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quarta-feira, 19 de março de 2008
Ambientalista, eu?
Para os caras do vídeo abaixo, qualquer automóvel é um poluidor, e eles adoram.
E me fizeram pensar, não é que é verdade? Será que não estamos pagando de idiotas ao entrar nessa história de auto-sustentável. Nas ladainhas de compre um carro a alcool que ele polui menos que o carro a gasolina. Ué, mas se ele polui então também faz mal, concorda cara pálida?
Veja e reflita...
domingo, 16 de março de 2008
Agradecimentos
Isso mostra que os comtatos não tem fronteiras!

Maria Rita - Encontros e Despedidas
Milton Nascimento e Fernando Brant
Mande notícias do mundo de lá
diz quem fica
Me dê um abraço, venha me apertar
tô chegando
Coisa que gosto é poder partir
sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
quando quero
Todos os dias é um vai e vem
a vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim chegar e partir
são só dois lados
da mesma viagem
O trem que chega
é o mesmo trem da partida
A hora do encontro
é também despedida
A plataforma dessa estação
é a vida desse meu lugar
é a vida desse meu lugar
é a vida...
quinta-feira, 13 de março de 2008
Pianinhos, pianinhos...
Os práticos que me perdoem, mas o dia está perfeito para divagações. Essa chuva interminável – e que a essa altura deve ter cooperado para São Paulo bater outro recorde de congestionamento – cria naturalmente uma atmosfera cinzenta e melancólica, barra a luz do sol e produz um barulho de pista molhada em corrida de Fórmula 1 que torna inevitável falar sobre a existência humana e a busca por uma vida mais tranquila.
Uma das formas de alcançar essa tranquilidade é através dos rituais de purificação. Desde tempos imemoriáveis os homens comungam regularmente tais práticas, que têm como finalidade o engrandecimento espiritual. Entre os índios da América do Norte, e mesmo da América do Sul, havia ritos que celebravam deuses, e amiúde terminavam em curiosos banquetes, nos quais eram servidos – todos o sabem – carne humana. Na antiguidade, romanos e gregos davam vazão a seus recônditos instintos em celebrações regulares de orgias e bacanais. Com o advento do cristianismo como religião oficial da Idade Média, foram se formando novas práticas purificadoras, que marcam o encerramento de um ciclo e início d'outro. Entre os exemplos que sobreviveram estão o Natal e o Reveillón. Em diferentes regiões e épocas, há festas particulares, que não vêm ao caso enumerar. Porém, em todos esses ritos, o resultado buscado é alguma espécie de engrandecimento. Pessoal, comunal ou social.
Proveniente do latim carnevare, o carnaval é, por definição arbitrária de sei-lá-quem, a autêntica festa brasileira – algum dia discutiremos o que significa ser brasileiro – e um perfeito exemplo de ritual de passagem. Orgiástico por excelência, é o momento em que várias convenções sociais são pervertidas. Durante quatro dias e quatro noites, pouco importam os conceitos de certo e errado, se deus está debaixo da mesa e o diabo, atrás do armário. A ordem é libertar-se de pudores, medos e sentir-se invadido e dominado por desejos e impulsos reprimidos durante dias, semanas e meses a fio. Tudo é burlado e misturado num êxtase de cores, cheiros, gostos e sensações. Maravilhosos desfiles cheios de pompa têm lugar em um país (com letra minúscula mesmo) marcado de maneira indelével pela pobreza da maioria da população. Sexo, drogas e suor tomam o lugar de puritanismos, monogamia e sanitarismo. Finda a festa, costuma-se ouvir pelas ruas na quarta-feira subsequente: “agora começa o ano”. Todos purificados. E pianinhos.
Graças a Alá, os roqueiros que detestam carnaval também têm sua chance orgiástica: os shows que vez ou outra acometem as grandes capitais brasileiras. Pois nesses momentos, os maltrapilhos cabeludos (e os calvos engravatados também) têm a chance de exorcizar seus demônios. Holofotes e luzes coloridas, sons distorcidos, palavras cortantes, discursos contundentes, decibéis de envergadura cavalar são arremessados contra a platéia que se goza, se deleita, respondendo com toda a força de seus pulmões e prejuízo de cordas vocais. Grita, pula e xinga. Com vontade. Um verdadeiro clube da luta orgasmático. Cotoveladas, socos e pontapés são manifestações genuínas de cada ser humano. Não existe ser imune à vontade de esmurrar alguém na vida (Para a felicidade de todos e o bem geral da nação, esperamos que tais desejos tenham sido devidadmente reprimidos). No momento do show, entretanto, a atmosfera de raiva, o sentido de inconformidade com as regras vigentes interrompem seu ciclo repressor levado a cabo durante determinado tempo, para terem vez e voz em lugar lugar sacramentado pela ocasião. Ali é o palco para que essas pessoas (subproduto das contradições sociais, em minha opinião) tenham sua oportunidade de expelir as sensações negativas acumuladas dentro de cada um. Naquele momento, as regras sociais, de comportamento e postura, são abolidas em prol do orgasmo instintivo. Não é diferente dos rituais orgiásticos em sua essência, apesar de o ser na forma. Todos saem dali com o espírito engrandecido, com o espírito purificado. Terminada a celebração, todos – ou a maioria – se põem a caminhar para casa, continuar suas vidas. Voltar ao sistema que os condiciona diariamente. Violência não é necessária, nem desejada, por isso novamente reprimida. A dose que cabe a cada um já foi liberada durante o show, acompanhando a música.
Nas semanas que se seguem, eis que os outrora enfurecidos roqueiros demonstram uma incompreensível capacidade de amar tudo e todos, eleger suas musas e cores inspiradoras. Respiram aliviados o odor úmido e suave de um jardim de damas da noite. Pianinhos, pianinhos.
quarta-feira, 12 de março de 2008
Novo Membro
Seja muito Bem-vindo! Esperamos que todos apreciem seus bons textos!
terça-feira, 11 de março de 2008
Para pensar....
PARA REFLETIR
Quando não se pode falar bem de uma pessoa, o melhor mesmo é que não se diga nada, porque a atenção que dedicamos a observar ou criticar os defeitos alheios deve ser dada aos nossos próprios defeitos, tentando corrigi-los."
Tereza Guerra
Veja Run e fique Crazy
Crazy o vídeo remete a uma daquelas brincadeiras de colocar tinta plástica no centro de um papel dobrá-lo e depois abrí-lo para descobrir qual figura foi formada.segunda-feira, 10 de março de 2008
Folha em branco

