Páginas

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Café nosso de todo dia

Entre um xícara e outra começamos a semana falando sobre o líquido que move o mundo, e se você pensou em petróleo está totalmente enganado, o Café é, por excelência, a bebida que motiva o mundo e você sabe que, com exceção daqueles que se negam a tomá-lo, todos saboreiam esse néctar para se manterem despertos, ou seja, os motiva.

Dia 14 de Abril é comemorado o dia mundial do café e é um momento muito propício para começarmos nosso especial.

O vinho da arábia, termo que origina a palavra café, não foi adotado atoa, e cada vez mais vem se tornando o grande estopim para centenas de casas especializadas, levando em seu contexto um ambiente muito propício para nossos tão conhecidos Comtatos. O grau de sofisticação é tanto que hoje existem revistas especializadas.

A revista Espresso, por exemplo, foi criada para os consumidores de café, aos executivos e produtores do mercado cafeeiro. Desde 2003, em tiragens trimestrais, seus aproximadamente 20 mil exemplares são distribuídos em bancas de jornal, pontos de venda de cafés e livrarias, sem contar os assinantes.

No Brasil, o cafeeiro foi cultivado primeiro no norte do país até que começassem a plantá-lo no sudeste, por volta de 1850, onde a árvore se adaptou perfeitamente e tornou o estado de São Paulo, seu maior produtor, o mais rico do país. Influenciando até na história do Brasil, ou você já esqueceu da república do café com leite, a bebida é ainda hoje um importante produto de exportação, e segundo alguns especialistas somos o principal e melhor produtor do fruto.

Agora vamos fazer uma pausa...

Tendo um tempinho no trabalho é pausa para o café, ou coffee break se você quiser enfrescalhar, em reunião de negócios, palestras, passeios e até quando sua tia vem te visitar tem a hora do café. Pensando nisso, toda segunda será publicada uma reportagem com dicas para dar sabor a sua semana trazendo opção para o final dela.
Degustem!

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Dica da boa

Caríssimos, nossa amiga Suelen sempre contribuindo com dicas muito interessantes.

Agora temos mais uma bem bacana para aqueles que gostam de tecnologia.

A mostra, que tem o título de: "Nano, Poética de um Mundo Novo" é composta por seis obras da artista midiática Victoria Vesna que integram arte, ciência e tecnologia, baseadas nos estudos do cientista James Gimzewski, ambos da Universidade da Califórnia, dos Estados Unidos.

Além disso tem como objetivo mostrar a nanotecnologia como algo prático e presente em nossas vidas, porém, abordará de uma maneira metafórica e poética.

Parece ser bastante interessante, afinal a nanotecnologia invadiu nossas vidas e já não vivemos sem ela.

Serviço:

Exposição "Nano, Poética de um Mundo Novo"

Quando: de 13 de Abril a 01 de Junho
Horários: de terça a sexta, das 10h às 20h
Local: Museu de Arte Brasileira da FAAP (MAB-FAAP) - Rua Alagoas, 903 - Higienópolis
Quanto: Na faixa

Festa Japonesa com certeza!

Se você gosta de cultura japonesa, não pode perder o evento que ocorrerá nesta sexta e sábado na Liberdade.

Não, não será mais um evento em homenagem aos 100 anos da imigração japonesa, e sim, uma festa em comemoração aos 2.632 anos de Buda. Na 42ª Hana Matsuri, evento conhecido como a festa das flores.

Buda tamém estará lá, ornamentado pelas flores. Além disso, haverá um grupo musical e um cortejo de crianças com trajes típicos dessa cultura oriental.

Depois dessa festa, eu ainda recomendo uma passada na Bakery Itiriki, sensacional padaria com várias iguarias da culinária oriental. Fica ali ao lado da praça da Liberdade.

Serviço:

Onde: Praça da Liberdade
Quando Sexta(11/04) e Sábado (12/04) das 10 às 16h.
Quanto: Na faixa.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

O caminho é in, não off.


Lendo o post de Narinha, lembrei-me de um interessante contista brasileiro, Caio Fernando Abreu, ou simplesmente Caio F., como ele assinava. De acordo com o site releituras, “Caio Fernando Loureiro de Abreu dedicou-se ao trabalho jornalístico no Centro e Sul do país, em revistas como Pop, Nova, Veja e Manchete, e colaborou nos jornais Correio do Povo, Zero Hora, O Estado de São Paulo e Folha de São Paulo.”

