Silva, você está com HIV, Sífilis e Gonorréia e todas em estágio avançado.

Tentou de todas as maneiras um tratamento eficiente, mas já era tarde. Só lhe restavam três meses de vida e ele, claro, continuou trabalhando...


Vídeo: Cena do filme Striptease, com Demi Moore.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Superficialidade Técnica

O que é beleza para você? A subjetividade desta resposta está embrenhada na formação de cada um e faz com que a diversidade seja o fator mais importante dentro da sociedade atual. Mas como fuciona isso? Por que somos tão diferentes? No desenvolvimento de uma personalidade a sua cabeça funciona como um baú, onde coloca-se apenas o que VOCÊ acha interessante e valioso, e faz com que não existam dois baús iguais, pois não existem duas pessoas que tenham vivido as mesmas coisas com a mesma intensidade e raciocínio, em nenhuma parte do universo, por isso falar sobre o conceito de beleza torna-se algo impraticável.  E discutir a ferro e fogo o que me satisfaz estéticamente leva diretamente a essa frase: "o segredo do sucesso eu não sei, mas o do fracasso é tentar agradar a todos".

Usando a fotografia como parâmetro, li o ótimo texto do Ivan de Almeida, em seu blog Fotografia em Palavras, ele fala sobre o conceito da fotografia bela ou tecnicamente correta, e concordo inteiramente com a concepção da qual ele faz referência: onde simplesmente responder a questão de que a imagem é bonita não quer dizer efetivamente que ela seja ou não bela, ou mais além, não quer dizer que ela tenha algo em sua essência que seja importante.

O que deve fica claro, pelo menos para mim, no texto do nobre Ivan e nessa discussão, é que falta identidade para cada imagem produzida. Como quando me trouxeram uma revista Clix e no mesmo momento em que bati o olho, identifiquei e disse: foi o Clício Barroso que fez a capa. É esse tipo de assinatura que vejo em alguns profissionais e que falta na maioria, ou é muito complicado de reconhecer quando o retrato era de Arnold Newman? Ou quando a fotografia é de Cartier Bresson?

A discussão de beleza deve ser absolutamente colocada de lado, isso na verdade pouco importa, afinal nem sempre concordaremos sobre algo tão singular e nem vai adiantar tentar provar para mim que o seu bonito deve ser o meu bonito.

Usando ainda a fotografia como referência, entre milhares de imagens que somos submetidos todos os dias, poucas têm o formato despadronizado (exemplos de padrão na fotografia: regra do terço, padrões de iluminação, padrões de configuração de câmera e até mesmo padrões de utilização de softwares para edição de imagem, que tornam todas as fotos com o mesmo formato básico). Dentre as despadronizadas temos as que foram feitas sem o mínimo de conhecimento técnico e temos aquela que tiveram um porquê na sua elaboração e consequentemente em sua feitura.

Lendo Luz, Câmera e Ação de Edgar Moura, fica claro o motivo do problema "padrão". Lá ele menciona: "Você quer saber onde, como e quando (iluminar), e eu acho que, para se chegar lá, é preciso passar por Deus, pela lua e pelos homens. O único jeito de saber como é saber porquê...", trocando em miúdos: os novos alunos e estudiosos visam a técnica e pouco intelecto. O Twitter é um grande reflexo disso, bastam 140 caracteres para chegarmos a uma conclusão, ou passar uma idéia. Isso não quer dizer que o microblog seja uma péssima idéia, mas pode te limitar e principalmente te condicionar a uma vida de coisas breves e superficiais.

Estes dias li que não estamos mais na era da criatividade, estamos na era da relevância. Isso coloca TUDO no balde do politicamente correto e do tecnicamente perfeito. Aí você se pergunta, e daí? E eu te respondo: formando milhares ou milhões de técnicos temos apenas alguém para realizar uma determinada função, o que tem muita relevância, afinal de contas as funções têm que ser executadas. Agora vamos expandir. Seja você um fotógrafo, pintor, artista plástico, médico, engenheiro, culinarista ou qualquer que seja a profissão, se você quer realizar algo com suas características, com sua identidade, se você quer que algo feito por você seja realmente importante é necessário que se tenha, no mínimo, referências. Veja, não se trata de copiar, mas de absorver e entender como chegar até a um determinado resultado. Sabendo isso, conciliado a uma boa preparação técnica, teremos algo diferenciado.

O problema dessa história toda, e que gerou este post, é exatamente o quão superficial tem se tornado a educação e como estamos ficando condicionados a entender superficialmente de tudo. Outro dia, vi o Ed Motta falando sobre como ele é apaixonado por vinhos, por discos, por queijos... e como ele entende profundamente sobre cada assunto e ele disse: "hoje em dia parece que as pessoas vieram ao mundo a passeio".

Ele tem razão. Hoje, formam-se pessoas que durante toda uma vida serão meros apertadores de botão, e que passarão pela vida sem saber o motivo do botão estar ali.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Pequena locadora de prazeres

Você vai às compras sempre? E com o que você gasta seu rico dinheirinho? Entre roupas, calçados e eletrônicos fica uma dúvida. Pra que? Espremendo ainda mais essa questão, fico indignado com o quanto o valor de certas coisas se perderam.

