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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Os 7 Pecados Capitais - Inveja - Eu queria ser você

Queria tanto ter um blog igual ao seu, só para escrever igual a você, e ter os mesmos comentários na minha página. Você é demais!!!

Existem alguns tipos de invejosos pelo mundo. Vejamos os exemplos :

  • O Seca-Pimenteira - Aquele que atravessa com o olhar e cobiça até sua surpresa do kinder ovo.

  • O Desdenhador - Sujeitinho nojento, que a cada palavra que você diz retruca dizendo qualquer coisa, só pra te deixar por baixo, mas no fundo ele está doidinho pra ser igual a você. Pode ser identificado pelo movimento de cabeça utilizado pela Fat Family. (Por favor, não faça esse movimento)

  • O Banco Imobiliário - Esse é mais "profissa", mas pode ser encontrado em qualquer tipo de relação. O objetivo dele é vencer você. Ele quer suas 4 casas com hotel no Morumbi e fará de tudo pra te mandar pra prisão.

  • O Prozac - Facilmente identificável pelo tom de Depressão e o termo "Ahhh! se...". Ahhh! Se eu tivesse uma internet de 100mb igual a sua eu seria mais feliz, e poderia deletar o meu discador do IG... Pegou o Espírito?

  • O Transformer - Não importa o que você tenha, o dele é melhor. Ele não pode ficar por baixo.  - Legal que você tenha uma Porsche, a minha Maserati se transforma num liquidicador com 5 velocidades.
 


Esse tipo de pessoa tem, na verdade, um grande complexo de inferioridade e por isso, despreza suas conquistas e passa a cobiçar o alheio. Sendo totalmente democrático, este pecado pode ser notado entre irmãos e familiares, entre amigos e colegas, entre classes sociais e ultimamente uns agressores, principalmente na avenida Paulista, tem demonstrado sua inveja pela escolha sexual dos outros.

Para afastar o invejoso vale de tudo: colírio diet galho de arruda na orelha, vaso com espada de são jorge na porta de casa ou vaso de pimenteira dentro de casa, sal grosso atrás da porta e mais um monte de outras crendices...

Até Shakespeare fala sobre esse tipinho. Em sua obra Otelo, referiu-se à pessoa de olho-gordo como "monstro de olhos esverdeados". Mais tarde a idéia foi adaptada ao popular e hoje falamos a frase "verde de inveja".

Como eu sei que você já está morrendo de inveja da minha astúcia, vou ali me benzer... Sai Zica!!!

Os 7 Pecados Capitais - Preguiça - Preg

Do latim pigritìa, estado de prostração e moleza, de causa orgânica ou psíquica, que leva o indivíduo à inatividade; desânimo, esmorecimento, indolência.
Resolvi começar esse post copiando do dicionário por pura preguiça, afinal de contas dá muito trabalho começar um post, tem que pensar, tem que digitar, tem que ler...
O preguiçoso é na verdade uma pessoa que não gera expectativas e sempre desvia de qualquer culpa que possa recair sobre ele. Pense naquele cidadão, eu nunca disse baiano, que por querer procrastinar, deixa todas as suas tarefas pra depois. Alguns dias passados elas se acumulam e este ser humano é cobrado. Para a psicologia, quando um pecador destes é importunado ele passa a pensar que o estão retirando do seu estado de inatividade gerando ira (outro pecado capital) e teimosia, afinal de contas, o sujeito vai arranjar mil desculpas por não ter feito e pra não fazer.

As desculpas são as mais esfarrapadas possíveis. Você já deve ter ouvido:
Desculpa - Não fiz o relatório porque não deu tempo.
Verdade - Não fiz o relatório porque fiquei no orkut fuçando a vida da minha ex-namorada.

Desculpa - Não te liguei porque minha bateria acabou.
Verdade - Não te liguei porque estava vendo meu time na TV jogando contra o Avaí.

Desculpa - Eu me atrasei por causa do Metrô.
Verdade - Eu me atrasei porque, ontem, eu fiquei assistindo Domingo Maior que passava um filme do Chuck Norris e que por sinal já tinha visto umas 18 vezes.

A preguiça corrompe, e num nível elevado compromete várias áreas de uma vida. Se pensarmos um pouco mais a fundo, podemos colocar, como hipótese, o fato dos relacionamento de hoje serem superficiais pela preguiça de se aprofundar e se empenhar em algo. Afinal de contas é muito mais fácil ser uma pessoa que "fica" do que uma que namora, é muito mais fácil ser um cafajeste do que ser um pessoa de princípios.
Segundo a igreja católica trata-se de um do 7 pecados capitais (que são merecedores de condenação) que se caracteriza principalmente pela pessoa que vive em estado de falta de capricho, de esmero, de empenho, em negligência, desleixo, morosidade, lentidão e moleza. Aversão ao trabalho, freqüentemente associada ao ócio, vadiagem.

Curiosidades:

- Preguiça é o 3º crime no filme Seven - os sete pecados capitais;
- O Demônio relacionado a Preguiça é Asmodeus;
- A virtude que contrapõe este pecado é a Diligência;
- O Baiano é considerado preguiçoso porque todo nordestino (chamado instantaneamente de baiano) quando chegava na região sul do país não tinha emprego, consequentemente era um preguiçoso.
Por favor, não fiquem com preguiça de comentar.
Tira retirada do site Tirinhas.com

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Mea Culpa

O dia começa, a rotina e a inércia norteia a todos como em qualquer outro dia. Parece que as pessoas andam com seus olhos vendados, andam no automático e não percebem o que as cerca. Precisa ser algo muito grande, seja muito bom ou muito ruim, para tirarmos a concentração dos nossos umbigos.

O que aconteceu ontem no Rio de Janeiro é uma dessas tragédias que nos fazem pensar o caminho que temos percorrido, mas de um modo maior, como cidadãos.

Sem hipocrisia, o grande culpado morreu ontem, mas todos nós temos nosso percentual de culpa, alguns mais, outros menos. Você pode não concordar com as minhas colocações, mas, o fato é que, se desmembrarmos algumas verdades chegaremos em como somos todos culpados.

Desmembremos:

PERGUNTA: O rapaz estava armado, certo? Quem vendeu a arma a ele? Se hoje, só pessoas com porte de arma e policiais/forças armadas podem possuir tal artefato, como o rapaz conseguiu?
RESPOSTA: Tráfico de armas, via fronteiras desprotegidas ou até mesmo a arma que um cidadão de bem compra para se defender e após um assalto a arma legal vai pra ilegalidade. Todos sabemos da facilidade que é entrar com armas no país e a facilidade que é de comprar um dessas na ilegalidade, mas se alguém compra é porque tem mercado para isso.

VEJA Como funciona o tráfico de drogas

PERGUNTA: Qual seria esse mercado?
RESPOSTA: O tráfico de drogas. As armas chegaram ao Brasil ou até são fabricadas por aqui e caem na mão dos bandidos, mas o que isso tem a ver com peguinha inocente seu, do seu amigo, do seu conhecido? Se isso é um mercado ilícito, o vendedor precisa se proteger da polícia, dos fiscais de fronteira, entre outros, que muitas vezes são até seus sócios nesse negócio.