Em plena ditadura militar, em 1968, foi perseguido pelo DOPS (Departamento de Ordem Política e Social), e refugiou-se no sítio da escritora e amiga Hilda Hilst, na periferia de Campinas. Após uma série de reviravoltas, no final de 1974, ele retornou a Porto Alegre, deslocado da rotina do Brasil dos militares: “tinha os cabelos pintados de vermelho, usava brincos imensos nas duas orelhas e se vestia com batas de veludo cobertas de pequenos espelhos”. Ao saber-se portador do vírus da AIDS, em setembro de 1994, Caio põe-se a cuidar de roseiras, encontrando um sentido mais delicado para a vida.”

Conheci Caio F. com uma carta atemporal e catalisadora: o texto Carta ao Zézim. Nele, o escritor responde uma série de dúvidas do amigo, o também jornalista, José Márcio Penido, e nela relata a criação do livro "Morangos Mofados", fala de sua admiração por Clarice Lispector e Dalton Trevisan e estimula o amigo a escrever.

Justamente esta parte do estímulo a escrever foi o que me motivou a participar deste blog e a estabelecer, cada vez mais, contatos com tato. Abro um parêntese: tato, vernáculo que, segundo o Houaiss, designa o sentido pelo qual se conhece ou percebe; prudência; tino; sutileza e sensibilidade para se expressar. A palavra tato vem do latim (língua adorável) que significa tangère, ou tocar, no sentido físico e moral, transitivo e absoluto.

Sinto-me, de fato, tocada sempre que escrevo algum post, pois imagino que este texto pode, também, tocar a todos vocês. Interagir e interferir na vida de algum leitor desavisado, na maneira como esta pessoa percebe a vida. Ele toma asas e deixa de ser meu para pertencer a todos aqueles que o roubam para si, tirando-o desta rede virtual cibernética e sem fronteiras.

Voltando a Caio, na Carta ao Zézim ele diz:
“Zézim, ninguém te ensinará os caminhos. Ninguém me ensinará os caminhos. Ninguém nunca me ensinou caminho nenhum, nem a você, suspeito. Avanço às cegas. Não há caminhos a serem ensinados, nem aprendidos. Na verdade, não há caminhos. E lembrei duns versos dum poeta peruano (será Vallejo? não estou certo): “Caminante, no hay camino. Pero el camino se hace ai andar”.”

“Você quer escrever. Certo, mas você quer escrever? Ou todo mundo te cobra e você acha que tem que escrever? Sei que não é simplório assim, e tem mil coisas outras envolvidas nisso. Mas de repente você pode estar confuso porque fica todo mundo te cobrando, como é que é, e a sua obra? Cadê o romance, quedê a novela, quedê a peça teatral? Danem-se, demônios. Zézim, você só tem que escrever se isso vier de dentro pra fora, caso contrário não vai prestar, eu tenho certeza, você poderá enganar a alguns, mas não enganaria a si e, portanto, não preencheria esse oco. Não tem demônio nenhum se interpondo entre você e a máquina. O que tem é uma questão de honestidade básica. Essa perguntinha: você quer mesmo escrever? Isolando as cobranças, você continua querendo?"
"Então vai, remexe fundo, como diz um poeta gaúcho, Gabriel de Britto Velho, "apaga o cigarro no peito / diz pra ti o que não gostas de ouvir / diz tudo". Isso é escrever. Tira sangue com as unhas. E não importa a forma, não importa a "função social", nem nada, não importa que, a princípio, seja apenas uma espécie de auto-exorcismo. Mas tem que sangrar a-bun-dan-te-men-te. Você não está com medo dessa entrega? Porque dói, dói, dói. É de uma solidão assustadora. A única recompensa é aquilo que Laing diz que é a única coisa que pode nos salvar da loucura, do suicídio, da auto-anulação: um sentimento de glória interior. Essa expressão é fundamental na minha vida.”

Assim como Caio, “escrevendo, eu falo pra caralho, não é?!”

Então, confira aqui, a íntegra do texto e descubra o que motiva esta jovem moça que vos escreve a fazer comtatos com você, leitores deste singelo e apaixonado blog.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Art e Política

Meus colegas, o que vocês acham sobre campanha política na Internet? Acham que isso pode render bons dividendos? Ou poderá criar uma sensação de intromissão em nossas vidas?

E a questão da proibição das campanhas políticas na Internet? Acham que é válido?

Acompanhem essa discussão fomentada por mim no blog da Máquina da Notícia, empresa onde eu trabalho. Leiam e comentem, caso queiram...Visite aqui

Em tempo, vejam como qualquer coisa(coisa mesmo) pode virar arte. Esse jovem foi muito criativo e com a ajuda de panos molhados, desenhou caveiras em vários túneis da capital. Esse vídeo abaixo, mostra a atuação dele no túnel Max Feffer(Túnel na Avenida Cidade Jardim que corta a Faria Lima) e a tentativa de desestimulá-lo feita pelos policiais.