Lá esta ela, me corroendo o tempo todo
Muitas vezes como as marcas d’água as linhas insistem em aparecer
Sobre elas muitas escrituras
O tempo que não pára mostra o quanto devo me apressar
Aquelas tão brancas folhas já incomodam a minha ordem
Talvez devesse parar
Mas que adiantaria, nada iria mudar, talvez atrasasse ainda mais
Penso, olho, enfrento
Que mal poderia fazer?
A vontade é tanta...
Ilustre Ação
Entre mutantes e meta-humanos, mocinhos e bandidos, milhares de pessoas visitaram a 14º Fest Comix que aconteceu entre 07, 08 e 09 de março. Muita coisa boa fazia parte do cardápio, quadrinhos com preços em baixa, coleções de réplicas, filmes, entre outros. Eram mais de 200 mil revistas em oferta no maior evento brasileiro de quadrinhos e mangás.Fãs de quadrinhos, fanzines, miniaturas e adeptos da cultura urbana tiveram um programa perfeito neste final de semana. Entre os itens você podia encontrar camisetas com ícones da cultura pop, quadrinhos de diversas editoras, lojas de miniaturas, estandes de escolas de ilustração, acessórios como chaveiros, livros que ensinam japonês através de revistas em quadrinhos e até fanzines independentes ambientados na Avenida Paulista (cartão postal localizado na rua de trás da feira).
A produção de quadrinhos nacionais merece destaque. Em um bate-papo com o roteirista de um belo trabalho chamado CÃO, Harriot Jr nos falou sobre a dificuldade para levar o Cão aos céus, ou seja, bancar o trabalho e fazer a própria divulgação até ganhar seu público e vendê-lo junto com a obra para uma editora. Para ele o importante é mostrar o trabalho, bancar uma gráfica, imprimir um fanzine e divulgar os desenhos, as idéias, e assim ganhar espaço no mercado.

O Cão, obra da qual Harriot é roteirista, foi influenciado por filmes como Blade Runner e Duna. A história é ambientada em São Paulo e trata da invasão da cidade por zumbis. Segundo Hervilha, um dos ilustradores da revista, o quadrinho, o Cão, tem fácil identificação com o público, não só pelos desenhos, mas também pela história, que consegue aproximar o leitor devido à localização. Na trama um grupo de ilustradores vende a revista na rua de trás da Fest Comix, a Avenida Paulista, quando são surpreendidos por um ataque de zumbis, fato que deixa claro o uso da metalinguagem.
Ambientar as histórias com cenários que já existentes na mentes dos leitores é um trunfo, pois cria uma identificação logo no começo da história.
O ilustrador Hervilha também comenta sobre as influências para desenvolver a história. Para ele assistir a filmes e ler, no caso obras clássicas da literatura mundial, como Admirável Mundo Novo, ajuda no processo de criação das histórias e no desenvolvimento de repertório.
Aqui o cinema ganha destaque. Para Harriot , o quadrinho é como o cinema, mas sem o recurso de som. Enquanto nas telas os criadores levam dois meses para filmar uma seqüência de ação com efeitos especiais visuais, nos quadrinhos a ilustração pode levar dois dias para ficar pronta. O desenho ainda tem a característica de estimular a imaginação do leitor.

Esse talento de mexer com imaginário é o que diferencia o ilustrador do quadrinista. Não se trata apenas de ter talento com lápis e papel. O quadrinista tem que saber como contar uma história. Harriot indaga, se num primeiro quadro aparece uma pessoa com um punhal e no quadro seguinte tem alguém no chão ensangüentado, quem matou o personagem?