PERGUNTA: Mas quem é o responsável por inibir o livre acesso de armas, drogas ao país e impedir que os traficantes tenham seus clientes?
RESPOSTA: Os políticos, policiais, agentes e outros funcionários públicos. A partir de políticas públicas é possível inibir algo tão grandioso? Na verdade, cada um dos políticos desse país, que são pagos para serem nossas vozes nessa democracia, tem a obrigação de se empenharem ao máximo para impedir cada revólver, cada biriba, cada grama de cocaína, ou cada punhado de maconha de entrar e ser vendido ilegalmente no país.



PERGUNTA:  Mas quem coloca essa gente no Governo?
RESPOSTA: Todos nós. Cada vez que o governo falha, você falha, eu falho. Falhamos por não cobrar, falhamos por votar sem saber, falhamos por nos isentar da responsabilidade de sermos cidadãos. E cada vez que o nós falhamos, um traficante se aproveita...



A história se repete porque nós preferimos prestar atenção no próprio umbigo.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Praga de mãe pega!

Historicamente, o homem cresce aprendendo com seus erros. Sua mãe diz para não por a mão no vidro do forno pois está muito quente e você vai queimar a mão. Isso soa como um desafio. O dedinho vai mansinho chegando perto até que vem o choro e o berro da experiência diz: eu não te disse!!!

Agora imagine que uma empresa é filha da opinião pública. Cada reclamação, cada indignação pela falta de profissionalismo deveria parecer como um puxão de orelha, e em alguns casos umas boas palmadas, mas é difícil encontrar aqueles que escutam suas mães. Conforme crescemos vamos amadurecendo e passamos a ser mais prudentes.

Voltando o olhar para o mundo corporativo, apesar de respeitar, a maioria das instituições não sabem lidar com os seus consumidores e batem cabeça durante um problema, simplesmente, por nunca ter pensado que a viveria. Ignorar alguns sinais de uma crise é dar um tiro no pé, e esse tiro pode custar muito tempo de tratamento.

Nesta última sexta-feira presenciei algo que me deixou bastante contente, o primeiro passo para a fase adulta da TELEFONICA. Isso mesmo, a empresa de telefonia espanhola. Fui convidado para participar de um evento que reuniu alguns blogueiros, entre eles Edney Souza, Luiz Yassuda, Alexandre Fugita, Thiago Mobilon. Todos reunidos para ouvir Fabio Bruggioni, Diretor da área residencial. O intuito deste bate-papo era deixar o coitado do Fábio nervoso, digo, era deixar que nós expuséssemos nossos pontos de vista, nossas questões a respeito dos serviços prestrados pela empresa. E ao mesmo tempo, a intituição poderia dimencionar o quanto esses consumidores potenciais qualificam a reputação de sua marca.

O que me deixou bastante contente, como disse anteriormente, é o fato da TELEFONICA dar a cara a tapa. Bruggioni, mostrou algumas soluções mas mostrou principalmente preocupação com o nome da instituição, preocupação com seu cliente. Isso é um avanço se pensarmos que o maior ponto negativo dessas empresas é justamente o atendimento aos seus clientes.

Dito isso, posso falar de alguns pontos que acho relevantes levantados na conversa.

O primeiro deles é o fato do Speedy neste momento voltar a ser uma boa opção de banda larga. Bruggioni fez questão de nos mostrar os fluxogramas do Speedy, agora corrigido e estável. Ele quis mostrar que a equipe estava inteiramente comprometida na recuperação após a crise da banda larga.

Em segundo lugar reconhecer algumas falhas. Em 2002 solicitei a instalação do Speedy em minha casa, e o que me deixou incomodado e de mãos atadas foi o fato da empresa demorar quase 1 mês para realizar a instalação. O que fora prometido não fora cumprido, além disso, eu fui cobrado na ocasião, por um serviço que não estava utilizando. O que ocasionou o meu aborrecimento e no primeiro momento em que pude realizar a troca por um concorrente, o fiz, sem pestanejar. A solução para isso foi só iniciar a cobrança após a primeira autenticação do serviço e um novo procedimento para instação.

Agora, o ponto mais relevante, na minha humilde opinião, foi a empresa passar a enxergar o seu cliente. Isso é fundamental para o sucesso. Não é só enxergar que 30% a 40% dos consumidores de Speedy são da classe C, é fazer com que o atendimento a esses cliente seja bem realizado. Não é só desenvolver novos produtos, como o Orby, mas fazer com que eles sejam realmente uma boa opção e que agreguem valor ao nome da empresa.


Orby é um Smartphone residencial. Com ele é possível, por exemplo, 
mandar SMS, ver emails ou pedir comida online, além, é claro, de fazer ligações. 
Lançamento previsto para Dezembro deste ano.

Ouvir o que seu público tem a dizer é ser menos arrogante, e demonstra amadurecimento por parte de uma empresa. Ouvir nossa opinião sobre a campanha publicitária, sobre posicionamentos da marca é, antes de tudo, poder corrigir um ato falho e prevenir crises posteriores. Casos como o da OI, são ótimos exemplos de como deixar seu público alvo nortear os rumos da empresa. Ela notou que as principais queixas nas operadora eram portabilidade e as cobranças de multas por cancelamento e se aproveitou disso para fazer uma campanha massiva dizendo que a OI não faz isso. Genial, não é? Bastou abrir seus ouvidos.

Por essas e outras é que brigar com sua mãe geralmente acaba mal, pois por mais que você a menospreze e a ache antiquada, ela ainda sabe mais que você.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

A Arquitetura da Fotografia - Relatos de um fã de Cristiano Mascaro

Cristiano Mascaro são os olhos de São Paulo, assim como o Parque do Ibirapuera é o nariz e a Sala São Paulo é a boca. Nenhum trabalho fotográfico sobre a maior metrópole do país é mais importante que a desse artista da luz.

Nascido em Catanduva, interior de São Paulo, aos 22 dias de outubro de 1944. Mascaro se formou em Arquitetura pela FAU/USP em 1968, em 1986 se torna Mestre em estruturas ambientais urbanas pela FAU/USP com a dissertação O Uso da Fotografia na Interpretação do Espaço Urbano e em 1994 consegue o título de Doutor também pela FAU/USP com a tese A Fotografia e a Arquitetura. Mas foi durante a faculdade, em uma escapada de uma de suas aulas, que ele se encantou com o que seria sua profissão. Ao procurar alguns livros na biblioteca, se deparou com um todo especial, nele estava a obra de um dos maiores gênios da fotografia: Henri Cartier-Bresson, o francês que desenvolveu uma maneira própria de fotografar e que depois a apelidou de momento decisivo. Ainda fora inspirado por nomes como Robert Frank, aquele nobre homem que produziu The Americans há 50 anos, além de mencionar sempre outro mestre: Irvin Penn.

Com todo esse referencial, Ricardo Ohtake, no documentário Mascarianas que fala do trabalho de Cristiano, traduz bem e reforça o lado estético e o trabalho de luz e sombra, muito presente na obra do fotógrafo. A arquitetura está, de fato, muito presente em seu olhar, mas ele também revela um lado humano presente em todas as cidades. 

No bate-papo que tivemos com ele no Sesc Pinheiros na sexta-feira passada (06/11), com mais 20 sortudos presentes , ele fala: "não existem cidades, existem pessoas", e é nessa frase que conseguimos ver sua preocupação humanística, que por mais que sejamos cercados de belíssimos arranha-céus nada faria sentido sem alguém para habitá-los.