É notícia velha, mas quem disse que arte envelhece?

vejam:

Caminate no hay camiño


Toda terça feira eu acordo com uma tremenda vontade de que chegue logo o fim do dia. Enganam-se aqueles que pensam que terça feira para mim é um dia ruim. Muito pelo contrário. É dia de espanhol.

Hoje além de estudar a língua eu conheci um pouco mais desta cultura, diga-se de passagem, muito interessante. Juan Manuel Serrat, segundo minha professora é considerado um Chico Buarque da Espanha. É claro que não precisou muito para me interessar. Pra mim é Deus no Céu e Chico na terra rs...

Cantares... (Joan Manuel Serrat -Antonio Machado)

Todo pasa y todo queda,
pero lo nuestro es pasar,
pasar haciendo caminos,
caminos sobre el mar.

Nunca persequí la gloria,
ni dejar en la memoria
de los hombres mi canción;
yo amo los mundos sutiles,
ingrávidos y gentiles,
como pompas de jabón.

Me gusta verlos pintarse
de sol y grana, volar
bajo el cielo azul, temblar
súbitamente y quebrarse...

Nunca perseguí la gloria.

Caminante, son tus huellas
el camino y nada más;
caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.

Al andar se hace camino
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.

Caminante no hay camino
sino estelas en la mar...

Hace algún tiempo en ese lugar
donde hoy los bosques se visten de espinos
se oyó la voz de un poeta gritar
"Caminante no hay camino,
se hace camino al andar..."

Murió el poeta lejos del hogar.
Le cubre el polvo de un país vecino.
Al alejarse le vieron llorar.
"Caminante no hay camino,
se hace camino al andar..."

Cuando el jilguero no puede cantar.
Cuando el poeta es un peregrino,
cuando de nada nos sirve rezar.
"Caminante no hay camino,
se hace camino al andar..."

Golpe a golpe, verso a verso.


***
Antonio Machado (1875-1939) foi um dos poetas mais importantes da Espanha. Conta a história que ele lutou o quanto pode pelo seu país. Exilado, assim que pisou fora da Espanha morreu de desgosto e tristeza. Em 1969 Joan Manuel Serrat edita um disco, que alcança grande repercussão social, onde põe música em alguns poemas de Antonio Machado. Em 1971 aparece “Mediterráneo”, um dos seus álbuns mais importantes. Um quarto de século depois, a canção que dá o titulo ao disco e foi eleita a melhor canção espanhola da segunda metade do XX.

domingo, 6 de abril de 2008

It´s only rock and roll, but I like It!

Você se imagina fazendo o que faz quando tiver seus 60 anos?
Esta pergunta ,que muitos de nós teríamos dúvidas ao responder, não intimidou Jagger, que prontamente disse: “Facilmente!”, em uma entrevista a Dick Cavett, em 1972.

Isto é mais do que simplesmente gostar do que faz, é ter a plena certeza de que aquilo o realiza por completo. Isso é o que os Rolling Stones mostram no palco: energia pura, acumulada desde os anos 60 até hoje.

Mick Jagger, Keith Richards, Charlie Watts e Ron Wood exibem mais do que rugas, cabelos brancos e peles flácidas, o que se vê no palco é puro rock and roll. E todo o espírito do rock e dos Stones é traduzido nas telonas por Martin Scorsese, famoso diretor de cinema, vencedor do Oscar de melhor diretor em 2006 com o longa Os Infiltrados (excelente, por sinal).

A platéia da apresentação nova-iorquina é ilustre, entre os animados fãs estão o ex-presidente Bill Clinton, sua mulher e atual pretendente ao cargo de presidente pelo Partido Democrata, Hillary Clinton, sua sogra e vários de seus parentes.

O documentário Rolling Stones - Shine a Light, se baseia num grande show no Beacon Theatre em Nova York, na turnê A Bigger Band. O filme também traz entrevistas antigas da banda misturadas a algumas cenas de bastidores. Sem esquecer do ego do Scorsese presente como diretor e amigo, posando de figurinha cult na cena de rock, à la Tarantino.

Mas quem entra na sala de cinema para assistir ao concerto sai das poltronas muito mais fã dos Stones que do Scorsese. Sem nada a dizer a presença do diretor é exagerada, podendo ser resumida apenas às piadinhas de queimar o vocalista. Fora isto, dois terços das participações especiais poderiam ter sido excluídas.