O leitor. O leitor imagina os atos induzidos pelo roteiro. O quadrinista não precisa desenhar todos os gestos de uma ação, ele está contando uma história para alguém que está vendo, junto com ele os fatos.
Provavelmente por isso os quadrinhos nacionais vêm ganhando tantos fãs. No mercado estão disponíveis histórias com personagens que ganham a identificação fácil dos leitores, com características e comportamentos nacionais, conquistando a simpatia dos leitores.
Hoje o mercado dos quadrinhos é bem democrático, com opções de leitura para todos os gostos, e boa parte deles pode ser encontrado na Fest Comics. Entre as obras mais vendidos da feira, a série Sandman lidera, no topo do ranking, seguida da coleção de Os Maiores Super-Heróis do Mundo, do famoso ilustrador Alex Ross. Em terceiro vinha Persépolis da roteirista Marjane Satrapi e depois Watchmen, com o roteiro do talentoso Alan Moore.
Entre as réplicas, segundo o Giovani do estande da Bugigangas, temos duas tendências: Star Wars e Final Fantasy. Tínhamos também opções de Os Simpsons, Carros (Disney), Noiva Cadáver, Super-Heróis Marvel e DC, senhor dos anéis, piratas do caribe e muito mais.

Depois de passear pelas gôndolas e estandes cheguei a conclusão de era a hora de irmos as compras, encontrei uma bela edição de Calvin e Haroldo, os vingadores e a liga da justiça e um pac do Hellblazer. Meu consumismo aflorou.
E Enquanto rondava pelos corredores ia falando com gente, que como eu, estava à procura de diversão em pequenos quadros, cultura nos mais diferentes estilos que faz com que pessoas mantenham o Comtato. FIM!
Texto escrito a 4 mãos Nathalya Buracoff e Ronaldo Junior.
Fotos de Ronaldo Junior
sexta-feira, 7 de março de 2008
Dica cultural
Para agradar aqueles que ficam em SP, toda sexta o Comtatos irá separar algumas dicas culturais. Serão filmes, teatros, exposições e até shows. Tudo o que tiver rolando de interessante vocês poderão saber por aqui.
Bom para começar, há um filme muito bom que está um pouco fora do circuito comercial, apesar de ter sido rodado no EUA.
Na Natureza Selvagem é aquele filme que te faz pensar sobre a vida, sobre nossa subversão aos poderes e nossa depêndencia das coisas materiais.
No Filme, um jovem de classe média termina os estudos, doa todo seu dinheiro para uma instituição de caridade e segue para o Alaska de carona sempre em contato direto com a natureza e com a nossa essência como ser humano.
O filme é baseado no livro homônimo de Jon Krakauer.
Serviço: Cine Bombril(Conjunto Nacional) Avenida Paulista 2073, Cerqueira César - SP.
Horários de Exibição: 14h, 18h40 e 21h30. Às terças o filme será exibido apenas às 14h.
Nota do Comtatos(1 a 5): 4
domingo, 2 de março de 2008
Desabafo
É, definitivamente, uma leitura obrigatória nos tempos atuais. Mas não é um livro feito para todos, é somente para raros. Afinal, nem todo mundo gostaria de lê-lo, pois não é um livro proposto a agradar ninguém, nem para agradar a si mesmo.
É uma obra de auto-ajuda, no verdadeiro sentido da palavra. Trata-se de um livro com o qual você questiona a sua postura perante a vida e se pergunta o que, realmente, vale a pena. O que merece os seus esforços com dignidade? Você se pergunta se daqui a algum tempo você vai se sentir orgulhoso de ter sido acomodado, de ter se dedicado, sem paixão, hora a fio em um trabalho do qual você não gosta.
Demian é um livro sincero, feito para os corajosos. Não é para aqueles que querem soluções prontas em pílulas, dessas receitas genéricas que se aplicam à vida de qualquer um. Por isso, nem todos gostariam de lê-lo. Só gostam de ler Demian quem não quer mais mentir a si mesmo, não quer mais fingir, nem interpretar o mesmo personagem insosso no teatro nosso de cada dia.
Em um mundo cheio de cretinos não é qualquer um que deseja deixar de ser um calhorda. Acostuma-se a não ter caráter, a furar fila, a tirar certas vantagens, a ser favorecido com alguns benefícios só porque é mais endinheirado ou mais bonito.
Para um cretino, isso é o segredo de um caminho que o levará ao pote de ouro no final do arco íris. O pote pode ser qualquer beneficio que lhe traga uma vida boa. Hoje em dia é tão natural tirar vantagens para ganhar um emprego melhor, seja sabotando o colega ou dando pro chefe. É tão natural ser um cretino e achar que os outros não têm sentimento, enquanto você engana aos outros e a si mesmo, só interessado no dinheiro e no status.
Desta forma, os fins justificam os meios e os cretinos se esquecem que o mais importante na vida é a beleza da paisagem, é o que você constrói durante o caminho e não o local onde ele termina.
Deus meu, livrai-me de todo o mal e não em deixeis cair em tentação, mas acima de tudo, afasta do meu caminho, com todas as tuas forças, esses malditos cretinos. Amém!