É pena que tantos paulistas e paulistanos desconheçam seu nome e principalmente seu trabalho. Eu, quando comecei a me interessar pela caixa mágica (não, não é a TV), me deparei e me encantei com um livro deste senhor bem-humorado e simpático. O livro era São Paulo (Editora Senac, 2000, 199p). As composições eram meticulosas e pareciam desenhadas de tão bem dispostas. Na conversa com ele, ficou claro que ele é dotado de uma grande paciência para realizar seus projetos e que é perfeccionista, mas grandes gênios tem que ter essa vontade de sempre fazer o melhor e ele consegue ser simples e totalmente abrangente em uma imagem, algo que admiro.

Neste momento, ele vive uma nova fase de sua vida, descobrindo a fotografia digital. Sim. Faz apenas dois anos que Cristiano deixou de usar suas câmeras de filme, e ele diz com muita graça: "ainda não aprendi a mexer, algumas vezes eu aperto o botão do menu com o nariz". E nesse novo instante suas preocupações mudaram, o que antes era feito numa sala escura, hoje é feito diante de um computador, em relação a segurança ele disse: "Tenho que colocar minhas novas câmeras no seguro, pois essas são visadas.(..) com as antigas nunca tive problema, acho que os ladrões sentiam preguiça de ter que levar tripé, câmera(...)".



Depois dessa noite memorável e de tanto falar sobre minha mais nova paixão profissional, pude chegar para um dos meus grandes ídolos, apertar sua mão e dizer: "Parabéns pelo seu trabalho". Ele bateu no meu ombro, agradeceu e eu fui embora, pelas ruas de São Paulo retratadas por ele e que me inspiram.

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Trecho do documentário de Alexandre Leal que apresenta o fotógrafo, arquiteto e professor Cristiano Mascaro Faz parte da série de DVDs Encontros do Itaú Cultural sobre artistas e outras personalidades da história do Brasil.

Disponível para empréstimo gratuito na midiateca da sede do Itaú Cultural em São Paulo ou em bibliotecas e instituições parceiras do Instituto. Mais informações: (11)2168-1777

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Superficialidade Técnica

O que é beleza para você? A subjetividade desta resposta está embrenhada na formação de cada um e faz com que a diversidade seja o fator mais importante dentro da sociedade atual. Mas como fuciona isso? Por que somos tão diferentes? No desenvolvimento de uma personalidade a sua cabeça funciona como um baú, onde coloca-se apenas o que VOCÊ acha interessante e valioso, e faz com que não existam dois baús iguais, pois não existem duas pessoas que tenham vivido as mesmas coisas com a mesma intensidade e raciocínio, em nenhuma parte do universo, por isso falar sobre o conceito de beleza torna-se algo impraticável.  E discutir a ferro e fogo o que me satisfaz estéticamente leva diretamente a essa frase: "o segredo do sucesso eu não sei, mas o do fracasso é tentar agradar a todos".

Usando a fotografia como parâmetro, li o ótimo texto do Ivan de Almeida, em seu blog Fotografia em Palavras, ele fala sobre o conceito da fotografia bela ou tecnicamente correta, e concordo inteiramente com a concepção da qual ele faz referência: onde simplesmente responder a questão de que a imagem é bonita não quer dizer efetivamente que ela seja ou não bela, ou mais além, não quer dizer que ela tenha algo em sua essência que seja importante.

O que deve fica claro, pelo menos para mim, no texto do nobre Ivan e nessa discussão, é que falta identidade para cada imagem produzida. Como quando me trouxeram uma revista Clix e no mesmo momento em que bati o olho, identifiquei e disse: foi o Clício Barroso que fez a capa. É esse tipo de assinatura que vejo em alguns profissionais e que falta na maioria, ou é muito complicado de reconhecer quando o retrato era de Arnold Newman? Ou quando a fotografia é de Cartier Bresson?

A discussão de beleza deve ser absolutamente colocada de lado, isso na verdade pouco importa, afinal nem sempre concordaremos sobre algo tão singular e nem vai adiantar tentar provar para mim que o seu bonito deve ser o meu bonito.

Usando ainda a fotografia como referência, entre milhares de imagens que somos submetidos todos os dias, poucas têm o formato despadronizado (exemplos de padrão na fotografia: regra do terço, padrões de iluminação, padrões de configuração de câmera e até mesmo padrões de utilização de softwares para edição de imagem, que tornam todas as fotos com o mesmo formato básico). Dentre as despadronizadas temos as que foram feitas sem o mínimo de conhecimento técnico e temos aquela que tiveram um porquê na sua elaboração e consequentemente em sua feitura.

Lendo Luz, Câmera e Ação de Edgar Moura, fica claro o motivo do problema "padrão". Lá ele menciona: "Você quer saber onde, como e quando (iluminar), e eu acho que, para se chegar lá, é preciso passar por Deus, pela lua e pelos homens. O único jeito de saber como é saber porquê...", trocando em miúdos: os novos alunos e estudiosos visam a técnica e pouco intelecto. O Twitter é um grande reflexo disso, bastam 140 caracteres para chegarmos a uma conclusão, ou passar uma idéia. Isso não quer dizer que o microblog seja uma péssima idéia, mas pode te limitar e principalmente te condicionar a uma vida de coisas breves e superficiais.

Estes dias li que não estamos mais na era da criatividade, estamos na era da relevância. Isso coloca TUDO no balde do politicamente correto e do tecnicamente perfeito. Aí você se pergunta, e daí? E eu te respondo: formando milhares ou milhões de técnicos temos apenas alguém para realizar uma determinada função, o que tem muita relevância, afinal de contas as funções têm que ser executadas. Agora vamos expandir. Seja você um fotógrafo, pintor, artista plástico, médico, engenheiro, culinarista ou qualquer que seja a profissão, se você quer realizar algo com suas características, com sua identidade, se você quer que algo feito por você seja realmente importante é necessário que se tenha, no mínimo, referências. Veja, não se trata de copiar, mas de absorver e entender como chegar até a um determinado resultado. Sabendo isso, conciliado a uma boa preparação técnica, teremos algo diferenciado.

O problema dessa história toda, e que gerou este post, é exatamente o quão superficial tem se tornado a educação e como estamos ficando condicionados a entender superficialmente de tudo. Outro dia, vi o Ed Motta falando sobre como ele é apaixonado por vinhos, por discos, por queijos... e como ele entende profundamente sobre cada assunto e ele disse: "hoje em dia parece que as pessoas vieram ao mundo a passeio".

Ele tem razão. Hoje, formam-se pessoas que durante toda uma vida serão meros apertadores de botão, e que passarão pela vida sem saber o motivo do botão estar ali.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Followers for Nothing and Chicks for Free

É fato que quando junta-se muito, mas muito brasileiro, sempre acontece o efeito muvuca! No Twitter não ia ser diferente. Segundo o IBOPE, em Maio deste ano 3,7 milhões de pessoas utilizaram o serviço de microblogs. Bastante gente, não é? Quem usa o site sabe que em alguns bons casos é possível ter contato com pessoas de fama, ou pseudo-fama, e isso gera um verdadeiro fuzuê (eu sei, esse termo é velho demais). A possibilidade de ganhar notoriedade por causa do número de seguidores é levada a sério, e muita gente disputa follow a follow como numa corrida de cavalos.