É fato que os Stones é uma banda sessentona e suas músicas conquistam gerações e gerações. Portanto, os caras não precisam de apelos pop para garantir público, tais como Christina (falsete na voz )Aguilera e Kelly Osbourne... Opa, confundi, digo, digo, Jack White. Agora, essencial foi a canja de Buddy Guy (foto), blueseiro de primeira que travou um autêntico duelo com Jagger, Guy na guitarra e o bocudo na gaita, cantando Champagne and Reefer, canção que levantou os gringos da platéia.

Na voz e nas performances de Jagger, a galera não para de pular com os grandes hits dos Stones, como Brown Sugar, Start me Up, Shine a Light e Simpathy for the Devil, aliadas ao charme do guitarrista Keith Richards (véio fofo!) arriscando-se nos vocais em You Got the Silver e Connection.

Para os fãs, o documentário Shine a Light é imperdível. Para os que ainda não conhecem os Stones é lição de casa, além de ser um programa que garante a diversão e o valor do ingresso. Aumentem o volume e let´s rock, guys! Afinal, certos caras já provaram que "pedras rolantes não criam limo".



Fora do Esquemão


O fluxo natural das coisas as vezes nos prega peças. Você planeja um final de semana inteiro e dá tudo errado, pra melhor. Na contra-mão do filme Na Natureza Selvagem (Into the Wild), a solidão foi o que ele procurou, meu final de semana foi cheio de encontros e de reviravoltas. Reencontrei amigos, conheci alguns novos, além de ter a possibilidade de fazer boas fotos para o blog na reportagem do café, que em breve estará no ar.

O que Christopher McCandles procurou por toda a sua vida? o perdão por erros que ele não cometeu, e para isso se manteve em total isolamento das pessoas mais próximas e rodou a América do Norte carregando um fardo que o corroía por dentro: a mediocridade dos pais que se uniram num erro e fizeram seus filhos amargarem esta união instável. O protagonista, dotado de uma sensibilidade ímpar para assuntos ligados a relacionamentos, parece compreender muito bem o que os motiva, mas prefere ignorar esse fato e se punir buscando uma verdade que ele já sabe.

Sean Penn estava inspirado por fazer um filme despretenciosamente bom e com um nível filosófico elevado para a maioria dos campeões de bilheteria, talvez esteja aí o sucesso do longa metragem que está em exibição na Sala 1 do Cine Bombril. Filas cheias, na sua maioria mulheres, mas vemos muitos homens se rendendo a sutileza do filme ao tratar assuntos que são pouco discutidos na tão falada era da informação.

E é nesta era que um homem rompeu essa barreira e foi parar no Alasca, sozinho à margem de qualquer contaminação da nossa alma capitalista. Viver apenas pelo necessário, comer, respirar e vislumbrar um mundo que escapa das nossas vistas diariamente.

A fotografia é magnífica, e toda ela imersa na voz de Eddie Vedder, que faz boa parte da trilha sonora. Emile Hirsch está num bom momento e atua com muita veracidade no personagem Alexander Supertramp, nome do espírito aventureiro de Chris. O filme merece ser visto e discutido, pois fala do mal do mundo moderno: a solidão.

Pelos momentos que vivi nestas últimas semanas fica claro que eu tive mais sorte em descobrir que a felicidade só é completa quando compartilhada.

E viva os Centros Culturais!
**** Referências ****
Na Natureza Selvagem
(Into the Wild)
Gênero: Drama
Tempo: 140 min.
Estrelando: Emile Hirsch, Marcia Gay Harden, William Hurt, Jena Malone, Brian Dierker, Catherine Keener, Vince Vaughn, Kristen Stewart, Hal Holbrook, Dan Burch e Joe Dustin
Dirigido por: Sean Penn
Produzido por: Art Linson, Sean Penn, William Pohlad
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Nuncam Sobium


Na economia existe um termo, em latim, que designa que algumas das variáveis de uma função se mantém constantes. Trocando em miúdos: Em uma comparação entre dois iténs, outros fatores que poderiam interferir nesta comparação são colocadas como constantes e estáveis, Coeteris Paribus.