Você pode pagar R$ 1.200,00 em um celular de última geração que tem 3G, câmera, mp3, mp4, mp5, mp6, mas quanto você pagaria por uma brisa num dia de calor? Você pode pagar R$ 2.500,00 em uma TV de LCD da melhor marca, com os maiores recursos, que tem até controle remoto que brilha no escuro, mas quanto você pagaria por um abraço apertado de um amigo?

Venho refletindo sobre isso faz algum tempo. Parece um assunto meio auto-ajuda, mas é na verdade um conselho. E como tratamos de cultura por aqui, o meu conselho vai exatamente de forma cultural, mais precisamente, cinematográfica.

Um sonho de liberdade

Neste enredo a liberdade é colocada em discussão e o quanto uma pessoa pode ser paciente em busca de um objetivo. O filme tem uma fotografia primorosa e, para aqueles que acham que Stephen King só sabe fazer terror, essa obra foi adaptada de seu livro homônimo. O elenco principal conta com Tim Robbins (Andy Dufresne) e Morgan Freeman (Ellis Boyd "Red" Redding).


À procura da felicidade

É a comovente história de alguém que luta por um sonho e encontra as mais variadas dificuldades para atingi-lo. Prova de que todos os obstáculos podem ser superados é que o filme é baseado em fatos reais e teve, nas filmagens, a colaboração do próprio Chris Garner (personagem central protagonizado por Will Smith). Com atuações perfeitas de parte da família Smith (sim, porque além de Will, seu filho Jaden Smith contracena com seu pai) o filme ganhou em emoção e credibilidade.


Curtindo a vida adoidado

Este filme ficou famoso pelo total bom humor de Ferris Bueller (Matthew Broderick) em tornar seu dia de folga uma verdadeira aventura. Apesar de ser muito engraçado tem algo nas entrelinhas que é bastante profundo, principalmente nos dias de hoje: O Tempo! Ou melhor, o quanto perdemos do nosso tempo servindo a outros propósitos, que não a nós mesmos.


Patch Adams - O Amor é Contagioso

O médico que revolucionou a forma de se relacionar com seus pacientes foi protagonizado no cinema por Robin Williams e ganhou seu público pelo carisma e a forma de ver a vida. O exemplo de vida, principalmente profissional, do Dr. Hunter "Patch" Adams é levado com irreverência, mas com toda a seriedade que o tema merece.


Antes de Partir

Para finalizar bem, este filme conta também com o grande Morgan Freeman que dessa vez contracena com alguém tão bom quanto ele, Jack Nicholson. O filme trata de um assunto que começou este post: quais as coisas mais valiosas em uma vida? O filme tem uma boa dose de humor, além de ser emocionante. Vale a pena conferir suas listas de desejos e como eles fazem para realizá-los.

Tente não assistir todos num mesmo dia ou final de semana (com exceção para Curtindo a vida adoidado, que pode ser visto 2 vezes ao dia após as refeições) para não ficar com marcas nos olhos de tanto chorar. O importante mesmo é captar a mensagem!

Prepare o lenço de papel e bom filme!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Game Over

A vida é realmente um vídeo-game. Nos primórdios era como o telejogo, ía-se de um lado pro outro sem saber o que fazer. Então veio a fase do Pacman, viviamos pra comer e comíamos pra viver, depois a fase do River Raid, simples e doce: pega-se o aviãozinho e vamos ultrapassando os obstáculos sem fim, sem fim mesmo. E mesmo assim era divertido, fácil de interagir, nada muito complexo, como antigamente.

Telejogo - PacMan - River Raid

Mas os humanos não podem ficar parados, tem que evoluir é lançado para algo realmente diferente: a fase da socialização. Mários e Luigis, convivendo juntos, Sonic e Knuckles passando cada vez mais rápidos pelos seus objetos em comum, famílias inteiras de Donkey Kongs se matando por cachos de banana. A socialização nos levou a patamares cada vez mais elevados de discussão, e as discussões levaram às guerras, um verdadeiro Mortal Kombat. O homem que ao mesmo tempo passou a viver em sociedade passou a brigar com seu semelhante, e na maioria das vezes sem mesmo saber o porquê, como no Street Fighter, que só se descobre o motivo da luta quando já vencemos.



Super Mario Bros - Sonis Knuckles - Donkey Kong Country




Fomos ficando cada vez mais impessoais, cada vez mais distantes, passamos a criar nossos próprios mundos, como em SimCity. Passamos a simular nossos maiores prazeres: futebol (internacional Super Star Soccer), sexo (Playboy: The Mansion) e rock´n´roll (Guitar Hero). Passamos a retratar nossa solidão como algo tão triste que enfrentaríamos as maiores dificuldades para ter alguém por perto como no Shadow of Collosus. A solidão é tamanha que parece que vivemos sozinhos numa multidão e que todos estão contra nós, como em Resident Evil.

SimCity



Neste mundo de comparações, existem alguns pontos que, geralmente, elevam as semelhanças entre a vida e os vídeo-games:

As fases são a completa reprodução de partes de uma vida, você sempre passa por boas e más fases durante seu percurso, assim como nos jogos eletrônicos.

Os Chefes são seres que lhe impedem de continuar jogando, ou fazem você melhorar no decorrer do jogo. Afinal de contas, alguns lhe dão poderes ou sabedoria que você não tinha antes, como em Megaman.