Mas isso não é de agora, quando o Orkut virou moda, a idéia era ter a maior quantidade de amigos possíveis. E a frase que ganhou o Brasil foi: "Me add!". Pra quem não sabe (e isso vale pra muito imbecil que falava essa frase e não tinha idéia do que significava) Add é um verbo do Inglês, que significa Adicionar.

Quando uma rede social passa do mundo virtual para o mundo real é porque o efeito muvuca está próximo. Enquanto as pessoas não reparam que o mesmo acesso que elas têm, você também tem, esse tipo de situação não acontece:

Vamos lá, imagine, um homem e uma mulher numa balada, ou num bar. Eles não se conhecem. Ele pede um chopp (não é Chopp Sol #piadadotwitter), ela pede um Sex on The Beach. Trocam olhares. Ele resolve investir e puxa assunto. Depois de muito papo furado ele faz a maldita pergunta: Você-tem-Orkut? PRONTO! Ela diz que sim. Ele sai correndo do bar e quando chega em casa a primeira coisa que faz, antes mesmo de trancar a porta, é "Add" a pretendente.

Esse é o primeiro passo para o efeito muvuca. Explico. Este fenômeno acontece quando um serviço, que tem a intenção de comunicação e aproximação de pessoas, deixa essa função para se tornar Status. E se esse Status se torna relevante para um determinado grupo de pessoas = BUMMMM! Efeito Muvuca!

Hoje as pessoas estão se digladeando por seguidores. Imagino como as pessoas fariam para ir na feira colocando esse Status como moeda.

- Oi, me vê uma dúzia de batatas.
- Prontinho, dona!
- Quanto é?
- 12 followers e 2 Britneys Fuckeds




Pensando nisso resolvi fazer uma imersão, levei minha pesquisa a fundo. Pensei em um método, que de alguma forma é o mais absurdo para chegar a um número x de seguidores e criei um fake! O Senor, digo, Senhor Silvio Santos (@silvio__santos) ganhou mais um fake que teve vida curta, apenas 3 horas e 50 minutos e que alcançou seu objetivo, chegar aos 300 followers. Podia ter chegado mais rápido se tivesse me empenhado, mas resolvi deixar o barco correr. A verdade é que TODOS sabiam que se tratava de algo falso, e que eu não era na verdade o verdadeiro Homem do Baú, mas mesmo assim, me ter por perto seria algo interessante, pois se um dia eu ficasse famoso, ou pseudo-famoso, eu poderia levar comigo as pessoas que me seguissem.




Mas vamos a metodologia. Para conquistar followers foi muito simples, procurei um grupo de pessoas desesperadas. Esse grupo segue um conceito semelhante aos de pirâmides de dinheiro, onde todos dão uma parcela pra um receber o todo. Neste caso não há dinheiro, e sim, seguidores, estes seguidores propõe que se você seguir uma lista com N pessoas, todas elas vão te seguir de volta. E isso acontece numa grande maioria e polui completamente a sua existência dentro do Twitter. A grande questão de tudo isso é: PRA QUE? (mas é um PRA QUE? aos gritos como os de Leandro Hassum).

E a resposta está no Efeito Muvuca. Status. Nada mais que Status.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Dicas dos Twitteres para o Fim de Semana!

Tá procurando o que fazer no feriadão? Veio ao lugar certo. No ComTatos, abrimos espaço para você montar a programação cultural para o Fim de Semana. Sendo assim, vamos às dicas.

Lembrando que clicando na imagem você será direcionado para a página do Twitter que deu a dica e logo abaixo você encontrará um link com mais informações sobre o evento.































Se você quiser mandar a sua dica, siga o @comtatos e sexta-feira que vem mande pra gente.

Agradecemos aos que colaboraram com dicas.

Um ótimo final de semana prolongado!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O florescer da maldade



Quantos filmes suecos você conhece? De quantos filmes suecos você já ouviu falar? Se a sua resposta é nenhum, que tal começar por uma obra que teve ótima repercussão e foi indicada ao Oscar de melhor filme estrangeiro no ano de 2004?

Trata-se de Evil, traduzido para o português como Raízes do Mal, e neste caso o título, realmente, faz jus ao enredo, já que o filme retrata aquilo que têm o poder de formar o caráter de uma pessoa, neste caso negativamente. A minha discussão aqui levanta o seguinte: Será que algo que aconteceu durante a sua formação pode mudar a sua forma de agir para o resto da vida? Pois bem, vamos aos fatos:

Você pode imaginar o que é ser humilhado, torturado e injustiçado, mas Erik, de 16 anos, viveu na própria pele tudo isso. Sua mãe, amedrontada, não adotou uma postura firme ao ver seu filho ser castigado pelo atual marido, o que era uma atitude comum na década de 50. Desde então, de alguma forma isso passou a agir na formação do rapaz, tornando Erik um rapaz violento, refletindo, como um espelho, as agressões que sofreu. A expulsão da escola onde estudava, fez com que ele fosse transferido para um colégio de renome, Stjärnberg. Porém, durante o filme, fica claro que a aristocracia da instituição, com seus alunos de origem mais nobre, tem o poder nas mãos e o usa a seu bel-prazer para garantir um falso sentimento de ordem.

Erik é aplicado, realmente um bom aluno, principalmente quando o assunto é natação, esporte que domina com facilidade. Porém, seu currículo mostra que bom comportamento não é o forte e, se antes não costumava baixar a cabeça para certas imposições, na escola isso não seria diferente. O importante é que ele encontra por lá um amigo – Pierre - e um amor – Maria - fatores que não eram comuns na vida do garoto. Diante de tantos influentes, Erik é colocado à prova a cada instante, mesmo tendo como objetivo a mudança dos rumos de sua história, porém tudo parece seguir para o mesmo ciclo vicioso e violento na qual fora inserido.

O filme traz um roteiro muito bem adaptado do best-seller Evil, de Jan Guillou, que, pasme! – trata-se de uma história autobiográfica. A ótima atuação por parte de Andreas Wilson (Erik) conduz de forma exemplar o ritmo do filme. E por falar em ritmo, a trilha sonora é muito bem balanceada, em um determinado momento me lembrou Os Intocáveis (Untouchables, The, 1987 – Brian De Palma). A fotografia é cuidadosamente bem executada, com um elegante ar cinquentista. A película, como um todo, é muito bem produzida e dirigida e foi indicada com louvor ao prêmio da estatueta dourada.

Agora, se você ficou curioso e quer saber mais sobre a influência das condutas alheias em nossa personalidade, além de conhecer a história de Erik, eis aqui uma boa oportunidade para mudar as respostas negativas às perguntas do início deste texto.

Evil - Raízes do Mal (2003)
Título original: Ondskan
Direção: Mikael Håfström

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Pequena locadora de prazeres

Você vai às compras sempre? E com o que você gasta seu rico dinheirinho? Entre roupas, calçados e eletrônicos fica uma dúvida. Pra que? Espremendo ainda mais essa questão, fico indignado com o quanto o valor de certas coisas se perderam.