Ok! Você deve estar neste instante com cara de interrogação. Mas pense na seguinte situação: as pessoas, hoje, vivem em completa dependência do capitalismo. Todos nós precisamos nos alimentar, para isso trabalhamos, esse trabalho gera renda e gastamos basicamente em nossas necessidades básicas como alimentação, saúde e educação. Minha empresa, supostamente, produz soja e ela atende uma grande fatia do mercado brasileiro, de repente o consumo de soja cresce em todo o mundo e a empresa enxerga isso como uma oportunidade e passa a exportar parte da sua safra para atender o mercado exterior, como a China. Isso gera a falta do grão internamente, a lei da oferta e da demanda fala mais alto e os preços sobem e o óleo vegetal a base de soja aumenta de tabela, o preço de todos os produtos que direta e indiretamente levam esse insumo crescem. Inicia-se o processo de bola de neve.

Essa notícia foi transmitida no Bom Dia Brasil da rede Globo, hoje pela manhã, e reforçada na minha aula de economia, ainda agorinha.

Este problema não existe solução, tendo em vista que de todos os fatores que podem ser comparados o único que se mantém estável e não aumenta de jeito nenhum é o teu salário, ou seja, teu pagamento mensal é o único que não se mexe. Totalmente Coeteris Paribus!

terça-feira, 1 de abril de 2008

Hasta la vista, Baby (Swarzenegger na veia)

Mudanças. Chegou a hora de mudanças. Mas leva tempo para se ter certeza disso. Até lá, sentimentos contraditórios tomam conta de seu corpo. Nervosismo, insegurança, medo, tesão, euforia, felicidade. Diante da dúvida, o que fazer? Ficar ou continuar? Chorar ou sorrir? Dizem os experts em qualidade de vida que a última coisa que se pode fazer em benefício próprio é acomodar com uma situação confortável. Com termos como “mundo competitivo” e “zona de conforto”, fazem a cabeça de milhares. Cá para nós, zona de conforto é puteiro com sofá. Como vovó já dizia, jacaré que pára de nadar morre afogado. E, quando se percebe que é chegada a hora da transformação, algumas coisas ficam para trás. E essa é a parte ruim das mudanças.

De todas as coisas que se aprende vivendo em uma selva, talvez a mais valiosa delas seja a segurança que os animais sentem quando estão em bando. Um rebanho de bois é capaz de afastar a mais destemida das onças. Os companheiros de blog e outros companheiros me farão uma falta danada. Mas sei que entendem quando algo precisa mudar. Terei que caçar sozinho, ou em outros rebanhos. O que acontece é que o muito que tenho em minha vida é pouco para minha fome. O ouro que fazia minha cabeça outrora não mais me sustenta. Eu não quero só comida, eu quero bebida, diversão e balé (Calma, Telma, eu não sou gay). Eu não quero só comida, eu quero a vida como a vida quer. Bem, Raul (mais uma vez, Tocaraul!!!!) explica melhor.



Eu devia estar contente
Porque eu tenho um emprego
Sou um dito cidadão respeitável
E ganho quatro mil cruzeiros
Por mês...

Eu devia agradecer ao Senhor
Por ter tido sucesso
Na vida como artista
Eu devia estar feliz
Porque consegui comprar
Um Corcel 73...

Eu devia estar alegre
E satisfeito
Por morar em Ipanema
Depois de ter passado
Fome por dois anos
Aqui na Cidade Maravilhosa...

Ah!
Eu devia estar sorrindo
E orgulhoso
Por ter finalmente vencido na vida
Mas eu acho isso uma grande piada
E um tanto quanto perigosa...

Eu devia estar contente
Por ter conseguido
Tudo o que eu quis
Mas confesso abestalhado
Que eu estou decepcionado...

Porque foi tão fácil conseguir
E agora eu me pergunto "e daí?"
Eu tenho uma porção
De coisas grandes prá conquistar
E eu não posso ficar aí parado...

Eu devia estar feliz pelo Senhor
Ter me concedido o domingo
Prá ir com a família
No Jardim Zoológico
Dar pipoca aos macacos...

Ah!
Mas que sujeito chato sou eu
Que não acha nada engraçado
Macaco, praia, carro
Jornal, tobogã
Eu acho tudo isso um saco...

É você olhar no espelho
Se sentir
Um grandessíssimo idiota
Saber que é humano
Ridículo, limitado
Que só usa dez por cento
De sua cabeça animal...

E você ainda acredita
Que é um doutor
Padre ou policial
Que está contribuindo
Com sua parte
Para o nosso belo
Quadro social...

Eu que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada
Cheia de dentes
Esperando a morte chegar...

Porque longe das cercas
Embandeiradas
Que separam quintais
No cume calmo
Do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora
De um disco voador...

Ah!
Eu que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada
Cheia de dentes
Esperando a morte chegar...

Porque longe das cercas
Embandeiradas
Que separam quintais
No cume calmo
Do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora
De um disco voador...