Options são configurações que você deveria ver antes de começar a jogar, mas a maioria não vê. Você poderia por exemplo, começar no modo fácil, e ir dificultando enquanto se joga, mas ao invés disso a ansiedade lhe consome e logo a pessoa já está jogando.

Códigos existem em alguns jogos e, assim como na vida, alguns usam pra se beneficiar e passar pelo desafio de forma mais simples que os outros. Às vezes, a gente pára pra pensar como é que fulano conseguiu chegar tão longe, tão rápido. E na maioria das vezes descobre-se que os códigos foram usados.

Agora, existe algo nos jogos que a vida não tem e que muita gente gostaria que tivesse para poder corrigir alguns erros: o Continue!

Por isso, é bom ver e rever a estratégia quando se começa o jogo da vida porque se você perder é Game Over.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Jogado aos seus pés eu sou mesmo...

Vivemos na era do muito, e quando digo muito falo em todos os sentidos. Quando é pra mais é muito mais e quando pra menos é muito menos. Olhe a sua volta. Reflita. Falta muita coisa pra você? Uns dirão muita, outros dirão nada.

O consumismo exagerado mostra como podemos ser fúteis e desvalorizar o que temos de maneira tão imediata. Quer ver? A arte de beber passou do apreciar para o encharcar, e o que pudemos notar na maior manifestação de cultura da cidade de São Paulo foi a maior manifestação de falta de educação. Pessoas insuportavelmente bêbadas e fazendo suas necessidades no meio da via pública com banheiros públicos a 50 metros de distância, sujando as ruas e calçadas como se vivessemos em meio a uma grande lixeira. Isso porque a sociedade reclama aos 4 ventos que não tem acesso a cultura, e quando a tem sai às ruas para beber. Então a frase correta seria: a sociedade não tem acesso a bebida.

Passamos por tempos de revolução, é verdade, e muita coisa vem sendo questionada. Várias mudanças estão acontecendo ao mesmo tempo e o exagero é o fruto de tudo isso. Um exemplo de que os excessos aparecem depois dos questionamentos é a internet. No princípio houve muitos questionamentos a respeito desta ferramenta e o que se via eram sites e mais sites de pornografia pipocando em meio a centenas de spams com vírus infectando os computadores de todo o mundo. E você vai dizer: mudou muita coisa? Mudou e muito. A segurança dos softwares aumentou drasticamente, a ferramenta que era usada apenas como envio de informação, passou a ser divulgação de marketing e publicidade, notícias, cultura e hoje é um dos meios de comunicação mais importantes.

As dúvidas levam a discussões e as discussões levam aos excessos. Como uma mulher pode passar por um novo posicionamento global se não se comportar como um homem? E é o que tenho visto nos últimos tempos. Mais e mais mulheres igualando suas condições numa sociedade. Além do novo comportamento feminino nunca vimos tantas mulheres assumindo o comando como agora e a sociedade nunca viu tantos homens tentando se adequar a uma realidade como agora.

Outro exemplo desses questionamentos, mas nesse caso parece que temos muito ainda que questionar é: a maior afronta de viver no Brasil é ver os nossos deputados e senadores usando o dinheiro público para viajar, passear com a família e milhares de brasileiros morrendo de fome. Essa é apenas uma das situações em que vemos os nossos governantes em meio a corrupção. Quem governa deveria ser o espelho para a sociedade. O exemplo a ser seguido. E onde está o exagero nisso tudo? esta na omissão do povo em nada fazer para mudar isso, excesso de conformismo. Mas não vamos entrar no mérito de política porque isso levaria a minha total e plena indignação. Mas fica o vídeo abaixo pra refletir.



Espero que seja exagero da minha parte, mas está na hora dessa passagem de consciência chegar a uma conclusão, ou será muito complicado viver em sociedade.

sábado, 25 de abril de 2009

Minha Paciência tem limites!!!

Paciência, segundo o dicionário, é a qualidade de quem suporta problemas ou incômodos sem queixas nem revoltas, ou a qualidade de quem espera com calma o que está demorando. Eu perdi as minhas duas qualidades que eu acabei de mencionar acima e não sei onde coloquei.

Ultimamente, tenho notado que perdi as estribeiras, mas existe um motivo: eu tenho assistido muito ao Seu Lili - personagem criado e interpretado por Marcelo Mansfield - que na verdade é um ranzinza de mão cheia - mas o fato é que o mundo está meio de cabeça para baixo.

Você já ouviu isso milhões de vezes dos seus pais, dos seus avós e dos amigos, mas me parece que tudo vem piorando exponencialmente.



As pessoas não escutam mais uma pergunta para respondê-la, sempre com respostas atravessadas, secas. Além disso, perderam o senso de humor, e para interpretar algo que você disse da maneira errada é só começar uma piada.

Mas como muitas vezes falamos por aqui, acredito que o tempo tem sido fator crucial para se manter ou não uma boa relação entre as pessoas. Por conta do pouco que tempo que temos e a quantidade gigantesta de atribuições que nos são encarregadas, aquilo que atravessa nosso caminho passa a ser nosso adversário. E como em toda boa batalha, ao encontrar o inimigo a nossa função é eliminá-lo.