Você pode pagar R$ 1.200,00 em um celular de última geração que tem 3G, câmera, mp3, mp4, mp5, mp6, mas quanto você pagaria por uma brisa num dia de calor? Você pode pagar R$ 2.500,00 em uma TV de LCD da melhor marca, com os maiores recursos, que tem até controle remoto que brilha no escuro, mas quanto você pagaria por um abraço apertado de um amigo?

Venho refletindo sobre isso faz algum tempo. Parece um assunto meio auto-ajuda, mas é na verdade um conselho. E como tratamos de cultura por aqui, o meu conselho vai exatamente de forma cultural, mais precisamente, cinematográfica.

Um sonho de liberdade

Neste enredo a liberdade é colocada em discussão e o quanto uma pessoa pode ser paciente em busca de um objetivo. O filme tem uma fotografia primorosa e, para aqueles que acham que Stephen King só sabe fazer terror, essa obra foi adaptada de seu livro homônimo. O elenco principal conta com Tim Robbins (Andy Dufresne) e Morgan Freeman (Ellis Boyd "Red" Redding).


À procura da felicidade

É a comovente história de alguém que luta por um sonho e encontra as mais variadas dificuldades para atingi-lo. Prova de que todos os obstáculos podem ser superados é que o filme é baseado em fatos reais e teve, nas filmagens, a colaboração do próprio Chris Garner (personagem central protagonizado por Will Smith). Com atuações perfeitas de parte da família Smith (sim, porque além de Will, seu filho Jaden Smith contracena com seu pai) o filme ganhou em emoção e credibilidade.


Curtindo a vida adoidado

Este filme ficou famoso pelo total bom humor de Ferris Bueller (Matthew Broderick) em tornar seu dia de folga uma verdadeira aventura. Apesar de ser muito engraçado tem algo nas entrelinhas que é bastante profundo, principalmente nos dias de hoje: O Tempo! Ou melhor, o quanto perdemos do nosso tempo servindo a outros propósitos, que não a nós mesmos.


Patch Adams - O Amor é Contagioso

O médico que revolucionou a forma de se relacionar com seus pacientes foi protagonizado no cinema por Robin Williams e ganhou seu público pelo carisma e a forma de ver a vida. O exemplo de vida, principalmente profissional, do Dr. Hunter "Patch" Adams é levado com irreverência, mas com toda a seriedade que o tema merece.


Antes de Partir

Para finalizar bem, este filme conta também com o grande Morgan Freeman que dessa vez contracena com alguém tão bom quanto ele, Jack Nicholson. O filme trata de um assunto que começou este post: quais as coisas mais valiosas em uma vida? O filme tem uma boa dose de humor, além de ser emocionante. Vale a pena conferir suas listas de desejos e como eles fazem para realizá-los.

Tente não assistir todos num mesmo dia ou final de semana (com exceção para Curtindo a vida adoidado, que pode ser visto 2 vezes ao dia após as refeições) para não ficar com marcas nos olhos de tanto chorar. O importante mesmo é captar a mensagem!

Prepare o lenço de papel e bom filme!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Come to the Fan Side

Quando uma obra transcende as telas e vira realidade? Os fãs de Harry Potter, Star Trek, Senhor dos Anéis, Arquivo X, são frutos de outros fãs: os admiradores de Star Wars estão no topo dessa cadeia alimentar.

Eventos são organizados por todo o mundo, com diversas pessoas figuradas de seus personagens favoritos, que levam suas atuações muito a sério. O Brasil não poderia ficar de fora e no ano passado realizou um evento dos mais visitados neste sentido. A exposição Star Wars Brasil ganhou Porão das Artes no Parque do Ibirapuera e contava com mais de 200 peças entre figurinos, réplicas de naves e maquetes.

Agora se focarmos ainda mais a nossa visão veremos que outros eventos acontecem a todo momento, é o caso do Saturday Fever - 1º Encontro Hasbro de Colecionadores Star Wars que teve sede em três lojas de brinquedos colecionáveis pela capital de São Paulo, são elas: a Semaan, que fica próxima ao metrô São Bento, a Coleciona, que fica na Rua Augusta e a loja Acme Brinquesdos que fica no Jaçanã (zona Norte - bairro onde cresci e moro até hoje) e onde eu fiz questão de acompanhar o evento.

Além de ter uma pequena exposição de objetos colecionáveis no interior da loja, a Acme reservou um espaço para palestras. Houve uma série de promoções e, principalmente, muitos curiosos.

Imagine-se andando por uma avenida e encontrar Lord Darth Vader e mais uma trupe de 20 personagens. Foi isso que aconteceu num desfile à luz do dia na Avenida Guapira, que corta o bairro do Jaçanã. Carros pararam, crianças correram para tirar fotos, pessoas vislumbradas e sem entender absolutamente nada, foi um verdadeiro encontro entre a fantasia e a realidade. Uma cena muito engraçada foi quando um senhor que passava ao meu lado e, ao ver aquela multidão de pessoas travestidas, gritou com convicção: "o mundo tá acabando"!



Foi muito interessante estar presente e notar a amizade existente entre os participantes, e como algo que nasceu para o cinema pode ter tamanho impacto no nosso cotidiano. Confesso que não sou fã de Star Wars, mas saí de lá com muita vontade de rever os filmes e é isso que vou fazer. Quem sabe no próximo evento eu não vá de Chewbacca ou de Han Solo!

Veja mais na nossa galeria de fotos, clicando ===> aqui

Que a força esteja com vocês!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

A Arte da Paz

Se você é de São Paulo já deve ter reparado que no Metrô existem máquinas que vendem livros. Um desses livros leva o título de A Arte da Guerra, escrito porSun Tzu. Um livro que conta as estratégias adotadas para um combate racional, mas uma guerra que mata inocentes não pode ser racional. Assim como a literatura, uma outra arte escreve sobre a guerra e promove a paz: a música.

Principalmente pela linguagem do Rock´n´Roll, já vimos uma série de canções que cantam os absurdos de uma luta armada. One do Metallica mostra a dor acima de tudo e em determinado momento fala O campo minado levou minha visão. O Dire Straits criou uma pérola, Brothers in Arms relata o companherismo em um combate "e apesar de terem me ferido gravemente, em meio ao medo e ao pânico, vocês não me abandonaram, meus companheiros de batalha", mesmo quando eles acreditam em outra coisa "somos tolos de guerrear contra nossos companheiros de batalha".



O Sistem of a Down, conhecido por suas letras de protesto, tem em seu currículo uma letra bastante audaciosa tratando de terrorismo, suas causas e fatores. O refrão leva para um grande e sonoro "BOOM! BOOM! BOOM! BOOM! Toda vez que você solta a bomba, Você mata o Deus em que o seu filho nasceu. BOOM! BOOM! BOOM! BOOM!". Agora, poucas músicas tem uma composição tão bela quanto Carta aos Missionários da banda Nenhum de Nós, que menciona a crueldade "Missionários em missões suicidas/Crianças matando crianças inimigas/Generais de todas as nações, fardas bonitas, condecorações/Documentam na nossa história/O seu rastro sujo de sangue e glória"



Mas nem tudo é horrível, algumas músicas tratam exatamente do oposto, a mais famosa delas é Imagine de John Lennon que canta assim "Imagine todas as pessoas/Vivendo a vida em paz/Talvez você diga que eu sou um sonhador/Mas não sou o único/Desejo que um dia você se junte a nós/E o mundo, então, será como um só, o Rei do Pop, Michael Jackson também deixou sua marca e Heal the World é a marca de que ele queria fazer alguma coisa pelo mundo "salve o planeta/Faça dele um lugar melhor/Pra você e eu/E toda a raça humana/Tem pessoas morrendo/Se você se importa o suficiente com os vivos/Faça do mundo um lugar melhor/Para você e para mim". Você pode até discutir se isso realmente faz alguma diferença, mas é indiscutível que se há tantas músicas que levam essa mensagem, algo ou alguém já deve ter sido influenciado por elas.

Pra finalizar, a música que virou um hino a paz, principalmente, porque foi ttrilha sonora do MARAVILHOSO filme Bom Dia, Vietnã. A voz marcante de Louis Armistrong cantando"Eu vejo os céus azuis e as nuvens tão brancas/O brilho abençoado do dia, e a escuridão sagrada da boa noite/E eu penso comigo/que mundo maravilhoso".



Love and Peace!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Game Over

A vida é realmente um vídeo-game. Nos primórdios era como o telejogo, ía-se de um lado pro outro sem saber o que fazer. Então veio a fase do Pacman, viviamos pra comer e comíamos pra viver, depois a fase do River Raid, simples e doce: pega-se o aviãozinho e vamos ultrapassando os obstáculos sem fim, sem fim mesmo. E mesmo assim era divertido, fácil de interagir, nada muito complexo, como antigamente.

Telejogo - PacMan - River Raid

Mas os humanos não podem ficar parados, tem que evoluir é lançado para algo realmente diferente: a fase da socialização. Mários e Luigis, convivendo juntos, Sonic e Knuckles passando cada vez mais rápidos pelos seus objetos em comum, famílias inteiras de Donkey Kongs se matando por cachos de banana. A socialização nos levou a patamares cada vez mais elevados de discussão, e as discussões levaram às guerras, um verdadeiro Mortal Kombat. O homem que ao mesmo tempo passou a viver em sociedade passou a brigar com seu semelhante, e na maioria das vezes sem mesmo saber o porquê, como no Street Fighter, que só se descobre o motivo da luta quando já vencemos.



Super Mario Bros - Sonis Knuckles - Donkey Kong Country




Fomos ficando cada vez mais impessoais, cada vez mais distantes, passamos a criar nossos próprios mundos, como em SimCity. Passamos a simular nossos maiores prazeres: futebol (internacional Super Star Soccer), sexo (Playboy: The Mansion) e rock´n´roll (Guitar Hero). Passamos a retratar nossa solidão como algo tão triste que enfrentaríamos as maiores dificuldades para ter alguém por perto como no Shadow of Collosus. A solidão é tamanha que parece que vivemos sozinhos numa multidão e que todos estão contra nós, como em Resident Evil.

SimCity



Neste mundo de comparações, existem alguns pontos que, geralmente, elevam as semelhanças entre a vida e os vídeo-games:

As fases são a completa reprodução de partes de uma vida, você sempre passa por boas e más fases durante seu percurso, assim como nos jogos eletrônicos.

Os Chefes são seres que lhe impedem de continuar jogando, ou fazem você melhorar no decorrer do jogo. Afinal de contas, alguns lhe dão poderes ou sabedoria que você não tinha antes, como em Megaman.


Options são configurações que você deveria ver antes de começar a jogar, mas a maioria não vê. Você poderia por exemplo, começar no modo fácil, e ir dificultando enquanto se joga, mas ao invés disso a ansiedade lhe consome e logo a pessoa já está jogando.

Códigos existem em alguns jogos e, assim como na vida, alguns usam pra se beneficiar e passar pelo desafio de forma mais simples que os outros. Às vezes, a gente pára pra pensar como é que fulano conseguiu chegar tão longe, tão rápido. E na maioria das vezes descobre-se que os códigos foram usados.

Agora, existe algo nos jogos que a vida não tem e que muita gente gostaria que tivesse para poder corrigir alguns erros: o Continue!

Por isso, é bom ver e rever a estratégia quando se começa o jogo da vida porque se você perder é Game Over.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Verdade e a Imprensa: Globo x Record

Em nosso primeiro Vídeo Post falo um pouco sobre a Verdade e a Imprensa.



Deixe seu comentário!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Nada se Cria, tudo se Copia

Toda vez que fazem a regravação de uma música, ou até mesmo quando essa música é sampleada, muita gente torce o nariz, primeiro porque pode soar como falta de criatividade e segundo porque pode parecer que o artista está se aproveitando do status que uma música já tem para ganhar crédito sobre a sua canção.

Mas eu penso diferente. Dentre todas as possibilidades de música, uma das que me deixam mais impressionado é a capacidade das pessoas visualizarem algo novo naquilo que já foi criado. Isso porque, imagine que uma música já tem seu sucesso reconhecido e tem seu valor musical, neste momento, vem um outro artista e cria algo diferente com a mesma essência e não se trata de uma cópia e sim de algo novo e que realmente tem talento!

Exemplos temos aos montes, mas são em duas categorias músicais que esse recurso é altamente utilizado: o hip-hop e a música eletrônica. Vou colocar aqui 4 bons exemplos, mas nos exemplos não relacionei versões, preferi mostra o quanto uma obra pode ser modificada e passar a ter sua representatividade renovada com a nova roupagem.

Aqui no Brasil temos alguém que faz isso muito bem: Marcelo D2. Na primeira música vemos Cláudia, que foi uma grande "concorrente" de Elis Regina na época, e Marcelo D2 soube aproveitar muito bem a voz potente da cantora!

Cláudia x Marcelo D2



As próximas músicas seguem uma mesma linha, onde a músicalidade é o que se aproveita. Imaginem que Stevie Wonder concebeu a música que gerou uma das mais conhecidas trilha sonoras do cinema. E depois vemos o Rapper 2Pac colocando como base pra sua música uma ótima base de Piano tocado por Bruce Hornsby.

Stevie Wonder x Coolio



Bruce Hornsby x 2Pac



Pra finalizar, separei algo realmente diferente, Imaginem Frank Zappa, um ícone do Rock´n´Roll, revolucionou o estilo e acabou virando tango eletrônico do maravilhoso grupo Gotan Project que é uma referência neste estilo, pois foi pioneiro.

Frank Zappa x Gotan Project



Feitas as comparações, aproveito pra mostrar que Michael Jackson deixou sua marca também neste conceito. Vazou na mídia, não faz muito tempo uma cancção inédita do astro, onde ele aproveita a música A Horse with no name da Banda America e cria A Place Without no name. Compare com o trecho que foi divulgado.

America x Michael Jackson



Agora é com vocês. Conhece algum exemplo desses? Comente. Diga se o Antes ou o Depois ficou melhor! Queremos ouví-los!

terça-feira, 28 de julho de 2009

Vale a pena o Vale-Cultura?

Você já deve ter ido ao restaurante na hora do seu almoço e pago com seu ticket refeição, ou até mesmo ido ao supermercado e pago com seu ticket alimentação. O Governo Lula pretende implantar um novo ticket para os cidadãos, será o Vale-Cultura. Mas será que vale a pena?