Um exemplo clássico disso é quando você perde duas horas inteiras para saber como fazer para migrar o seu plano de telefonia celular. Às vezes você quer gastar mais com aquele serviço e descobre que o atendimento prestado é péssimo e que a empresa não merece que você seja cliente, logo depois chega a conclusão de que não existem opções satisfatórias dentre todas as empresas. Você quer fazer uma reclamação para a Anatel, mas lá a burocracia é enorme, e para dar continuidade a um processo por conta de um atendente mal educado você perde mais do pouco tempo que você não dispõe, além de dinheiro com advogado e conseqüentemente perde também a saúde.

Isso mesmo, como se não bastasse a irritação gerada pela falta de compreensão, o corpo também se manifesta a essa apoteose de ira e desencadeia basicamente dois processos. O primeiro, psicológico, demonstra que a irritação é um modo de mostrar que você está insatisfeito com algo e que gostaria de mudar; o segundo, orgânico, desencadeia uma série de sintomas que vão desde o corpo ficar em estado de alerta, até contração de músculos, doses de adrenalina descarregadas no corpo, dores de cabeça, entre outros fatores. Uma matéria muito interessante que trata do fato mais profundamente pode ser encontrado na revista Mente e Cérebro.

O tempo tem sido um fator tão importante, que por falta dele deixamos de postar aqui, mas isso é passado. A idéia é voltar a escrever e trazer novidades.
Espero que gostem dessa nova fase do COMTATOS.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Com fusão


- Só sobrou você.

- Hunf!

- É eu sei, mas só sobrou você.

-...

- Relaxa, você vai ver como é fácil falar das coisas simples da vida.

- É?! Eu acho tão difícil ser simples para falar.

- Por quê? Não precisa de nada. É só falar.

- Não é só falar....

- Ah, pára com isso.Claro que é!

- Não, na verdade você sabe o que é, quer dizer, parece que você sabe, mas quando você vai falar, nesse instante de tradução, as coisas se complicam. Se você só sente parece até mais simples. Mas quando sai de você e ganha o mundo, aí não é a mesma coisa.

- Mas é aí que está a simplicidade, quando a coisa sai de você

...

- Huuuuum... Como a água quando evapora. Lembra dessa aula?

- Hein?

- Dos estados físicos da matéria, você lembra? Solidificação, condensação? Como que era aquela? Tinha uma que eu adorava...

- Do que você tá falando?

- A sublimação! Ah, fala sério?! Não é genial?!

- Sei lá! Não lembro dessa. Só sei as básicas, solidificação, fusão, evaporação.

- Não lembra?!

- Pô, eu devia ter uns 10 anos. Você quer que eu lembre de todas?

- Ah, mas tem coisas que marcam a gente pra vida toda.

- Uma aula de ciências?

- Não, a sublimação!

- Você tá bem?

- Se alguém fala para você que a matéria está em estado de sublimação, o que você imagina?

- Sei lá! O que você imagina?

- Algo sublime, oras!

- Há há há. Essas suas analogias....

- A gente tem que viver alguns estados de sublimação, sabe?! É como o gelo que derrete.

- Huuuum.. Peraí, mas essa não é a fusão?

- Não a fusão é depois....

- Não, dessa eu lembro. Do sólido para o líquido é a fusão.

- Não, quando o gelo derrete é a sublimação.

- Hã?

- Imagina comigo. Vocês estão na cozinha, conversando sobre as coisas simples da vida. E de repente, ele abre um sorriso lindo para uma besteira qualquer que você disse, e você perde o chão. Taí, a sublimação.

- Há há há, e a fusão?

- É quando ela te beija.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Brave new world

Ah, as invenções humanas. Intervenções do homo sapiens na natureza ou no seu entorno que resultam em novos objetos, novas idéias, novos conceitos. Capacidade de criar algo a partir do nada, ou de valer-se de uma invenção para criar outra. Certamente é um daqueles marcos imaginários que dividem o mundo animal em seres pensantes e não pensantes.

Roda, dinamite, livro, lápis, máquina de escrever, faca, saca-rolhas (aliás, quem inventou a rolha?), copo de plástico, papel higiênico, absorvente, aparelho de barbear, sabão, cocaína, maconha, ópio. De uma maneira ou de outra, todas se valem de um mesmo propósito: auxiliar o homem em algum aspecto de sua vida. A dinamite, por exemplo, é ótima para demolir montanhas que serão substituídas por rodovias. Já a cocaína, a maconha e o ópio podem ser de muita valia para os que tentam fugir da realidade. Apesar dos pesares, isso tem lá sua utilidade. O problema, a meu ver, são os pesares.

O telefone foi uma invenção que realmente trouxe modificações na vida das pessoas. Falar com um parente, um amigo ou uma namorada do outro lado da cidade ou do mundo, é uma facilidade que altera profundamente o cotidiano das pessoas. É uma transposição fenomenal das barreiras espaço-temporais. Ao invés de ir à casa de um amigo discutir o destino do livro desaparecido da Poética de Aristóteles, telefono para saber sua opinião. Para marcar um encontro com uma moça, pronuncio palavras a um aparelho que se encarrega de transmití-las. Fácil assim.