Para analisarmos isso de uma forma mais simples, vamos estipular uma comparação: imagine que a internet fosse criada hoje, com toda a modernidade possível, com todos os recursos que já temos, e toda a população jamais tivesse tido contato com ela, e de repente a internet é disponibilizada para TODOS.

O que teríamos seria um bocado de gente tentando entender do que se trata, sem saber como usar, e muito provavelmente a grande maioria estaria utilizando de maneira errada este recurso. Pois bem, ai você me pergunta: o que isso tem a ver com o vale-cultura? e eu te respondo: tudo!

Isso porque, este programa pode estar disponibilizando a cultura para pessoas que não entendem a cultura como ela realmente é, desenvolvendo o intelecto e formando uma sociedade, e não quero passar aqui a imagem de que eu seja mais capacitado que qualquer outra pessoa que possa receber o auxílio, e na verdade o que eu quero dizer é antes de chegarmos a dispor ao público esse tipo de acesso, temos que primeiro prepará-los, com a educação de qualidade que o povo em sua totalidade merece.

Segundo o site do próprio Ministério da Cultura o Vale-Cultura funcionará assim:

"Trata-se de um cartão magnético, com saldo de até R$ 50,00 por mês a ser utilizado no consumo de bens e serviços culturais. As empresas que declaram Imposto de Renda com base no lucro real poderão aderir à iniciativa e posteriormente deduzir até 1% do imposto devido.
O Projeto de Lei que institui o Programa de Cultura do Trabalhador e cria o Vale-Cultura foi encaminhado ao Congresso Nacional por meio da Mensagem Presidencial nº 573, com pedido de tramitação em regime de urgência urgentíssima."


Fiquei indignado com duas coisas: primeiro a "urgência urgentíssima" que pra mim dá a impressão de fins eleitorais e em segundo lugar o próprio programa em si sugere uma troca infeliz, pois com esse dinheiro poderíamos incentivar a cultura de outra maneira: educando! Gilberto Dimenstein, ontem, em sua coluna para o Catraca Livre foi mais adiante e relatou que nós, contribuintes, pagaremos por isso!

E continuamos com o programa de assistencialismo do governo, onde diminui-se o valor das coisas cobrindo buracos ao invés de refazer a estrada. O bolsa-família é um exemplo onde o valor da dignidade é substituído pela assistência "dada" pelo governo, e que acaba gerando um papel que outros setores deveriam preencher, como o Ministério do Trabalho, incentivando a criação de postos de trabalho, colocando a disposição desta população empregos ao invés de entregar o dinheiro. Finalizando, o empresariado acaba tendo que tomar as mesmas medidas, quando oferece assistência médica, pois a saúde pública é deficitária ou quando oferecem vale alimentação, pois o salário é baixo pois paga os impostos atrelados a empregabilidade deste cidadão. Em outras palavras vivemos num país que cobre a cabeça e descobre os pés!

PS.: Coloco aqui, neste espaço, a minha opinião, talvez não seja de todos do blog.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

A nova loucura Internética!

Twitter é o nome mais famoso no mundo da internet ultimamente, isso porque, não há nada tão simples de usar e de tão fácil acesso.

O Twitter nasceu em 2006 na terra governada pelo Exterminador do Futuro, California, comunicando os escritórios da região de San Francisco.

Daí por diante o crescimento foi espantoso, atingindo em abril desse ano o fantástico número de 32 milhões de usuários pelo mundo.

Mas, o que faz do Twitter uma febre mundial diferente de tudo que existe nos sites de relacionamento, como orkut, facebook e outros?

Eu vejo como a nivelação de todos os usuários num patamar único, onde todas podem "falar e ser ouvidas" por qualquer pessoas que lá estiver.

Imagine-se falando com um dos gênios dos HQs, Neil Gaiman, ou falando com Marcelo Tas, ou até o possível candidato a presidente José Serra.

Com todo esse sucesso e com o fato do site dar toda essa liberdade de expressão, não demorou muito para a publicidade aparecer por lá.

Sites de eletrônicos, utilidades domésticas e portais criaram perfis para dispor seus conteúdos e para divulgar notícias em tempo real.

Começaram as manifestações políticas, com grande apoio de famosos para retirar Sarney da presidência do senado, após denúncias de nepotismo.

A notícia da morte de Michael Jackson foi o maior exemplo do poder da ferramenta em noticiar, e em 30 minutos o mundo já sabia de sua morte.

O mundo passou a se adequar a esse formato de comunicação: emissoras de tv, rádio, jornais estão disponibilizando seu espaço para interagir.

Com até 140 caractéres, como cada parágrafo deste Post, como podemos ser tão criativos? Estamos na era na comunicação, mas só Chacrinha viu!

Dicas para entender o Twitter

Twitter - Fazeroque from Kuca Moraes on Vimeo.



@ quando precede o username de alguém serve para mencionar algum usuário.

RT significa Retweet, ou seja, encaminhar uma determinada mensagem.

# significa que o que vem após esse símbolo é o tema ou assunto da mensagem como #forasarney ou
#comtatos

Agora que você já sabe, aproveita! Cria sua conta e segue o @comtatos, @nathyburacoff, @i_deia, @RicardoLeite, @fabiocamargo, @albertoluz.

Assinado @ronaldo_jr

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Michael, You Are Not Alone!

Esqueça o lado DANGEROUS de Michael Jackson, não foi este o que o fez ascender no mundo da música. Logo os nove anos, mal sabia o ABC, e já cantava com os Jackson 5. Porém, sua carreira solo foi o que fez toda a diferença. Em uma parceria maravilhosa com o maior produtor musical do planeta, Quincy Jones, fez quatro de seus cinco álbuns de estúdio que se tornaram os mais vendidos mundialmente em todos os tempos: Off the Wall (1979), Thriller (1982), Bad (1987), Dangerous (1991) e, produzido com nomes como R. Kelly, HiStory: Past, Present and Future – Book I, saiu do forno em 1995.

Michael Joseph Jackson era um artista completo, cantava maravilhosamente BEN, dançava como se não houvesse gravidade, como em SMOOTH CRIMINAL, além de ser um ótimo compositor, mas foram os vídeoclipes que, literalmente, mudaram o modo de ver a música no mundo. Cheio de efeitos visuais, Michael fez o mundo parar em 1982 com o lançamento de seu maior single, THRILLER, conseguiu algo que ninguém até hoje atingiu: vendeu mais 105 milhões de cópias. No clipe THRILLER a superprodução colocou o mestre do Terror, Vincent Price, para falar no finalzinho da música, aquela voz tenebrosa é dele e o rosto que aparece no final também. A coreografia é até hoje copiada e faz parte do inconsciente coletivo.

Você deve REMEMBER THE TIME em que o mundo aguardava ansioso por um novo hit do cantor, e assim foi por toda a sua carreira. Os fãs são os protagonistas das mais incríveis demonstrações de louvor a um ídolo. No DVD HIStory é possível ver essas manifestações de carinho e loucura ao som de Carmina Burana.

Por mais que alguns exaltem o lado BAD do artista, prefiro ver o quanto ele lutou pela HEAL THE WORLD, como em WE ARE THE WORLD, música feita em parceira com Lionel Richie e que tinha a intenção de arrecadar fundos para combater a fome na África, ou em THEY DON´T CARE ABOUT US, onde claramente falava sobre a violência, citando Martin Luther King. O clipe desta música, por sinal, tem uma versão filmada no Brasil.

Você pode não gostar de Michael Jackson, mas não pode culpá-lo por ter sido o maior ícone da música, se quer culpá-lo por algo BLAME IT ON THE BOOGIE, seja ele BLACK OR WHITE. Michael merece um post mais elaborado que esse, que farei futuramente, mas não podia deixar de homenageá-lo.

Michael, o mundo continuará ROCK WITH YOU!

TOP 5 - Esse é o meu, comente com o seu!



5º Remember the time
4º Rock With You
3º Blame it on the boogie
2º Don´t Stop ´Till You Get Enough
1º THRILLER

sexta-feira, 12 de junho de 2009

GIBITECA HENFIL: Um Oásis de São Paulo

Imagine um lugar repleto de Quadrinhos, onde você pode encontrar as mais belas obras da Nona Arte. Esse lugar é a Gibiteca Henfil, localizada no Centro Cultural São Paulo, e detém um acervo de aproximadamente 121 mil exemplares.

Bate-Papo Inicial

Reaberta a visitação há menos dois meses, a Gibiteca recebeu nossa visita, e, para nossa grata surpresa, nos deparamos com um dos maiores exemplos de paixão e de dedicação a um trabalho: Yara Maria Afonso, ou melhor, Dona Yara, que está na Gibiteca desde a sua fundação, há 18 anos.Dona Yara conhece melhor do que ninguém o acervo e conta com uma memória fotográfica para elencar aquilo que já existe e o que não existe mais nas prateleiras.

No bate-papo com Hugo Abud, coordenador da Gibiteca, e com Dona Yara descobrimos o quanto é complicado manter e ampliar a coleção, que tem como objetivo, pelas próprias palavras de Hugo: "não só conter um acervo, mas ser também uma referência em quadrinhos".

Obra de Arte e Administração

As Histórias em Quadrinhos são criações artísticas que seguem diversos padrões de estilo, desde romances, até estilos dadaístas (ou há alguma outra forma de poder definir, por exemplo, alguns dos mangás escritos pelos japoneses?!), assim, não é um exagero poder classificá-las como verdadeiras obras de arte, que comungam, ao mesmo tempo, roteiro e desenhos, não sendo simples livros ilustrados, mas, sim, uma arte que em muitos aspectos é criado com muito esmero, sendo representantes de um momento cultural datado, magníficos exemplos de como a cultura se desenvolve com o passar do tempo.

Agora, ter tudo isso à mão é uma responsabilidade sem tamanho. Imagine ter que catalogar todas essas obras de arte, sem ter parceria com editoras e sem a quantidade necessária de equipamentos de informática para administrar todo esse patrimônio? E, para nosso espanto, toda a coleção foi formada por doações. Isso mesmo, os quase 121 mil quadrinhos foram doados. Já na contramão disso tudo, conta com 7 funcionários dos mais dedicados para fazer funcionar a maior Gibiteca da América Latina, além da colaboração do diretor do Centro Cultural São Paulo, Martin Grossman.

O Grande Homenageado

Para termos uma noção do mundo existente na Gibiteca teremos que começar por Henfil, homenageado no nome da Gibiteca e que foi o maior expoente das histórias em quadrinhos no Brasil. Ele nasceu a 5 de fevereiro de 1944, em Riberão das Neves (MG) e faleceu dia 4 de janeiro de 1988 no Rio de Janeiro, aos 43 anos. Grande cartunista e quadrinista, foi colaborador de O Pasquim, em 1969. Em 1970 lançou a revista Os Fradinhos, seus personagens mais famosos e que possuem como marca registrada um desenho humorístico, crítico e satírico, sendo os personagens tipicamente brasileiros e que retratavam a situação nacional da época. Sua importância na História em Quadrinhos no Brasil se deve à renovação que trouxe ao desenho humorístico nacional. Henfil participou, ainda, em teatro, cinema, televisão e na literatura, tendo sido marcante sua atuação nos movimentos políticos e sociais do país. A Gibiteca Henfil disponibiliza para consulta a coleção completa dos Fradins, os livros “A volta do Fradim”, “Diretas já”, “Isto era”, “Henfil na China”, “Fradim de libertação”, “Como se faz humor político” e exemplares do Pasquim. Possui também acervo para pesquisa sobre o Henfil, entre eles, um fanzine de autoria de José Eduardo Cimó, livros teóricos, recortes de jornais e folhetos.

Pelos Corredores

Entre nomes e definições fica a curiosidade: por que no Brasil chamamos as HQ´s de Gibi?

Isso se dá porque houve uma publicação, em 1939, denominada Gibi, que fazia um compilado de vários quadrinistas e pelo resultado do sucesso desta revista é que, até hoje, entitulamos as Histórias em Quadrinhos de Gibis, inclusive até o local em questão leva gibi no nome.

Os gibis da época você também encontra por lá e algumas raridades podem ser vislumbradas na coleção da Gibiteca, como, por exemplo, a primeira história em quadrinho brasileira: O TICO-TICO (1905 em fac-símile) e a preciosa edição número 1 da Turma da Mônica, autografada por seu criador, Maurício de Sousa, que confessou não possuir esse exemplar, tendo em sua biblioteca pessoal apenas uma cópia montada por sua equipe recentemente. Além disso, o local possui também o Tarzan desenhado por Hal Forster, o número um da revista Super-homem no Brasil, o número um da revista Tex, além de peças mais contemporâneas como Palestina: Na faixa de gaza e Área de Segurança: Gorazde de Joe Sacco , Sandman de Neil Gaiman (eles tem uma autografada pelo próprio), Calvin e Haroldo de Bill Watterson, Mafalda de Quino e Tintim de Hergé.

Há também uma parte dedicada ao fanzine, neste espaço que possui hoje 3.100 exemplares podemos ver peças raras, como A Boca e Balão, que revelou figuras como Paulo Caruso, Luis Gê, Angeli e Laerte. Hugo nos revelou que existe a intenção de fazer uma exposição, prevista para outubro deste ano, sobre quadrinho marginal, algo especial para os novos nomes do quadrinho brasileiro e para conhecer a história daqueles que começaram por essa vertente.

Há histórias pitorescas como o do famoso quadrinista Lourenço Mutarelli, que frenquentava a Gibiteca e conheceu a sua esposa por lá; ou as várias exposições onde se fizerem presentes gente hoje muito famosa como Angeli, Laerte, Maurício de Sousa e muitos outros.

Para o Futuro

Alguns pontos foram tocados por Hugo, que na verdade, ele colocou como metas para o futuro da Gibiteca, que vamos listar aqui, até porque gostaríamos muito que a sociedade pudesse colaborar com o cumprimento desses objetivos:

1º Resgatar o público e divulgar o novo espaço;
2º Retomar os eventos;
3º Informatização a catalogação do administrativo da Gibiteca;
4º Enviar um projeto para digitalizar parte do acervo;
5º Criar parcerias com editoras, inclusive para lançamentos de novas edições.

Considerando a qualidade desse Oásis e das pessoas que fazem as engrenagens funcionarem, esses objetivos já foram alcançados.

Se quiserem ver nossa galeria de fotos da Gibiteca é só entrar aqui