O que falar do celular então? Além de conectar todos os lares, o telefone celular possibilita que se ache uma pessoa até se a mesma estiver no banheiro. Apesar disso, um retrocesso nas questões de individualidade e intimidade humana. Aqui, o problema não são os pesares. O ser humano precisa de um tempo só para ele, sem ser incomodado. Sua individualidade precisa ser estimulada, e não somente sua vida em sociedade. Precisa pensar sua existência, seus atos, suas crenças. Exercitar seu cérebro, para que possa continuar inventando novas coisas, e não só se apoiando nas já inventadas para sobreviver. E a possibilidade de ser encontrado a qualquer hora por um chefe ou por uma namorada controladora é altamente castrador, intelectualmente e individualmente. Quem guarda um telefone na cabeça, depois que embutiram agenda no celular? E as novas doenças da modernidade, a síndrome do celular vibrando, ou a nomofobia? A primeira é uma estranha mania de colocar a mão na perna ou na bolsa a cada vibração mais forte, achando que o celular está tocando. A segunda é chamada por muitos de abstinência eletrônica, termo que auto-explicativo. Esses males já tomam conta de muitas pessoas, mas poucos tomam consciência desses novos hábitos tão cotidianos quanto imperceptíveis.

As invenções devem facilitar a vida, mas a que preço? Estamos tão dispostos a essa mecanização da vida humana, que não nos importamos com o que estamos perdendo? É preciso cuidado ao abrir a caixa de Pandora, pois o fogo que ilumina o caminho é o mesmo que frita a pururuca.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

A trilha sonora de nossas vidas


Hoje reencontrei uma colega que não via há anos. Após cumprimentos e abraços a primeira coisa que me falou foi: - Sempre me lembro de você quando escuto aquela música do Chico Buarque.

Tenho amigos que consigo imaginar de olhos fechados através da música. Dos sambistas “Portela já disseram que teu manto....” aos que ainda sobrevivem aos anos 70, “I say a little prayer for you....” e até aqueles que insistem em dizer: Toca Raul!

Isso sem contar os momentos. Quem é que naqueles bailinhos tão esperados do colégio não dançou ao som de Johnnie Rivers, “Do You Wanna Dance...”, a música é de 68, mas até hoje é executada. Nos deliciosos bailes de formatura, nunca vi nenhum homem ficar parado quando toca Y.M.C.A. E o coro dos formandos quando toca "We are the champions".

Ficaria aqui por horas contando a trilha da minha vida. Ela começa lá atrás com Noel Rosa, passa bela bossa nova de Nara, Chico, Jobim, passa pela Tropicália, as latinas, as infantis, americanas. Enfim, são apenas trilhas que acompanham nossas vidas, que nos fazem lembrar otrora sermos lembrados.


Time is money

Responda rápido:

Quantos segundos tem um minuto?
Quantos minutos tem em uma hora?
Quantas horas tem em um dia?

Agora pense um pouco e reflita: Quantos segundos tem em um dia?

Bom, são 86.400 segundos, bastante né?

Já ficou parado(a) olhando o ponteiro andar cada espacinho de segundo lentamente e o barulhinho que ele faz quando completa esse movimento. Confesso, dá um pouco de agonia ouvir esse barulho, e parece que o mundo todo fica mais lento também, como se estivéssemos estáticos.


Mas por que nos queixamos tanto da falta de tempo? Por que temos que comer um Big Mac com Coca-Cola no Mc Donald´s com tanta pressa no almoço se temos tanto tempo para almoçar?

Ou por que dormimos tão pouco e trabalhamos tanto?

É simples, não conseguimos administrar nosso tempo e isso acontece porque cada vez mais acumulamos tarefas e vivemos em cidades grandes. Nos cada vez trabalhamos mais e com menos eficiência. Quer um exemplo? Quantas reuniões você participa por dia? Quantas delas são realmente necessárias? Em qual parte delas falamos sobre trabalho e não sobre besteiras do dia-a-dia?. Esse é um exemplo de que como nos perdemos em pequenas coisas do nosso dia, mas que no final nos tirará preciosas horas de sono ou de estar com a família.

O fato é, desaprendemos a contar os segundos e viver cada segundo como se fosse uma vida. Vivemos a semana inteira esperando o fim de semana e quando chega a segunda já contamos os dias(?) para que chegue a sexta de novo. Mas, até lá, teremos 432.000 segundos para viver.

Façamos um exercício. Vamos parar por um minutos e olhar o relógio dar uma volta completa. Verá você que 60 segundos podem significar uma vida.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Hasta la vista, Baby (Swarzenegger na veia)

Mudanças. Chegou a hora de mudanças. Mas leva tempo para se ter certeza disso. Até lá, sentimentos contraditórios tomam conta de seu corpo. Nervosismo, insegurança, medo, tesão, euforia, felicidade. Diante da dúvida, o que fazer? Ficar ou continuar? Chorar ou sorrir? Dizem os experts em qualidade de vida que a última coisa que se pode fazer em benefício próprio é acomodar com uma situação confortável. Com termos como “mundo competitivo” e “zona de conforto”, fazem a cabeça de milhares. Cá para nós, zona de conforto é puteiro com sofá. Como vovó já dizia, jacaré que pára de nadar morre afogado. E, quando se percebe que é chegada a hora da transformação, algumas coisas ficam para trás. E essa é a parte ruim das mudanças.

De todas as coisas que se aprende vivendo em uma selva, talvez a mais valiosa delas seja a segurança que os animais sentem quando estão em bando. Um rebanho de bois é capaz de afastar a mais destemida das onças. Os companheiros de blog e outros companheiros me farão uma falta danada. Mas sei que entendem quando algo precisa mudar. Terei que caçar sozinho, ou em outros rebanhos. O que acontece é que o muito que tenho em minha vida é pouco para minha fome. O ouro que fazia minha cabeça outrora não mais me sustenta. Eu não quero só comida, eu quero bebida, diversão e balé (Calma, Telma, eu não sou gay). Eu não quero só comida, eu quero a vida como a vida quer. Bem, Raul (mais uma vez, Tocaraul!!!!) explica melhor.



Eu devia estar contente
Porque eu tenho um emprego
Sou um dito cidadão respeitável
E ganho quatro mil cruzeiros
Por mês...

Eu devia agradecer ao Senhor
Por ter tido sucesso
Na vida como artista
Eu devia estar feliz
Porque consegui comprar
Um Corcel 73...

Eu devia estar alegre
E satisfeito
Por morar em Ipanema
Depois de ter passado
Fome por dois anos
Aqui na Cidade Maravilhosa...

Ah!
Eu devia estar sorrindo
E orgulhoso
Por ter finalmente vencido na vida
Mas eu acho isso uma grande piada
E um tanto quanto perigosa...

Eu devia estar contente
Por ter conseguido
Tudo o que eu quis
Mas confesso abestalhado
Que eu estou decepcionado...

Porque foi tão fácil conseguir
E agora eu me pergunto "e daí?"
Eu tenho uma porção
De coisas grandes prá conquistar
E eu não posso ficar aí parado...

Eu devia estar feliz pelo Senhor
Ter me concedido o domingo
Prá ir com a família
No Jardim Zoológico
Dar pipoca aos macacos...

Ah!
Mas que sujeito chato sou eu
Que não acha nada engraçado
Macaco, praia, carro
Jornal, tobogã
Eu acho tudo isso um saco...

É você olhar no espelho
Se sentir
Um grandessíssimo idiota
Saber que é humano
Ridículo, limitado
Que só usa dez por cento
De sua cabeça animal...

E você ainda acredita
Que é um doutor
Padre ou policial
Que está contribuindo
Com sua parte
Para o nosso belo
Quadro social...

Eu que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada
Cheia de dentes
Esperando a morte chegar...

Porque longe das cercas
Embandeiradas
Que separam quintais
No cume calmo
Do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora
De um disco voador...

Ah!
Eu que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada
Cheia de dentes
Esperando a morte chegar...

Porque longe das cercas
Embandeiradas
Que separam quintais
No cume calmo
Do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora
De um disco voador...




sexta-feira, 28 de março de 2008

Learn to fly

Agora são 18h30 e o expediente acabou. Aqui na Paulista, coração da cidade de São Paulo, o trânsito está infernal, como sempre. Já virou rotina, nem tenho esperanças, tão pouco ânimo, de descer do alto de um dos tantos prédios e arriscar-me a tomar o caminho do lar.

Tanta gente, tanta buzina, carro, ônibus, moto. Tanta gente querendo encontrar um cantinho para avançar alguns metros. Parece um pouco inútil frente a tanto desencontro de caminhos, num excesso de vias tão discordantes.

Tem que haver outra opção... Na janela, o horizonte crepuscular é convidativo. Oferece-me a mão em um salto solto pelas nuvens e ventos, em piruetas pelo ar. Voar me aventurando em correntes de ar, túneis de vento, sinais de fumaça, faixas de aeronaves, vias de estrelas. Quem sabe até não sinalizo e descolo uma carona com um avião e... Terra, Terra, planeta Terra chamando. Toca o telefone. Eu ainda nem saí da redação.

Para voar não é preciso ter asas (ou tomar um Red Bull). Sentir-se segura nos ares da vida, sem medos das mudanças bruscas de temperatura, das frentes frias que virão sem prévio aviso, ou dos tufões e temporais de verão que chegam para lavar a poluição do peito e as lágrimas dos olhos.

Pego emprestada uma frase de um cara que está aqui, por essas bandas, fazendo um show pra pouca gente, mas que tem muito a falar pra todo mundo: “Em um mundo cheio de gente, somente algumas querem voar. Isso não é doido? (...)”.

Realmente, Seal, mas como você canta aos quatro cantos, “Nós nunca vamos sobreviver, ao menos que fiquemos um pouco loucos...”.

E o momento mais propício para tal libertação é exatamente hoje, agora, já. Sexta-feira pós expediente. Feche os olhos e atire-se.

Sinta o ar redentor de uma sexta à noite, eu sei (que você sabe) que agora tem aquela sensação estranha no ar, disfarçada num sorriso maroto, um impulso feito de alegria febril. Um pensamento que o convence de ter o mundo nas mãos.

Às 18h das sexta-feira a mascara cai, o pano desce e o tetro acaba, hora de fazer o espetáculo nos bastidores, unless...We get a little crazy....

O que é real?

Sabe aqueles dias em que nada dá certo, e sua vida se transforma em uma sucessão de crises pessoais, com dúvidas inexplicáveis? Enquanto esse fenômeno é pontual, tudo bem. Você leva numa boa e encara como se fosse apenas uma crise passageira, ou uma confluência desarmônica do seu mapa astral. Mas, em algum momento, percebe que esse fenômeno começa a se repetir indefinidamente, de tal maneira que as recaídas começam a parecer simplesmente uma armação do destino, uma travessura do Todo-Poderoso, que aproveitou uma folguinha no firmamento para espezinhar aquele verme insignificante que está simplesmente tocando sua vida.
O resultado pode ser tal qual uma falha na Matrix, a vida perde sua razão. O chão das dúvidas se abre a seus pés e seus preciosos axiomas e preconceitos voam como farinha no Ceará. E que fazer? Sem respostas para suprir sua ignorância da causa dos tormentos, tenta-se de tudo: de ópio a Jesus, Tantra, Paulo Coelho e Domec.
Balela. A resposta pode estar em uma singela canção.

Conto do Sábio Chinês
By Raulzito

Era uma vez um sábio chinês
Que um dia sonhou que era uma borboleta,
Voando nos campos,
Pousando nas flores,
Vivendo assim um lindo sonho.

Até que um dia acordou,
E pro resto da vida uma dúvida lhe acompanhou.

Se ele era um sábio chinês
Que sonhou que era uma borboleta,
Ou se era uma borboleta sonhando que era um sábio chinês.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Falando pelos cotovelos

Estou aqui escrevendo, pra estar te lembrando que é possível estar escrevendo sem o alguns vícios que estão fazendo dos nossos ouvidos grandes penicos.

Realmente é irritante. Não há quem suporte escutar a ladainha de um operador de telemarketing durante toda a ligação. É a gente vai estar te ligando pra lá, pra estar confirmando pra cá, e um diabo de a nível de, que mata só de sair da boca. Foi então que eu descobri, esses nobres funcionários escravos do capitalismo ganham seu rico dinheirinho por cotas, logo essa cota é de gerundismo. Só pode ser.

Na verdade o português coloquial é lindo, quando nos comunicamos sem os vícios de linguagem, mesmo quando erramos algumas colocações. Agora abrasileirar é que faz toda a diferença numa conversa, o meio financeiro tem linguajar próprio e me coloca a pensar se realmente é necessário todo aquele florear. Vamos supor que dois funcionários do setor financeiro estejam conversando:

- É como eu vinha frizando, o spread da operação está ligado a quanto do market share você está disposto a ganhar.
- Eu como Relationship Management tenho know-how pra dizer que você tem razão.

Agora com a tecla SAP:

- É como eu tava falando, o lucro que você tem numa venda está ligado a quanto do mercado você quer ganhar.
- Eu como gerente de relacionamento tenho conhecimento de causa pra confirmar o que você disse.

Um monte de groselhas que te empurram goela a baixo e você que procure no dicionário. É lógico que cada setor tem sua linguagem própria. Na visão mais focada possível podemos ver dois namorados conversando:

- Nhonhoco! Coça as minhas costas...
- O minha picoruxa, coço sim!


Temos ainda alguns termos que cairam no coisismo, explico: uma palavra que substitui "coisa" em uma frase só para não dizer "coisa". Por exemplo a palavra processo. Imaginem que uma pessoa vai até um posto de atendimento e pergunta sobre alguma coisa, logo vem a resposta.

- Não tenho informação sobre esse processo.

O "Processo" deixa o texto mais garboso, mais elegante. Mas não quer dizer coisa alguma, ou melhor quer dizer alguma coisa.

A linguagem transcende ao som e o comportamento do corpo demonstra muitas coisas, como se existe interesse no que está sendo dito (figura ao lado) ou se uma pessoa está à vontade numa determinada situação. O corpo fala é uma boa leitura para quem quer saber um pouco mais sobre o assunto.

O visual também é um método de comunicação. O vermelho e o amarelo do Mc Donald´s não foram escolhidos por acaso e existem estudos que dão todo um sentido para o assunto.

O fato é que, a comunicação tem que existir e é ponto fundamental para que exista convivência, mas bem que a gente podia estar melhorando, para estar tornando mais agradável nossos comtatos no processo diário enquanto relacionamento humano a nível de pessoas que somos.


*** Referência ***
O Corpo Fala
Pierre Weil e Roland Tompakow
Editora: Vozes
Ano: 2001
Edição: 52
Número de páginas: 288

quarta-feira, 19 de março de 2008

Ambientalista, eu?

Não importa se você quer um Honda Civic híbrido, um Celta Flex ou até um VW Fox somente a Gasolina.

Para os caras do vídeo abaixo, qualquer automóvel é um poluidor, e eles adoram.

E me fizeram pensar, não é que é verdade? Será que não estamos pagando de idiotas ao entrar nessa história de auto-sustentável. Nas ladainhas de compre um carro a alcool que ele polui menos que o carro a gasolina. Ué, mas se ele polui então também faz mal, concorda cara pálida?

Veja e reflita...

quinta-feira, 13 de março de 2008

Pianinhos, pianinhos...

Os práticos que me perdoem, mas o dia está perfeito para divagações. Essa chuva interminável – e que a essa altura deve ter cooperado para São Paulo bater outro recorde de congestionamento – cria naturalmente uma atmosfera cinzenta e melancólica, barra a luz do sol e produz um barulho de pista molhada em corrida de Fórmula 1 que torna inevitável falar sobre a existência humana e a busca por uma vida mais tranquila.

Uma das formas de alcançar essa tranquilidade é através dos rituais de purificação. Desde tempos imemoriáveis os homens comungam regularmente tais práticas, que têm como finalidade o engrandecimento espiritual. Entre os índios da América do Norte, e mesmo da América do Sul, havia ritos que celebravam deuses, e amiúde terminavam em curiosos banquetes, nos quais eram servidos – todos o sabem – carne humana. Na antiguidade, romanos e gregos davam vazão a seus recônditos instintos em celebrações regulares de orgias e bacanais. Com o advento do cristianismo como religião oficial da Idade Média, foram se formando novas práticas purificadoras, que marcam o encerramento de um ciclo e início d'outro. Entre os exemplos que sobreviveram estão o Natal e o Reveillón. Em diferentes regiões e épocas, há festas particulares, que não vêm ao caso enumerar. Porém, em todos esses ritos, o resultado buscado é alguma espécie de engrandecimento. Pessoal, comunal ou social.

Proveniente do latim carnevare, o carnaval é, por definição arbitrária de sei-lá-quem, a autêntica festa brasileira – algum dia discutiremos o que significa ser brasileiro – e um perfeito exemplo de ritual de passagem. Orgiástico por excelência, é o momento em que várias convenções sociais são pervertidas. Durante quatro dias e quatro noites, pouco importam os conceitos de certo e errado, se deus está debaixo da mesa e o diabo, atrás do armário. A ordem é libertar-se de pudores, medos e sentir-se invadido e dominado por desejos e impulsos reprimidos durante dias, semanas e meses a fio. Tudo é burlado e misturado num êxtase de cores, cheiros, gostos e sensações. Maravilhosos desfiles cheios de pompa têm lugar em um país (com letra minúscula mesmo) marcado de maneira indelével pela pobreza da maioria da população. Sexo, drogas e suor tomam o lugar de puritanismos, monogamia e sanitarismo. Finda a festa, costuma-se ouvir pelas ruas na quarta-feira subsequente: “agora começa o ano”. Todos purificados. E pianinhos.

Graças a Alá, os roqueiros que detestam carnaval também têm sua chance orgiástica: os shows que vez ou outra acometem as grandes capitais brasileiras. Pois nesses momentos, os maltrapilhos cabeludos (e os calvos engravatados também) têm a chance de exorcizar seus demônios. Holofotes e luzes coloridas, sons distorcidos, palavras cortantes, discursos contundentes, decibéis de envergadura cavalar são arremessados contra a platéia que se goza, se deleita, respondendo com toda a força de seus pulmões e prejuízo de cordas vocais. Grita, pula e xinga. Com vontade. Um verdadeiro clube da luta orgasmático. Cotoveladas, socos e pontapés são manifestações genuínas de cada ser humano. Não existe ser imune à vontade de esmurrar alguém na vida (Para a felicidade de todos e o bem geral da nação, esperamos que tais desejos tenham sido devidadmente reprimidos). No momento do show, entretanto, a atmosfera de raiva, o sentido de inconformidade com as regras vigentes interrompem seu ciclo repressor levado a cabo durante determinado tempo, para terem vez e voz em lugar lugar sacramentado pela ocasião. Ali é o palco para que essas pessoas (subproduto das contradições sociais, em minha opinião) tenham sua oportunidade de expelir as sensações negativas acumuladas dentro de cada um. Naquele momento, as regras sociais, de comportamento e postura, são abolidas em prol do orgasmo instintivo. Não é diferente dos rituais orgiásticos em sua essência, apesar de o ser na forma. Todos saem dali com o espírito engrandecido, com o espírito purificado. Terminada a celebração, todos – ou a maioria – se põem a caminhar para casa, continuar suas vidas. Voltar ao sistema que os condiciona diariamente. Violência não é necessária, nem desejada, por isso novamente reprimida. A dose que cabe a cada um já foi liberada durante o show, acompanhando a música.

Nas semanas que se seguem, eis que os outrora enfurecidos roqueiros demonstram uma incompreensível capacidade de amar tudo e todos, eleger suas musas e cores inspiradoras. Respiram aliviados o odor úmido e suave de um jardim de damas da noite. Pianinhos, pianinhos.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Meu povo não vá simbora...

Se tem algum legado dos Jogos Panamericanos, ao menos para mim, foi um grupo musical que conheci na abertura do Pan.

É um grupo que surgiu do Teatro e que faz música a partir de vários ritmos africanos e de descendência lusitana. O que se vê é uma mistura ritmos, danças e balanços que poucos sabem como se dança, mas que empolga quem assiste.

Esse grupo, assim como tantos outros, faz mais sucesso fora do Brasil e já recebeu dezenas de prêmios na Europa. Também gravou um DVD da MTV em 2005 na casa das caldeiras.

Apesar disso, é um grupo que não obtem espaço na mídia, mais interessada nas curvas de Cláudia Leitte e nas fraquíssimas músicas criadas por Wanessa Camargo e por outros pseudo-artistas desse Brasil varonil.

O Cordel do Fogo Encantado, mostra como é a música brasileira. É pura, tem conteúdo e mostra a cara do povo.

Nada de Wanessas à la J. Lo ou de Sandy´s fazendo jeitinho de Britney Spears santinha. O negócio é valorizar quem faz música de verdade.